O comando nacional do PT, reunido nesta segunda-feira em Brasília, prepara-se para reiterar o discurso de que o partido vai ser fiel ao acordo em favor da eleição do deputado.

O comando nacional do PT, reunido nesta segunda-feira em Brasília, prepara-se para reiterar o discurso de que o partido vai ser fiel ao acordo em favor da eleição do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara. As ameaças de traição serão minimizadas pelos integrantes da Executiva da legenda. O objetivo é indicar que os 78 deputados da sigla irão unidos nas eleições do dia 2.

O assunto foi tema da primeira etapa de discussões da reunião da Executiva Nacional do PT. O presidente nacional da legenda, deputado Ricardo Berzoini (SP), o secretário-geral, deputado José Eduardo Cardozo (SP), e o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, participam dos debates.

Berzoini dará uma entrevista coletiva no final da tarde de hoje para reiterar que o PT está definido nos apoios para as presidências na Câmara e no Senado. Na Câmara, o petista deverá afirmar que o partido ficará com Temer, enquanto no Senado, o partido defende o nome do senador Tião Viana (PT-AC) na disputa com o senador José Sarney (PMDB-AP).

Porém, interlocutores do partido confirmam a existência de um grupo de petistas que ficou irritado com o lançamento da candidatura do peemedebista à presidência do Senado. Aproveitando que a votação no dia 2 será secreta, alguns deputados do PT ameaçariam romper o acordo firmado com Temer.

Esse grupo de parlamentares se divide em favor das candidaturas dos deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) ou Ciro Nogueira (PP-PI) em represália à candidatura de Sarney.

Na reunião da Executiva Nacional do PT desta segunda-feira, também serão discutidos os termos do novo código de ética do partido e a definição de nome para a relatoria do caso do deputado estadual do Rio de Janeiro Jorge Babu (PT), acusado de uma série de crimes, inclusive envolvimento com milícias.