Cícero Bley (à direita) com familiares

Errar continua sendo humano.

O jornalismo profissional não só aceita seus eventuais erros como trata de corrigi-los, tal como faço agora, ao receber a oportuna mensagem de Cícero Bley – um dos primeiros nomes que ouvi explicar, com seriedade, a questão da preservação ambiental no Paraná, no século 20.

E dela se transformar em apóstolo diuturno.

Pois Cícero Bley, que também teve papel muito relevante em Itaipu, onde comandou bem-sucedido programa de renovação ambiental da região, me corrige. Explica a respeito de recente matéria que publiquei – “Bucovinos de Rio Negro estão recebendo passaporte de Luxemburgo”, que o pioneiro imigrante a colonizar Rio Negro e Mafra foi Nicolau Bley.

E que o pioneiro chegou à antiga Capela da Mata, em 1829, vindo com a mãe e mais 11 famílias, da região de Trier, Alemanha. (não bucovina).

Nicolau Bley e esposa: pioneiros

ÚNICO LUXEMBURGUÊS

Esclarece ainda Cícero Bley: “Como único luxemburguês da primeira leva, Nicolau Bley integrou-se ao grupo de alemães de tal maneira que acabou envolvido e pouco se falou na contribuição de Luxemburgo para a colonização do Sul do Paraná, Rio Negro, Mafra, assim como Lapa, aonde ele teve seu primeiro emprego, e demais municípios.”

TUDO BEM EXPLICADO

Eis a mensagem de Cícero Bley:

“Caríssimo professor Aroldo Murá Haygert.

Cordiais saudações e que esta lhe encontre bem.

Movido exclusivamente pela intenção de contribuir com a já excelente qualidade da informação que caracteriza seu blog, permito-me observar na matéria em referência alguns tópicos pontuais:

1- Nicolau Bley, o pioneiro, veio do Grão Ducado de Luxemburgo para o Brasil em 1829, junto com mais 11 famílias alemãs da região de Trier (não bucovina). Nicolau foi o único imigrante luxemburguês desta primeira leva que chegou a localidade da Capela da Mata e ali fundaram Rio Negro e Mafra.

SEGUNDA LEVA

Os alemães bucovinos vieram numa segunda leva logo depois. Como único luxemburguês da primeira leva Nicolau Bley integrou-se ao grupo de alemães de tal maneira que acabou envolvido e pouco se falou na contribuição de Luxemburgo para a colonização do Sul do Paraná, Rio Negro, Mafra, assim como Lapa aonde ele teve seu primeiro emprego e demais municípios.

COMEÇOU EM 2014

Em 2014 Luxemburgo abriu a oportunidade para registro de cidadania por consanguinidade, o que atraiu vários Descendentes de Nicolau Bley (não só mas de outros luxemburgueses).

PRIMEIRA DESCENDENTE

2- A primeira descendente a procurar a cidadania foi a Flávia Bley, que hoje mora com a família em Luxemburgo. Fez o caminho de volta. Tem tido um desempenho extraordinário na orientação de vários atuais cidadãos, inclusive no meu caso.

3- Um grupo grande de “recentes cidadãos luxemburgueses” tem se mantido ativo.

ENCONTRO EM RIO NEGRO

Em novembro passado fizemos um encontro em Rio Negro com presença de 250 familiares, quando marcamos essa presença luxemburguesa nas tradições locais, predominantemente alemã e nos somamos a eles e outras etnias celebrando o aniversário da cidade.

CIDADANIA ATIVA

Por cidadania ativa entendemos a promoção de vários projetos com Luxemburgo e Rio Negro, como as mostras de audiovisuais e curtas metragens com registros históricos, projeto este capitaneado pelas primas Sonia Cabral e Denise Araujo. A reedição do livro Genealogia da Família Bley de autoria de Waldemiro Bley Jr, cuja curadora Ligia Meyer, filha de Waldomiro já tem iniciado esta segunda edição e também temos um projeto Rio Negro/Feulen (cidade aonde nasceu Nicolau Bley) para cooperação cultural e econômica como Cidades Irmãs.

GRANDE REENCONTRO

Enfim, agradecemos imensamente o fato de que você como jornalista formador da opinião paranaense tenha dado a esse relevante reencontro da família Bley com suas origens, o que representa a reconexão dos Bley, Grein, Ruthes, Zornig, Andrzejewski, Di Giorgio, Lipiski e todos os demais ramos que brotaram desta fértil raiz que foi Nicolau Bley, o pioneiro que aqui chegou aos 20 anos de idade acompanhado de sua mãe para uma jornada épica de colonização do Novo Mundo.

