O clima de apreensão no mercado internacional pesou mais e fez o dólar fechar em alta nesta terça-feira, dia 04, após rondar os menores níveis em quase nove anos no começo do dia.

O clima de apreensão no mercado internacional pesou mais e fez o dólar fechar em alta nesta terça-feira, dia 04, após rondar os menores níveis em quase nove anos no começo do dia.

A moeda norte-americana subiu 0,84%, para R$ 1,686. Na mínima, o dólar chegou a valer R$ 1,666 – perto da menor cotação desde maio de 1999.

A virada ocorreu com a piora das bolsas de valores em todo o mundo. Em Nova York, os principais índices passaram a cair mais de 1% durante a tarde. Em São Paulo, a Bovespa exibia baixa de mais de 2%.

A previsão de novas perdas no Citigroup, feita por um analista, estava entre as notícias que derrubaram um mercado já preocupado com a possível recessão nos Estados Unidos. Outro fator foi o discurso de Ben Bernanke, chairman do Federal Reserve, que alertou para um aumento da inadimplência nas hipotecas – epicentro da crise norte-americana.

"Os dois gráficos, de bolsa (de São Paulo) e de dólar, enquanto um é decrescente, o outro é ascendente", ilustrou Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.

A atuação do Banco Central, no final da manhã, também pode ter contribuído para diminuir a oferta de dólares e pressionar a cotação, disse Arruda. No leilão de compra de dólares, o Banco Central definiu taxa de corte a R$ 1,6690 e aceitou, segundo operadores, três propostas.