Canjica, pamonha, milho cozido, munguzá, paçoca, arroz doce, pé de moleque, cocada, quentão e espetinho de queijo coalho. Essas são algumas opções de comidas típicas das festas juninas. São tantas alternativas que fica difícil escolher o que comer neste período. Mas como aproveitar todas essas delícias que a época pede sem exageros e sem sair da dieta? A indicação é ter bom senso e não exagerar.
Segundo a nutricionista, professora e coordenadora do núcleo de pós-graduação em nutrição da Faculdade IDE, Joyce, Moraes, o milho é um cereal bom para a saúde, pois contém carboidratos, fibras, vitaminas e minerais, fornece energia e ajuda o intestino a funcionar normalmente. Mas nas tradicionais receitas, a preparação é feita com ingredientes muito calóricos e que, se exagerar, podem detonar a dieta.
O preparo deve ser feito com cuidado e podem ser preparadas de um jeito mais saudável. “Não usando leite de vaca e trigo nas receitas. Fazendo com leite de coco e ingredientes naturais. Não se esquecendo de respeitar a tradicionalidade das receitas e colocar pouco açúcar”, aconselha a professora de nutrição da Faculdade IDE. Outra dica é dá preferência aos milhos orgânicos na hora de comprar o alimento para o preparo das comidas. “A cada dia, a produção nacional de milho está cada vez mais transgênica. O nosso organismo não foi feito para lidar com alimentos transgênicos, os quais podem causar distúrbios hormonais e/ou câncer”, explica Joyce.
Para quem procura as comidas mais saudáveis e menos calóricas, a profissional aconselha que se opte pelo milho cozido, munguzá feito com leite de coco e pouca açúcar, pamonha e bolo de milho com pouco açúcar, pois a indicação é que se faça todos os pratos o mais natural possível e não exagerando no açúcar. Mas não é preciso abrir mão da sua comida preferida por causa das calorias e muito menos procurar uma outra para colocar no lugar, basta comer com moderação, evitando os exageros que acontecem muito nesta época. “Tudo pode, mas depende da quantidade e do bom senso e não comer como se fosse o último São João da vida”, esclarece a nutricionista.