Highlights da High Design

O grande festival latino-americano da criação voltada ao design, ao morar e ao lifestyle em que se tornou o DW! Design Weekend – Semana de Design de São Paulo, já em sua sétima edição contou com novos participantes e muitos destaques em mobiliário e peças de design durante   a High Design – Home & Office Expo, um de seus eventos-âncoras.  Em sua terceira edição, a feira de negócios voltada a tendências e inovações em mobiliário e decoração foi realizada no São Paulo Expo entre 28 e 30 de agosto. Trazemos nesta coluna 05 higlights da High Design.

 

  1. Traço inconfundível e surpreendente
Crédito: Divulgação

O designer catarinense Jader Almeida, também diretor criativo da Sollos, projetou um estande diferenciado, com 170 m2 de área, para expor peças premiadas mundialmente, além de  lançamentos da coleção 2018 e em versões nunca mostradas anteriormente.

  1. Design latino-americano
Foto: Augusto Tomasi

Os trabalhos premiados pela 22ª edição do Prêmio Salão Design, do Brasil, da Argentina e do Uruguai, com propostas inovadoras, sustentáveis e que captam tendências para o morar, puderam ser conferidos pelos cerca de 20 mil visitantes estimados para a High Design no estande da Mostra da premiação. Assinado pelo arquiteto italiano Luca Tormena, o estande foi elaborado com decors desenvolvidos pela Interprint, patrocinadora pela primeira vez neste ano de 2018 do Prêmio Salão Design e que teve sua participação de estreia na High Design. Na foto, a versão do estande projetado por Luca Tormena para a Movelsul, realizada em março na Serra Gaúcha, onde foram anunciados os projetos vencedores.

 

  1. Regional e global
Crédito: Divulgação

A estética de cada produto criado pelo designer Sérgio Matos contém narrativas inspiradas no multiculturalismo brasileiro. As peças de mobiliário e decoração do Estúdio Sérgio Matos carregam os traços singulares das tramas têxteis artesanais, em uma fusão de características únicas entre o design e o artesanato. Na foto, a poltrona Bodocongó, assinada pelo  designer com referências à “fervura gastronômica das festas juninas do Nordeste, as memórias e laços afetivos das celebrações à mesa, o universo das feiras livres” e tendo como matéria-prima protagonista as colheres de pau, instaladas na base de aço carbono.  A versão balanço do modelo integra o arquivo permanente do Museu da Casa Brasileira.

 


 A arte como um ponto central na educação desde a infância

Arte como um ponto central da educação: um dos convidados da Vivência Artística do Sion Curitiba este ano foi o renomado artista André Mendes, que este ano teve também sua primeira exposição individual em Paris, no Centro Cultural Cloître des Billettes (CCCB), um claustro medieval com mais de 700 anos de história localizado no coração da capital francesa (foto-detalhe). Crédito fotos: Divulgação

O quanto arte e educação se relacionam, especialmente na atualidade? O quanto a adoção de metodologias que colocam a arte como um importante aspecto curricular pode contribuir para o desenvolvimento pessoal e técnico dos alunos, nas diversas fases e faixas etárias de sua formação? No Colégio Sion Curitiba, que completou este ano 112 anos e atua há mais de 50 anos com um dos métodos pedagógicos mais avançados em termos de educação interdisciplinar e voltada para a vida, a Metodologia Montessori, a arte é considerada um ponto central, conforme demonstram atividades como a Vivência Artística. Realizada anualmente nas duas unidades da escola, Batel e Solitude, este ano contou entre os participantes convidados com o renomado artista brasileiro André Mendes, ex-aluno do Colégio Sion, pouco antes de desembarcar para sua primeira exposição individual em Paris, na França, no mês de junho.

Expoente da arte contemporânea nacional e mundial, o curitibano André Mendes estudou no Colégio Sion. “É sempre muito gratificante participar da Semana da Arte. Este ano desenvolvemos com os alunos um pensamento sobre a cidade. O produto final foi uma grande cidade miniatura com a participação de todos os alunos, de todas as idades. Esta construção física foi linda, percebemos a unidade e a força do conjunto da obra, porém, o mais importante foi pensar na cidade como um “organismo”, questionar problemas e possíveis soluções, discutir posicionamento como cidadão e ser surpreendido positivamente com discursos, ideias e ações que demonstram que esta geração está atenta e atuante”, considera o artista.