Carnaval traz alerta para casos de doenças sexualmente transmissíveis

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O Ministério da Saúde já começou a distribuir os 128,6 milhões de preservativos adquiridos para garantir a proteção de quem participa do Carnaval no país. Até o início da festa, todos os estados do país estarão abastecidos: são 125,1 milhões de camisinhas masculinas e 3,4 milhões femininas. Durante o ano de 2020, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 570 milhões de preservativos para todo o país.

O especialista em infectologia do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, afirma que o uso da camisinha é essencial para proteção e controle dessas doenças. “No LANAC, são mais de 300 resultados positivos por mês no laboratório de doenças como HIV, sífilis, HPV, entre outras”, alerta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias ocorrem 1 milhão de novas infecções.

Dados do Boletim Epidemiológico de Sífilis – 2018, publicado em novembro pelo Ministério da Saúde apontam aumento de 28,5% na taxa de detecção em gestantes, 16,4% na incidência de sífilis congênita e 31,8% na incidência de sífilis adquirida, em comparação ao ano de 2016.

Os principais meios de transmissão são o contato sexual, transmissão vertical – quando a gestante tem a doença e passa para o feto – e transfusão sanguínea. “Todo ano, em março, percebemos um aumento dos casos de doenças sexualmente transmissíveis. As pessoas precisam se proteger, principalmente durante os meses de festa e verão”, aconselha, lembrando que para manter relação sem camisinha é importante fazer uma bateria de exames, seis meses após a última relação sexual, para garantir a saúde em dia.

@grassi_m/@print.super.cwb com informações da assessoria de imprensa