Tribunal de Contas: entra na delação

O procurador da República Diogo Castor de Mattos, que anunciou a delação premiada da CCR, Rodonorte, implicando tucanos do Paraná – nas propinas para garantir o alto pedágio que os paranaenses vêm pagando desde 2000 – é sobrinho do lendário professor Belmiro Valverde Jobim Castor.

Belmiro expôs-se ao Paraná, nos anos 80, Governo José Richa, denunciando maracutaias que estariam sendo praticadas pelo secretário de Fazenda de então. Como consequência das denúncias, foi exonerado por Richa da Secretaria do Planejamento.

BARRA LIMPA

Jovem, 30 anos, com muita gana para temas criminais, Diogo é professor de Direito Penal na PUCPR.

Seu pai foi procurador de Justiça no Paraná.

Segundo fontes da PGR, o grupo CCR quer “limpar os trilhos, acertar contas passadas, pagar por seus pecados. E apostar na conquista de novas concessões que irão a leilão”.

Tudo para não correr o risco de enfrentar problemas na Justiça.

NO PALÁCIO E NO TCE

Roberto Requião: também não escapa da delação (foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

Na delação conseguida pela Lava Jato do Paraná, um motorista da Rodonorte detalhou as vezes em que entregou “montanhas” de malas de dinheiro no Palácio Iguaçu.

E mais: além das montanhas de dinheiro que entregou no Iguaçu, o motorista assegura que levou também muito dinheiro para o Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) “e na associação das empresas concessionárias”. Tudo ao vivo.

Esse relato das entregas no Palácio, TCE-PR e associação de empresas concessionárias foi registrado pela Folha de São Paulo, coluna Painel dia 5 deste mês.

FAZENDO AS CONTAS

O leitor que faça as contas: se bem fundamentada a delação, segundo a qual as propinas da Rodonorte datam desde o ano 2000, os “regalitos” milionários teriam, então, abrangido o último governo Lerner, os dois de Roberto Requião e os dois – claro – de Beto Richa.


Dias difíceis para Joice Hasselmann

Joice Hasselmann: contestação; Senadora Soraya Thronicke: quer a presidência; Luciano Bivar: em maus lençóis

Segunda entre os deputados federais mais bem votados em São Paulo, a paranaense Joice Hasselmann está vivendo momentos que se alternam entre muito promissores, como a possível candidatura a prefeita de SP com as bênçãos de João Dória; e a oposição que começa a sentir em seu partido, o PSL, no qual parte da bancada feminina resiste ao seu nome.

Elas preferem o da senadora Soraya Thronicke, que tem vídeo de Bolsonaro prometendo-lhe a presidência do PSL Mulher.

PADRINHO EM QUEDA

O padrinho de Joice para o PSL Mulher não está vivendo grandes momentos.

Ele é o deputado Luciano Bivar, acusado de envolvimento com o laranjal do partido que emergiu para consertar o Brasil…


Cem anos da Madre Chantal, um ícone

Impressionante a fortaleza espiritual e intelectual da freira suíça Madre Chantal, fundadora do Mosteiro do Encontro, das beneditinas, hoje localizado em Agudos do Sul (Areia Branca dos Assis).

Madre Chantal

No dia 21 de fevereiro, a comunidade de 12 freiras de clausura, que vive o “ora et labora” da Regra de São Bento, comemorou os 100 anos de vida da religiosa, fundadora da casa há 55 anos, então no bairro do Pinheirinho.

SOBRINHOS

A celebração foi basicamente religiosa e com a presença de dois sobrinhos de Madre Chantal, vindos da Suíça. Um deles, Benoit, deixou registrada, em livro próprio da casa, uma mensagem de graças pela vida dessa mulher que continua intelectualmente privilegiada. Mas com o físico muito limitado.