Muito obrigado.

Cicero Bley Jr”

As cidades de Rio Negro e Mafra unidas pela ponte de ferro
Encontro de famílias de origem luxemburguesa, em 2017

CIDA DECIDE SOBRE VINDA DE COMITIVA DE 22 EMBAIXADORES EUROPEUS

Cida Borghetti recebe embaixador da União Europeia

A vice-governadora, Cida Borghetti, recebeu nesta terça-feira (27) o embaixador da União Europeia, João Cravinho, no Palácio Iguaçu. Trataram sobre a vida de uma comitiva formada por 22 embaixadores de países europeus interessados em novos negócios e parcerias.

Cida, que também possui cidadania européia, reforçou o interesse do Paraná em ampliar as relações comerciais com os países europeus e destacou os potenciais do Estado e as oportunidades para negócios.

UM BOM MOMENTO

“O Paraná vive um excelente momento econômico, resultado do bom ambiente para negócios, segurança jurídica e um dos melhores programas de atração de investimentos, o Paraná Competitivo. Tenho certeza que os embaixadores europeus encontrarão aqui as melhores oportunidades para investimentos”, afirmou.

EXPLORAR NOVAS PORTAS

Para o embaixador Cravinho, a vinda ao Paraná tem dois principais motivos. “Queremos conhecer as realidades multifacetadas daqui e explorar as novas portas abertas por um possível acordo entre a UE e o Mercosul”, disse.

Cravinho também se reuniu com o secretário do Planejamento e Coordenação Geral, Juraci Barbosa Sobrinho e técnicos do Estado. Durante a reunião, representantes do Governo do Estado apresentaram um breve panorama do Paraná, principalmente das áreas econômica e cultural.

ITAIPU E CURITIBA

A equipe da UE, formada por 22 embaixadores de estados europeus, pretende conhecer a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, e a estrutura do Governo do Estado (secretárias e órgãos). Além disso, eles querem conhecer as atividades culturais oferecidas em Curitiba.


TRIBUNAL DO JURI, INSTRUMENTO DEMOCRÁTICO

Juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar; e Clèmerson Clève: orientador

Considerado um dos casos nacionais de maior repercussão dos últimos anos, o júri do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, realizado terça (27) e quarta-feira (28) em Curitiba, foi conduzido pelo Juiz de Direito Presidente da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

HÁ 16 ANOS

Magistrado há 16 anos, o Juiz é mestre pelo Programa de Mestrado em Direito do UniBrasil Centro Universitário, concluído em 2012. Apesar de não ser responsável pelo julgamento, Avelar é tido como uma das peças fundamentais para o andamento do júri, tendo como função garantir que o rito processual seja seguido, além de manter a ordem do júri.

CLÈVE, ORIENTADOR

Com uma vasta experiência na área jurídica e acadêmica, apresentou em 2012 a dissertação: O Tribunal do Júri como Instrumento do Estado Democrática de Direito, orientado pelo Presidente do UniBrasil, professor doutor Clèmerson Merlin Clève. Atualmente também atua como docente de Direito na capital.

Em evento realizado no UniBrasil em março de 2017 participou como palestrante do Projeto Academia UniBrasil, na ocasião discursou para os acadêmicos de Direito sobre a construção do Trial By Jury (Julgamento pelo Júri) na Inglaterra, a partir da derrocada do Império Romano.

(Fonte: site da UniBrasil)


ETANOL: A ÓTIMA EXPERIÊNCIA DO BRASIL ESTÁ NA “BIOFUELS”

Colheita mecanizada de cana de açúcar

A boa experiência com a cana-de-açúcar permite ao Brasil se tornar o segundo maior produtor de etanol e o maior exportador do mundo, além de ser um grande consumidor de etanol no mercado interno.

– A revista norte-americana Biofuels publicou neste final de mês um artigo de Victor Pomarico Uchoa, gerente da Novozymes América Latina, que mostra a experiência brasileira na produção e no uso do etanol como é extremamente importante para referenciar outros países em desenvolvimento.

