Carne de onça é suína

Foram os imigrantes europeus que trouxeram ao Paraná o bife tártaro – carne moída crua com condimentos picantes sobre pão ou broa. A base era suína. Distante das colônias alemãs e holandesas, o porco deu lugar à carne bovina. Em Curitiba, ganhou o nome de carne de onça devido a uma piada de um jogador de futebol (goleiro do Ferroviário), que assim apelidava a iguaria nos encontros na Confeitaria Stuart. Quem conta essa história são os chefs Fernando Matsushita e Rafael Kula, ao preparar o prato com era feito em sua origem.

Deliciosa, a carne de onça suína foi servida como entrada no almoço da Alegra Foods para um grupo de formadores de opinião, convidado a conhecer a sede em Castro. A moderna fábrica, fundada em 22 de outubro de 2015, resulta das cooperativas de origem holandesa, Frísia, Castrolanda e Capal, reunidas no grupo Unium.

Bem-estar dos animais

Não é porque o destino é o abate que o animal deva padecer de maus-tratos, que, por sinal, podem causar prejuízo de 30 milhões de reais ao ano, segundo a Embrapa. Essa é a primeira informação, por considerar primordial, que diretores da Alegra Food passam aos seus convidados.

Dotado de selos de boas práticas de bem-estar animal, que atestam regularidade e cumprimento de normas de criação, os produtos da empresa são à base de carne suína – a proteína mais consumida no mundo nos últimos tempos.

Na verdade, a Alegra é pioneira no Brasil a receber a certificação North American Meat Institute de bem-estar animal para suínos, concedida pelo World Quality Services. Com orgulho, Emerson Moura, superintendente da Frísia,  informa:  O selo já foi renovado.

Conceitos básicos

“A saúde do animal e seu estado afetivo são prioridades em todo o processo de criação”, afirma o gerente técnico de suíno da Alegra, Fabrício Penaforte Borges. E, para assegurar que o animal está sendo bem tratado, ele não deve apresentar sinais de fome, sede, desnutrição, desconforto, dor, ferimentos, doenças, medo e estresse. Além disso, deve estar livre para expressar seu comportamento natural no ambiente em que vive. “São conceitos básicos e que devem ser atendidos”.

Para Cracios Clinton, gerente de marketing da Unium, a renovação do selo comprova produtos de alta qualidade e feitos com controles internacionais de saúde ambiental,  o que também pode ajudar o consumo interno. O Brasil responde por um consumo per capta anual de 14 quilos de carne suína, enquanto a gulosa Alemanha consome de 30 a 40 quilos.

E tem-se mesmo que aquecer o mercado interno: aquela operação Carne Fraca fez o setor fechar 2018 no vermelho. O Brasil ocupa o quarto lugar como maior produtor e expositor no segmento.

Novidades

A Castrolanda, a cooperativa do grupo dedicada ao leite (com o menor índice de células bacterianas), vai inaugurar em agosto próximo uma torre para  leite em pó. A produção inicial é de 500 mil litros de leite em pó por dia. A diretoria reserva os detalhes para data mais próxima da inauguração e espera colocar em funcionamento, dentro de sete anos, a usina movida à energia eólica.

Outra novidade anunciada na visita à Alegra é o lançamento, em breve, de presuntos fatiados em embalagem de um quilo, visando o atacarejo. Há procura  do produto e o destino deve ser as gôndolas dos supermercados de bairros, conta Emerson Moura, observando que os hipermercados tendem a sumir.

 Bacon é só alegria

Na Alegra, se comemora: segundo a pesquisadora da Universidade de NewCastle, Elin Roberts, do Reino Unido, o bacon possui proteínas que proporcionam bem-estar ao corpo, amenizando os sintomas da ressaca e indisposição porque “é um alimento rico em aminoácidos, o que supre necessidades do corpo e é capaz de regularizar as condições naturais do organismo”. E atesta: Com a ingestão do bacon, o metabolismo fica acelerado, o que contribui para melhorar os efeitos da ressaca. Aos poucos, a pessoa vai se sentindo melhor e voltando ao ‘normal'”.

O bacon é também uma fonte de vitamina B3, que auxilia no combate de infecções e estimula o sistema imunológico, além de preservar a memória”.

Então prepare um bacon crocante e seja feliz. Chef Dobis, consultor da Alegra, recomenda fritar até ficar dourado, mas Cuidado para não queimar – “Isso estraga o alimento, deixando-o com gosto amargo. Por isso, o ideal é fritar em fogo médio em frigideira antiaderente, sem óleo”. Outra dica do chef: temperar o bacon com condimentos e especiarias, colocar as fatias em um prato forrado com papel-toalha, cobrir também com papel-toalha e levar ao microondas por um minuto”.

Produtos

Em Curitiba, todos os produtos da Alegra Foods estão à venda para o consumidor final. Local: Mercado Municipal. Tem costelinhas (in natura, defumada e defumada), bacon, presunto, salame, picanha, linguiça (recheada e com vários temperos), lombinho, t-bone…Ah, a defumação é feita com o fumaceiro de madeira importada. Tem mais: Alegra é paranaense.