NA ÁFRICA

Chantal foi missionária em África, no Congo Belga, que deixou nos anos 1960 para vir para o Brasil. No Mosteiro do Encontro, em Curitiba, ela e irmã Ana (in memoriam), belga, aglutinaram uma elite política e católica da época, anos 60 a 90, como Euclides Scalco, Newton e Eleidi Freire Maia, Tiana e Pérsio Guimarães, Regines Prochmann, Ubaldo Puppi, …

Newton e Eleidi Freire Maia; Euclides Scalco

CURSOS & CONFERÊNCIAS:

Fundação Dom Cabral estreia em Curitiba

Mário Sergio Cortella: uma fala especial; Daniel Slavieiro, presidente da COPEL

A Fundação Dom Cabral no Paraná, representada pela JValério Gestão & Desenvolvimento, realiza no próximo dia 12 de março, terça-feira, o 1º Fórum Empresarial. Os players mais importantes do mercado paranaense estarão reunidos durante o dia todo em um evento exclusivo para executivos de alta gestão convidados pela JValério, empresa associada à FDC.

PRIMEIRA VEZ

Essa é a primeira edição do fórum em Curitiba, neste formato, com selo da Fundação Dom Cabral, reconhecida como a melhor escola de negócios da América Latina por 13 anos consecutivos e entre as 12 melhores do mundo, segundo o Ranking anual de Educação Executiva do jornal inglês Financial Times. O presidente executivo da organização no Brasil, Antonio Batista da Silva Júnior fará a abertura do evento.

130 EMPRESÁRIOS

A expectativa é reunir 130 dos mais importantes empresários, executivos, CEOs, diretores, fundadores, sócios e acionistas de empresas de diferentes segmentos do Paraná. São mais de 20 municípios representados de 67 empresas participantes. Além da iniciativa privada, a organização tem entre os convidados com presença confirmada autoridades públicas, como Darci Piana, vice-governador do Paraná, executivos de empresas públicas, como Daniel Pimentel Slavieiro, presidente da Copel, e representantes de entidades de classe, como Edson Luiz Campagnolo, presidente do Sistema FIEP.

MÁRIO SERGIO CORTELLA

A programação será estendida durante o dia todo e é restrita a um grupo seleto de profissionais que ocupa cargos de alta hierarquia nas corporações. Economistas e professores da Fundação Dom Cabral vão conduzir o conteúdo discutindo temas como o “Futuro da Economia Brasileira”, ministrado pelo professor Carlos Braga e “Governança Corporativa: a sucessão como ela é”, com Samir Lótfi. O painel “Novo Contexto Brasileiro” será composto pelo presidente da FDC, Antonio Batista da Silva Junior, o professor Carlos Braga, Edson Luiz Campagnolo, presidente da FIEP e Daniel Pimentel Slavieiro, diretor presidente da COPEL.

O filósofo Mário Sérgio Cortella, professor da Fundação Dom Cabral, ministrará a palestra “Cenários turbulentos, mudanças velozes: negação, proteção ou superação?”.


DOS LEITORES:

Tudo sobre o histórico Teatro Dadá

Dinah Ribas Pinheiro: autora do livro

Caro amigo Aroldo,

Falta ainda um mês para o lançamento, mas resolvi me adiantar para fazer um “esquenta”. O livro ainda está na gráfica em São Paulo, mas tenho certeza de que será um documento importante sobre a arte e a política no Brasil e na América Latina nos últimos 50 anos.

O conceito do livro é criação da Régine Ferrandis, que se formou em Jornalismo aqui na UFPR, na turma de 1972 (na mesma turma do Eurico Schwinden, Dinah, Marilu Silveira, Adélia, Rosirene Gemael). Ao ir de volta para a França, onde ela tem suas raízes familiares, abraçou uma segunda profissão, a de editora. Trabalha até hoje na edição de livros e revistas naquele país.

Ela agora divide seu tempo entre Paris (onde moram a filha Joana e os três netos) e o Brasil (onde vivem os irmãos). A direção de arte é do irmão Pierre Ferrandis, que aprendeu toda a técnica com ela e vive em São Paulo.

POR QUATRO ANOS

Eu sou muito amiga do casal Dadá, e depois da morte da Adair em 2013, achei que era necessário registrar uma história tão contundente. Levamos 4 anos para colocar o livro de pé, afinal a saga não é nada leve, nem para quem a viveu nem para quem a escreveu. É isso, Aroldo. Tens aí umas pinceladas dos bastidores do trabalho. Quando chegar na semana do lançamento gostaria de enviar mais alguns dados com a fotografia da capa. Posso fazer assim?

DINAH RIBAS PINHEIRO, CURITIBA.


