Design personallizado impulsiona as vendas

Clássico ou atrevido, o carpete está presente em empresas de todos os portes e tipos e é o carro-chefe da Belgotex, indústria belga que começou a produzir no Brasil com o nome Beaulieu há 19 anos. Situada em Ponta Grossa-PR, a fábrica abriu as portas para jornalistas e influenciadores digitais, em uma visita organizada pela Abritac-Associação Brasileira das Indústrias de Tapetes e Carpetes, que atua para a promoção do desenvolvimento do setor, prestando assistência técnica, jurídica, fiscal e econômica.
Nessa primeira Abritour pelas associadas, conhecer a linha de montagem dos carpetes possibilitou derrubar mitos (não é gerador de alergia, por exemplo), saber dos benefícios para segurança (não propagam fogo), do conforto (atuam como isolantes térmicos e redução de ruídos internos e externos) e se diferencia do tapete no quesito limpeza: não carece de água.
Daqui, numa área construída de 25 mil m2, sai a produção que vai atender desde redes bancárias e de cinema, passando por museus, tribunais, hotéis e clubes, além das residências.
Há modelos exclusivos de cores e estampas, como o azul do Banco do Brasil, o de pedras portugueses para o Hotel Meliá Rio, os musgos para o AquaRio (maior aquário da América do Sul, localizado no Rio de Janeiro), as boquinhas das lojas Eva (marca feminina da Reserva), os padrões de listras para as fábricas da Fiat, os alaranjados para o Itaú, as linhas curvas em preto e branco para o Milk Club do Jurerê Internacional ou até desenhos rupestres para acarpetar as paredes do TRT de Teresina.
Entre os grandes clientes estão também Accor, Arezzo, Bourbon, Bradesco, Cinépolis, Santander, Vivo, Tim, O Boticário, Teatro Itália, Cinépolis, Arezzo, Teatro Gazeta, entre outros.
Graças ao consumo corporativo, os carpetes voltam à moda, festeja João Francisco Horta Fernandes, entusiasta diretor comercial da Belgotex. Foi, justamente, a linha comercial que deu origem à empresa no Brasil. Sediada na Bélgica, a Belgotex exportava para o Brasil, mas um dos sócios, Stephan Colle, para atender seu maior cliente, o Banco do Brasil, resolveu montar uma fábrica em Ponta Grossa. A fabricação começa no ano 2000.
“Era mais conveniente para o cliente e para nós produzir aqui do que importar”, lembra Fernandes. Hoje, com os percalços financeiros do país, os carpetes são responsáveis pelo equilíbrio da produção. “Reduzimos muito a venda dos pisos vinílicos, que são importados. Entretanto, a nossa produção de carpetes se manteve por causa do mercado corporativo”. A empresa também responde pela importação de gramas sintéticas. Entre carpete e vinílicos são cerca de oito lançamentos por mês. Hoje, seu portfólio exibe E produz de 140 a 150 mil metros quadrados mensais.
Os carpetes seguem as tendências da moda, vindo da Europa agora um padrão mais sóbrio. “O Brasil está cinza nas paredes, móveis e pisos. Já a Argentina prefere tons terrosos, quentes”, observa a designer Eva Vancamelbeke, do departamento de desenvolvimento de produtos da Bergotex, que ostenta um portfólio de 42 modelos de carpetes em 250 cores. Mas, adianta ela, salões europeus já sinalizam um mundo de cores e desenhos para as próximas temporadas.
Em seus pedidos a la carte, os arquitetos são atendidos em dois dias e recebem as imagens em 3D. Essa agilidade é possível porque Eva Vancamelbeke tem em sua sala uma máquina australiana, de 1440 bobinas, responsável pela tecelagem dos protótipos. Até para residências atende-se pedido para padrões customizados, mas o mínimo da metragem deve ser de 200m2, ressalva Emmanuel Furtado, coordenador do departamento de marketing.
Na linha de montagem, as máquinas (raros operários entre os cem funcionários da empresa) vão tecendo carpetes comerciais, os mais resistentes, e os residenciais, os de textura mais macia, acolhedora. Os fios, importados da África do Sul, são de nylon e polipropileno. Todas as máquinas também são importadas.
E, voltando aos benefícios, João Francisco Fernandes é categórico: “Se um ácaro cair no carpete, vai morrer de fome. O produto é 100% sintético”. E um aval: “A Belgotex é a única empresa têxtil com selo verde da ABNT”.
Por fim, um aviso de fabricante: o instalador é o segredo do negócio.

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