(Fonte: Paula Batista, Lide Multimídia)


“NOSSA ÁGUA TEM 5 VEZES MAIS GLIFOSATO DO QUE NA EUROPA”

Avião borrifando agrotóxico em plantações

Proibida nos países da União Europeia desde 2009, a pulverização aérea de agrotóxicos foi tema do pronunciamento nesta terça-feira, 27, do deputado estadual Tadeu Veneri (PT), autor do projeto 2/2018, que proíbe o uso de aviões para o lançamento destes produtos em plantações. Veneri mostrou dados de estudos científicos sobre as consequências danosas da aplicação de agrotóxicos sobre a saúde da população e o meio ambiente.

FROUXIDÃO BRASILEIRA

O deputado apresentou comparativos sobre as leis internacionais sobre o controle de agrotóxicos e a frouxidão das regras sobre o uso desses produtos no Brasil. “Na água consumida do Brasil, temos cinco mil vezes mais glifosato do que nos países europeus. Por que o cidadão brasileiro e paranaense é tratado de forma diferente do que o cidadão europeu?”, questionou o deputado.

GRANDES RISCOS

Segundo a assessoria de Veneri, os riscos dos agrotóxicos nas cidades e nos aglomerados urbanos também foram debatidos em audiência pública realizada pela manhã, no plenarinho da Assembleia Legislativa, organizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.


TEMER: “MEU MAIOR ACERTO FOI A ESCOLHA DO RICARDO BARROS”

Temer com Ricardo Barros

O presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta terça-feira (27) que o seu maior acerto, entre todos os ministérios, foi a escolha do paranaense Ricardo Barros (PP) para o ministério da Saúde. Segundo Temer, Ricardo revelou-se um “gestor extraordinário”.

“Eu acho que o meu acerto maior foi a escolha do Ricardo. Um gestor extraordinário”, disse Temer durante a cerimônia de entrega da “Medalha de Mérito Oswaldo Cruz” no Palácio do Planalto.

“Com todos os médicos que eu falo rotineiramente só recebo elogios em relação à gestão do Ricardo Barros. Ele foi capaz de promover uma economia extraordinária nos gastos supérfluos e inadequados”, acrescentou o presidente Michel Temer que pediu aplausos à gestão de Ricardo Barros.

Em quase dois anos, Ricardo Barros economizou mais de R$ 4,6 bilhões com a revisão de contratos, corte de cargos e medidas de gestão. Os recursos foram reaplicados na ampliação e melhoria dos serviços prestados pelo SUS.


CANZIANI É CITADO NO NY TIMES

Alex Canziani: Previdência

Em edição deste dia 25, domingo, o “New York Times” considerou a declaração do deputado federal Alex Canziani sobre a Reforma da Previdência. Em um artigo assinado por Shasta Darlington, sob o título “Retire at 55? In Brazil, It’s the Norm. But Can the Good Times Last?” (“Aposentar-se às 55? No Brasil, é a norma. Mas os bons tempos podem durar?”, em tradução livre), a prestigiada publicação norte-americana abordou, dentre algumas observações, a questão do recente decreto do presidente Michel Temer que autorizou a intervenção na Segurança do Rio de Janeiro, um ato que teria sido tomado deliberadamente para evitar, constitucionalmente, uma derrota da Reforma no Congresso, uma vez que projetos desta natureza não podem ser votados enquanto houver algum tipo de intervenção federal no Estado.

No artigo, o articulista considerou a declaração do parlamentar paranaense: “Foi uma desculpa para evitar o voto, o prego no caixão da Reforma da Previdência”, disse Canziani.


COMO O MAPEAMENTO GENÉTICO VAI REVOLUCIONAR O TRATAMENTO DO AUTISMO?

Por Dra. Graciela Pignatari (*)

Graciela Pignatari: especialista em autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) atinge cerca de um a cada 68 indivíduos, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. No entanto, o avanço das tecnologias na área da saúde e da medicina personalizada vem mudando este cenário.

Recentes estudos epidemiológicos têm demonstrado que os fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas e origens do TEA. Embora fatores ambientais, como problemas ainda na gravidez (uso de drogas, bebês prematuros, infecções virais, entre outros), também estejam associados ao risco para o desenvolvimento do TEA, hoje já se sabe que o risco é majoritariamente genético.

DISTÚRBIOS MOLECULARES

Apesar desses avanços, ainda é um desafio para a ciência definir genes e variantes genéticas de relevância clínica associadas ao TEA. Isso porque, assim como outras desordens neurológicas e psiquiátricas, o autismo não é fruto de alterações em um único gene, pelo contrário, envolve distúrbios moleculares complexos em múltiplos genes. Por outro lado, a evolução do conhecimento genético permitiu que muitos genes envolvidos no TEA fossem identificados. Atualmente, de acordo com a Simons Foundation Autism Research Initiative (SFARI), temos 722 genes descritos, mas muitos ainda são desconhecidos.