História de marionetes, culturas e resistência

Euclides Coêlho de Souza: fundador do Teatro Dadá (foto: Gilson Camargo)

“Teatro de Bonecos Dadá – Memória e Resistência”, livro de Dinah Pinheiro, a ser lançado em Abril, (vide carta em DOS LEITORES nesta edição), narra a história de Euclides Coêlho de Souza e Adair Chevonika, fundadores do grupo, desde a infância até os tempos atuais. Euclides, nasceu em Roraima e Adair em Rio Branco do Sul, Paraná. Se encontraram num curso para atores no Teatro Guaíra, no início de década de mil novecentos e sessenta, quando conheceram a técnica dos bonecos, também conhecidos como títeres ou marionetes.

RESISTÊNCIA POLÍTICA

Apaixonados pela descoberta, se dedicaram à pesquisa dessa linguagem em bibliotecas do Brasil e exterior. Montaram mais de cem espetáculos em Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília, La Paz, Lima e Santiago. Ao lado das atividades no teatro, Euclides e Adair se engajaram na luta contra a ditadura militar de 1964, e por isso foram exilados no Chile e no Peru, durante quatro anos.

Ariano Suassuna e Cecília Meireles

DIRETAS JÁ

Participaram do movimento das Diretas Já, em 1985. Convidados pelo Festival Internacional da Marionete, em Charleville Meziérès, na França, levaram para aquele país a peça O Sonho do Pongo, do peruano José Maria Arguedas. Seus autores prediletos são o alemão Friedrich Arnt, os franceses Marcel e Jean Loup Temporal, o mexicano Germán LIzt Arzubide e o argentino Javier Villafañe. Os brasileiros Ariano Suassuna e Cecília Meireles também fazem parte do seu repertório.

A história do grupo é emocionante tanto pela luta política como pela sua dedicação ao teatro. Euclides tem atualmente 84 anos, mora em Curitiba. Adair faleceu em 2013.

LANÇAMENTO DO LIVRO

Dia 6 de abril, das 10 às 14h

local Museu Oscar Niemeyer


EXPOSIÇÕES:

“Operários do Cárcere”

Mostra itinerante apresentará 40 imagens captadas em 17 unidades penais do Paraná

Entre os dias 12 a 29 de março, o UniBrasil Centro Universitário receberá a exposição fotográfica “Operários do Cárcere”, realizada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen). A mostra, que apresenta imagens do cotidiano do agente penitenciário em 17 unidades carcerárias do Paraná, acontecerá na Sala de Leituras do Bloco 7, nas dependências da instituição, e será aberto ao público com entrada franca.

O DIA A DIA

A exposição inaugural de 40 fotografias, contextualiza o trabalho diário dos agentes penitenciários dentro dos presídios do Estado – desde o atendimento, movimentação e a relação com os encarcerados.

PARA REFLETIR

Organizada pelo repórter fotográfico Joka Madruga e a jornalista Waleiska Fernandes, a exposição tem como proposta trazer uma reflexão sobre os desafios enfrentados por esses profissionais em um universo tão pouco conhecido. A apresentação “Operários do Cárcere” inicia em Curitiba e ao longo do ano percorrerá outras cidades do Paraná.

SERVIÇO

Exposição Operários do Cárcere

Data: 12 a 29 de março (exceto sábado e domingo)

Horário: 8h às 21 horas

Local: Sala de Leituras, Bloco 7, UniBrasil

Endereço: Rua Konrad Adenauer, nº 442, Tarumã, Curitiba – PR.

Entrada Franca


“… URBS multa e persegue motoristas de aplicativos”

O presidente da UNMA Adriano Alves Orosco, e os membros da entidade Geovani Dalla Stella da Silva e Marlus Fábio Coelho. (foto: Divulgação)

O deputado estadual Requião Filho, a quem não conheço, faz uma oposição “dedicada” ao prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo, com frequência denunciando irregularidades da administração municipal.

Agora, por exemplo, o filho do ex-governador diz que a URBS vem perseguindo motoristas de aplicativos, sob a desculpa de “perseguir transporte pirata”.

Requião Filho acatou a queixa que recebeu, na semana, da Associação Nacional de Motoristas de Aplicativos, que lhe garantiram que a URBS persegue motoristas do Cabify, Uber, 99 Pop, Easy e outros, em Curitiba.

