A China apresentou para a mídia internacional um equipamento experimental de fusão nuclear, demonstrando seus grandes esforços para desenvolver a próxima geração em fontes de energia.

Repórteres estrangeiros receberam permissão para ver o Tokamak Supercondutor Experimental Avançado (EAST, na sigla em inglês), na província de Anhui, nesta quinta-feira. O equipamento está localizado nos Institutos Hefei de Física da Academia Chinesa de Ciências.

A fusão nuclear é considerada como uma forma potencialmente promissora para geração de energia, já que é mais fácil controlá-la se comparada com fissão nuclear, além de produzir quantidades mínimas de resíduos radioativos.

Cientistas chineses afirmam que o EAST está sendo utilizado para explorar formas de preservar plasma criado em temperaturas elevadas para que átomos possam fundir e liberar enormes quantidades de energia.

O Japão, os Estados Unidos e países da Europa são os precursores na pesquisa de fusão nuclear. O Japão e a União Europeia estão construindo em conjunto um equipamento ainda maior que o EAST em um laboratório na cidade de Naka, próxima a Tóquio. A expectativa é que sua operação seja iniciada no ano que vem.

A China destinou investimentos substanciais para sua própria pesquisa, além de estar fazendo parte de projetos internacionais. Um cientista sênior declarou que a China costumava estar atrasada em relação a outros países, mas que a pesquisa do EAST está sendo rapidamente impulsionada graças a assistência do governo chinês.