PRIMEIRO TESTE

O primeiro teste recomendado pela Academia Americana de Genética Médica e Genômica no estudo de crianças com suspeita de síndromes genéticas, anomalias congênitas, atraso de desenvolvimento e linguagem e Transtorno do Espectro do Autismo é o CGH-Array ou hibridização genômica comparativa baseada em micro arranjos.

Exames como o CGH-Array, que é uma metodologia de citogenética molecular capaz de identificar alterações cromossômicas desbalanceadas (duplicações, deleções e/ou micro deleções) que não podem ser vistas através do exame de cariótipo convencional, esclarecem e direcionam em torno de 20% das suspeitas de síndromes e estão no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde).

O SEQUENCIAMENTO

Já o sequenciamento do genoma completo é o método que fornece informações genéticas completas dos pacientes. Em países desenvolvidos ele já vem sendo utilizado como segundo exame a ser realizado após o CGH-Array. Apesar de ainda ter um custo elevado, ele está rapidamente se tornando mais acessível e nos próximos anos será uma ferramenta muito importante no diagnóstico do autismo, já que o teste pode encontrar pistas para um tratamento mais adequado de acordo com as mutações genéticas de cada indivíduo.

MUITO OTIMISMO

Recentemente, pesquisadores do Sick Children Hospital e da Universidade de Toronto apresentaram um estudo bastante otimista sobre o sequenciamento completo do genoma no Canadá e sua contribuição para os cuidados de saúde convencionais no futuro. Esse estudo faz parte do Projeto Genoma Pessoal, que começou em 2005, na Escola de Medicina de Harvard, onde os pesquisadores analisaram o sequenciamento completo do genoma de 56 participantes. Em troca de sua contribuição para a ciência, eles receberam informações clínicas relevantes de seus genomas e aconselhamento genético para contextualização dos resultados, integrando os dados obtidos nos sequenciamentos às informações de saúde de cada participante (inclusive seus históricos pessoal e familiar).

DOENÇAS FUTURAS

Após a realização do estudo, foi possível observar que 25% dos pacientes tinham informações genômicas que indicavam potenciais riscos para doenças futuras e variantes genéticas importantes para as próximas gerações. Além disso, o estudo também foi direcionado para informações sobre problemas na eficácia de medicamentos e risco de efeitos adversos, revelando que em 23% dos participantes foram identificadas alterações genéticas associadas a risco severo de efeitos colaterais (muitos deles envolvendo risco de vida).

TECNOLOGIA NO BRASIL

No Brasil, a TISMOO é a única empresa que oferece essa tecnologia para identificação das alterações genéticas especificamente para o Transtorno do Espectro do Autismo e para síndromes relacionadas. São três tipos de mapeamento genético: o T-Array, uma triagem genômica capaz de identificar perdas (deleções) e ganhos (duplicações) de material genético com alta resolução; o T-Exom, análise do exoma, que corresponde a 2% do genoma; e o T-Gen, mencionado acima, que realiza a análise do genoma completo.

PLATAFORMA DE BIOINFORMÁTICA

Na startup ainda contamos com uma plataforma de bioinformática, especialmente construída para o autismo, chamada GENIOO, que funciona como uma base de dados completa sobre todas as publicações científicas relacionadas ao Transtorno do Espectro do Autismo. Após a realização do mapeamento genético, a plataforma compara os resultados das variantes genéticas encontradas no paciente com bancos de dados do mundo todo a fim de identificar e classificar essa variante, além de também verificar se já existe algum tratamento mais adequado para aquela mutação. E ainda, como esse serviço é contínuo, no caso de surgirem novas pesquisas ou testes, esta ferramenta nos permite atualizar o médico e a família dos pacientes.

Desta forma, com o avanço da medicina personalizada, o mapeamento genético pode vir a ser uma das ferramentas mais importantes para ampliar os estudos, diagnóstico e tratamento do autismo em um futuro próximo, impactando positivamente os indivíduos que sofrem de distúrbios neurológicos, bem como suas famílias.

(*) DRA. GRACIELA PIGNATARI é bióloga molecular e cofundadora da startup de biotecnologia TISMOO, primeiro laboratório do mundo exclusivamente dedicado à medicina personalizada com foco no Transtorno do Espectro do Autismo e outros transtornos neurológicos de origem genética.

Sick Children, da Universidade de Toronto