“UMA MALDADE”

Segundo a assessoria do deputado, para o presidente da UNMA, Adriano Alves Orosco, a perseguição da Urbs é feita de maneira maldosa e tem se intensificado nesse início do ano, com multas indevidas aos motoristas de Uber que “ousarem” entrar na Rodoferroviária e em outros pontos considerados estratégicos da cidade, para fazer o transporte de passageiros.

PEDE RESPEITO

Diz o deputado Requião Filho:

“Já não é de hoje que sabemos desta rivalidade entre a Urbs e os motoristas de aplicativo, que estão ali trabalhando legalmente, regularizados pela prefeitura. São pessoas honestas preocupadas em sustentar suas famílias. Há espaço para todos trabalharem, de maneira regularizada. Mas o que parece é que muitos setores tradicionais da cidade ligados à URBS não entendem é que a mobilidade nas grandes cidades mudou nos últimos anos e este sistema dos aplicativos veio pra ficar, é um caminho sem volta. É preciso que haja respeito entre todos”, declarou Requião Filho.

O parlamentar afirmou que vai marcar uma audiência com a prefeitura nos próximos dias para que providências urgentes sejam tomadas. E um projeto de lei também já está nos planos.


“Jeito carioca”: faltou explicar

Secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia Junior

O leitor e jornalista, diretor da revista Panorama do Turismo, Julio Cezar Rodrigues, diz, em curta mensagem, que a coluna ficou devendo, ao deixar de explicar, em sua edição de 18-2, sob o título “Jeito Carioca”, o conteúdo da grosseria que o secretário de Estado da Fazenda à deputada Maria Victoria.

Então, explico: o secretário, muito ríspido diante das indagações da deputada, saiu-se com esta: ela deveria contratar uma consultoria se quisesse respostas detalhadas. Dentre outras grossuras.

Na verdade, o “show” de falta de habilidade para enfrentar um plenário legislativo, o secretário mostrou-o também para os demais que o inquiriram.

 

 

 


Dia da Mulher: Quanto a comemorar?

Acho difícil a comemoração do Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, enquanto, no Brasil, tivermos o diário desfilar de feminicídios e todo o tipo de discriminação e agressões à mulher; e enquanto mães pobres ou na miséria absoluta estiveram às portas do “Inferno” em busca do alimento essencial para suas crianças; e também a mulher continuar a ser olhada, basicamente, como fonte de instrumentação sexual, e mão de obra barata (mas eficiente) no mercado de trabalho.

De qualquer forma, Viva o Dia da Mulher!

Viva a Mulher brasileira, de todos os estratos sociais!

 

 

 

 

 

 


ESTILO DE VIDA:

Hikikomori, um fenômeno que cresce cada vez mais

Embora tenha começado na sociedade japonesa, o problema que afeta especialmente adolescentes está se tornando uma pandemia global

Javier Fiz Pérez | Aleteia

Garoto no computador.

Se uma pessoa se isolar voluntariamente em sua casa e não tiver nenhum tipo de trabalho ou atividade acadêmica ou social por pelo menos seis meses, ela pode estar sofrendo da Síndrome de Hikikomori.

O QUE É A SÍNDROME DE HIKIKOMORI?

O termo Hikikomori foi cunhado pelo psiquiatra Tamaki Saito, no ano 2000 e significa separar, ficar isolado. É definido como uma forma voluntária de isolamento social ou de auto aprisionamento, devido a fatores pessoais e sociais.

Afeta principalmente jovens adolescentes muito sensíveis, tímidos, introvertidos, com poucas amizades e com uma percepção do mundo exterior como algo violento que está contra eles.

A todos esses precedentes podem ser adicionados os maus relacionamentos dentro da família. Há uma incidência maior no sexo masculino.

A vida da pessoa com esse problema desenvolve-se em um dormitório do qual ela não sai, geralmente encontrando refúgio em um mundo virtual, cercada por videogames, jogos e Internet, embora estudos recentes mostraram que apenas 10% das pessoas que sofrem desta doença usam a Internet para interagir com outras pessoas.

ISOLAMENTO SOCIAL

O processo de isolamento é gradual e começa quando a pessoa começa a se retirar para o seu quarto cada vez mais, como se absorvida pela Internet, parando de se importar e de dedicar tempo às amizades, e começa a negligenciar os estudos. É nesse ponto que esse tipo de suicídio social começa.

Eles fazem tudo sem sair de casa, alterando até mesmo seus ritmos diários: dormem durante o dia, comem à tarde e passam a noite jogando videogame ou assistindo à televisão. Eles também negligenciam sua higiene e nem mesmo se comunicam com os familiares. Alguns causam medo nos pais e têm comportamentos agressivos; outros, são subjugados pela tristeza, obsessão, ansiedade e depressão desencadeadas pelo confinamento, chegando ao suicídio em alguns casos.

Embora este fenômeno venha do Japão e esteja associada à exigente, competitiva e individualista cultura japonesa, gradualmente se espalhou pelo mundo como uma pandemia, embora com características diferentes de acordo com cada lugar. Na Espanha, esta síndrome, também conhecida como “porta fechada”, já acumulou mais de 200 casos nos últimos anos. No Japão, os afetados são milhões.

A razão para não sair de casa é devido ao ímpeto de isolamento e um sentimento de apatia em relação ao mundo exterior, juntamente com o medo de deixar seu ambiente de proteção, sua pequena bolha de segurança.

TIPOS DE HIKIKOMORI

Embora todos os casos de Hikikomori tenham o fator “isolamento” em comum, nem todos se realizam da mesma maneira ou no mesmo grau. Por exemplo, o junhikikomori ou pré-hikikomori sai de vez em quando e frequenta a escola ou universidade, mas evita qualquer tipo de relacionamento social.

O Hikikomori social, que rejeita trabalhos e estudos, mantém algumas relações sociais, mesmo que seja através da internet. Por outro lado, o Tachisukumi-gata apresenta uma fobia social muito forte e sente-se paralisado pelo medo.

Por fim, há o Netogehaijin, traduzido como “zumbi”. São os que estão completamente confinados e dedicam todo o seu tempo ao computador e outros meios digitais à sua disposição.

CAUSAS DO HIKIKOMORI

As causas que supostamente desencadeiam esse distúrbio são atualmente meras hipóteses. Alguns pensam que seja a tecnologia e o mundo virtual de que os jovens vivem cercados, perdendo o contato com a realidade.

Mas outros apontam para fatores familiares (pressão excessiva dos pais pelo sucesso do filho na vida e comunicação precária dentro da família) e socioeconômico: social em termos de pressão da sociedade no sentido de conformidade e uniformidade e rejeição às diferenças (isso acontece marcadamente na sociedade japonesa) e econômico em relação aos horários de trabalho dos pais, impedindo-os de passar tempo com seus filhos, juntando-se a isso a falta de comunicação familiar.

Socializar, educar, ensinar os valores que devem guiar nossas vidas, ensinar o amor. Quantos valores cristãos são remédios para esse grave problema de uma sociedade que tende a valorizar o material acima de tudo, sem analisar as implicações pessoais e sociais desse estilo de vida?


AÇÕES DO GOVERNO:

Cultura terá programação em homenagem ao Mês das Mulheres

Abertura será nesta sexta-feira (08/03), às 19 horas, no Museu da Imagem e do Som do Paraná com a mostra de filmes Cinema de Mulheres

A programação do Mês das Mulheres da Secretaria de Estado da Cultura destaca trabalhos importantes de mulheres protagonistas das artes no Paraná. (Mulher desconhecida, de Iria Correia-Museu Paranaense)

Artistas plásticas, cineastas, escritoras, fotógrafas, dançarinas, ceramistas, artesãs. A programação do Mês das Mulheres da Secretaria de Estado da Cultura destaca trabalhos importantes de mulheres protagonistas das artes no Paraná.

Do pioneirismo da pintora Íria Correia em meados do século XIX à arte contemporânea da artista Geórgia Kyriakakis. Do olhar sensível da fotógrafa Adriana Andrade ao trabalho do coletivo de multiartistas negras Ero Ere.

“A programação busca retratar a mulher não apenas como tema, mas, principalmente, como agente cultural, criadora e responsável por suas próprias narrativas”, diz a diretora de cultura da Secretaria, Luciana Casagrande Pereira.

A mostra de filmes Cinema de Mulheres dá início à programação e marca a abertura oficial do evento nesta sexta-feira (08), às 19h, no Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) com exibição de O espelho de Ana, de Jessica Candal, e do curta Lírion, de Camila Macedo. Durante todo o mês serão exibidas obras nacionais e estrangeiras dirigidas por cineastas mulheres, sempre terças e quintas, às 15h, no mini auditório do museu.

Ainda no dia 8 de março, o Museu Oscar Niemeyer (MON) conduz uma visita mediada pela exposição Luz = Matéria, que reúne cerca de 200 obras de artistas do acervo. O percurso será realizado por obras de artistas mulheres que estão na mostra. No mesmo dia ocorre uma oficina de autorretrato em stêncil chamada Tenho a mim mesma. As atividades serão conduzidas pelo Educativo do MON.

 

No dia 12 (terça-feira), às 10h, o Museu do Expedicionário abre a exposição fotográfica Sobre Vivências: um olhar feminino sobre o Haiti, da jornalista Adriana Andrade.

Os figurinos de personagens femininas marcantes que passaram pelo Teatro Guaíra, como a Julieta, de Romeu e Julieta; Beatriz e Lily Braun, de O Grande Circo Místico; e a pequena Clara de O Quebra-Nozes compõem a mostra do Centro Cultural Teatro Guaíra que ocorre de 12 a 24 de março. A exposição fica aberta ao público de terça a sexta, das 10h às 17h, com visitas guiadas em dois horários: 10h30 e 15h30.

O Museu Paranaense (MP) inaugura no dia 27, às 19h, mostra com obras da precursora das artes no Paraná, a parnanguara Íria Correia, que fez sua carreira artística em meados do século XIX. Ainda no MP, a exposição Ero Ere: Artistas Negras propõe a valorização da arte e seu vínculo ideológico, afetivo e ancestral em diferentes técnicas; a exposição permanece até o dia 31 de março.

 

No dia 28 (quinta-feira), às 19h, o Centro Juvenil de Artes Plásticas apresenta desenhos e pinturas de crianças e adolescentes em situação de rua, fruto do trabalho da ONG Transforme Sorrisos.

Em A Razão da Paisagem, a artista Geórgia Kyriakakis apresenta uma instalação com mesas suspensas que desnorteiam o centro de gravidade aliada a um conjunto de fotografias que demarca a ação do vento em árvores. A mostra está em cartaz até o dia 31 de março no Museu Casa Alfredo Andersen.

A Biblioteca Pública do Paraná distribui, no mês de março, marcadores de livros com imagens de três grandes escritoras: Ana Cristina César, Helena Kolody e Virginia Woolf.

O encerramento do Mês das Mulheres será no dia 30 de março, às 11h, com a abertura de uma exposição em homenagem à historiadora e crítica de arte Adalice Araújo reunindo material de arquivo e pesquisa do MAC-PR, além de obras relacionadas à sua produção crítica. A mostra será no hall da Secretaria de Estado da Cultura.

Confira a programação completa dos espaços:

 

MÊS DAS MULHERES

8 de março

15h | Visita mediada pelas obras das artistas mulheres da exposição “Luz=Matéria”. No MON

16h | Oficina “Tenho a mim mesma”. Técnica: autorretrato em stêncil. No MON

19h | Abertura oficial do Mês | Cinema de Mulheres – Exibição dos filmes “O Espelho de Ana” (43’, 2011, Curitiba), de Jessica Candal, e “Lírion” (15′, 2018, Curitiba), de Camila Macedo. A sessão será seguida de debate com as realizadoras. No MIS-PR

 

12 de março

10h | Abertura da exposição “Sobre Vivências: um olhar feminino sobre o Haiti”, da jornalista Adriana Andrade. No MEXP

15h | Exibição do filme “O mundo é culpado”, de Ida Lupino (85’, 1950, EUA). No MIS-PR

 

12 a 24 de março

Exposição dos figurinos das personagens femininas que passaram pelo Guaíra, como a Julieta, de Romeu e Julieta; Beatriz e Lily Braun, de O Grande Circo Místico; e a pequena Clara de O Quebra-Nozes. De terça a sexta-feira, às 10h30 e 15h30 haverá visita guiada à mostra. No Teatro Guaíra

 

14 de março

15h | Cinema de Mulheres

Exibição do filme “Floresta dos Lamentos”, de Naomi Kawase (97’, 2008, Japão). No MIS-PR

 

19 de março

15h | Cinema de Mulheres

Exibição do filme “Retrato de Uma Mulher”, de Jane Campion (144’, 1996, Nova Zelândia). No MIS-PR

 

21 de março

15h | Cinema de Mulheres

Exibição do filme “A Sorridente Madame Beudet”, de Germaine Dulac (54’ 1922, França). No MIS-PR

 

26 de março

15h | Cinema de Mulheres

Exibição do filme “20 dedos”, de Mania Akbari (71’, 2004, Irã). No MIS-PR

 

27 de março

19h | Abertura da exposição com obras da pintora Íria Correia, artista paranaense do século XIX. No MP

 

28 de março

15h | Cinema de Mulheres

Exibição do filme “O Touro”, de Larissa Figueiredo (78’, 2015, Brasil). MIS-PR

19h | Abertura da exposição “Transforme Sorrisos”, com obras de crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, em situação de rua, atendidas pela ONG Transforme Sorrisos. No CJAP

 

30 de março

11h | Encerramento do Mês

Crítica de Arte no Paraná – uma homenagem a Adalice Araújo

Abertura de exposição em homenagem à historiadora e crítica de arte Adalice Araújo com material do arquivo de pesquisa do MAC-PR e obras relacionadas à sua produção crítica. No Hall da SEEC

 

Até 30 de março

Distribuição gratuita de marcadores de livro das escritoras Ana Cristina César, Helena Kolody e Virginia Woolf. Na BPP

 

Até 31 de março

Exposição “Ero Ere: artistas negras”.

Com obras de Claudia Lara, Elis Brasil, Fernanda Castro, Kênia Cristina, Lana Furtado, Lourdes Duarte e Walkyria Novais, que formam o Ero Ere, um coletivo que trabalha com diferentes técnicas a valorização da arte e seu vínculo ideológico, afetivo e ancestral. No MP

Exposição “A Razão da Paisagem” de Geórgia Kyriakakis.

Instalação com mesas suspensas que desnorteiam o centro de gravidade com um conjunto de fotografias que demarca a ação do vento em árvores. No MCAA

 

SERVIÇO: MÊS DAS MULHERES

De 8 a 31 de março de 2019

Biblioteca Pública do Paraná

Rua Cândido Lopes, 133 | Curitiba-PR

41 3221-4900 |www.bpp.pr.gov.br

Entrada gratuita

 

Centro Cultural Teatro Guaíra

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº | Curitiba-PR

Visitação de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h; e aos finais de semana e à noite, nos dias de evento no teatro.

41 3304-7914 |www.teatroguaira.pr.gov.br

Entrada gratuita

 

Centro Juvenil de Artes Plásticas

Rua Mateus Leme, 56 | Curitiba-PR

Visitação de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h.

41 3323-5643 | www.cjap.seec.pr.gov.br

Entrada gratuita

 

Museu Casa Alfredo Andersen

Rua Mateus Leme, 336 | Curitiba-PR

Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

41 3222-8262 | www.mcaa.pr.gov.br

Entrada gratuita

 

Museu do Expedicionário

Rua Comendador Macedo, 655 | Curitiba-PR

Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.

41 3362-8231 | www.museudoexpedicionario.5rm.eb.mil.br

Entrada gratuita

 

Museu da Imagem e do Som do Paraná

Rua Barão do Rio Branco, 395 | Curitiba-PR

41 3232-9113 | www.mis.pr.gov.br

Cinema de mulheres | Classificação indicativa: 14 anos

Entrada gratuita

 

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999 | Curitiba-PR

Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h.

41 3350-4400 |www.museuoscarniemeyer.org.br

Ingressos: R$20 e R$10 (meia-entrada)

 

Museu Paranaense

Rua Kellers, 289 | Curitiba-PR

Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 17h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

3304-3300 | www.museuparanaense.pr.gov.br

Entrada gratuita

 

Secretaria de Estado da Cultura

Visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h.

Rua Ébano Pereira, 240 | Curitiba-PR

41 3321-4700 | www.cultura.pr.gov.br

Entrada gratuita.