Luiz Carlos Martins (Foto: Pedro de Oliveira/Alep)

O momento de forte impacto político da semana ocorreu dia 12, quando o deputado Luiz Carlos Martins (PP), falando por 10 minutos da tribuna apresentou, a título de sugestão ao governador Ratinho Junior, com vistas a sua adoção no Executivo, uma lista de 30 itens que compõem o que ele denominou de “Cardápio da Limpeza”, instrumento de que a ALEP se cerca, garantiu, para que em seus quadros só sejam admitidos fichas-limpa:

“Não tem como nomear ficha suja em nenhum gabinete da Assembleia. Não tem como nomear bandido, malandro ou malandra. E por que não tem? Porque temos uma lista de exigências que chamo de “cardápio da limpeza”.

Para contratar alguém “só passando por este cardápio”, disse Martins.

As exigências da ALEP preveem toda sorte de certidões negativas, da Polícia Civil à Polícia Federal, Imposto de Renda, Cartórios e até Junta Comercial, etc.

RECADO LINEAR

Certo que a exegese de discurso de forte impacto poderá levar a mais de uma leitura, prefiro ficar, por primeiro, com a linearidade da mensagem; não há como fugir de dela, o discurso não deixa margem para tergiversações:

Luiz Carlos Martins recomendou que o governo seja tão exigente quanto é a ALEP, na hora de admitir secretários de Estado e funcionários de todos os escalões, assim evitando a eventual designação de quadros ‘com vidas pessoais enroladas’.

“IRA DOS JUSTOS”

Conhecendo como conheço Luiz Carlos Martins desde quando ele chegou a Curitiba para iniciar sua vida empresarial e política, vou mais adiante: o parlamentar, imbuído de uma certa “ira dos justos”, não se conforma com os que falam de ‘nova política’, mas conseguem conviver com velhos modelos de administrar, observação que, disse, faz também direcionada ao Tribunal de Contas do Estado e Tribunal de Justiça, para os quais igualmente com veemência recomendou o chamado “Cardápio da Limpeza”.

PRESIDÊNCIA É O ALVO

Vou mais adiante na análise do discurso: político de “uma boa escola de sempre”, perspicaz e ficha limpíssima, Luiz Carlos Martins esclarece:

a) Mostrou não fazer oposição “dedicada ao governador” – “até posso apoiá-lo em certas iniciativas”, me garante;

b) tocou no ponto central: o país exige hoje de homens públicos e de suas equipes que sejam cidadãos acima de quaisquer suspeitas. Não há mais como ignorar esse fato definidor de um novo tempo. Com ele estão exigências de que a Nação não abre mão.

“Sem esse cuidado não há projeto político que vá para frente nos dias de hoje”, observou-me, ainda Luiz Carlos Martins.

MUNDO DE ASSESSORES

Disse mais adiante à coluna o deputado:

– Minha recomendação ao governador talvez colida com sugestões que ele recebe de seus assessores. Dessa forma, advirto: o projeto de Ratinho Junior de colocar-se à disposição para concorrer à Presidência da República (como muito citado recentemente) terá sempre de passar pelo olhar de lupa do eleitor, que hoje é guiado por exigências como as contidas no “Cardápio”.

PREVER PARA PROVER

Por fim, com a sabedoria dos que falam com muita franqueza, Luiz Carlos arremata nossa conversa em torno do discurso:

– Na verdade, prestei um duplo favor com minha advertência: primeiro ao governador do Estado, que dá os primeiros passos; e ao provável candidato à Presidência, ao tratar de matéria tão básica para o futuro do homem público paranaense e seus alvos.

Pois, no Brasil de hoje, nada mais necessário do que prever para prover…


CRM-PR apoia ações por infância segura

Presidente do CRMPR, Issamu Yosida

Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) se colocou à disposição para participar das ações da Força-Tarefa Infância Segura de Prevenção e Combate a Crimes contra a Criança, além de outros programas da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho que tenham relação com a área de saúde.

A intenção foi demonstrada pela diretoria do CRM em reunião com o secretário Ney Leprevost no Palácio das Araucárias, na semana.

Estiveram presentes o presidente do CRM-PR, Roberto Issamu Yosida; o corregedor geral Maurício Marcondes; o gestor do Departamento de Fiscalização do Exercício Profissional, Carlos Roberto Naufel Junior; e o assessor de imprensa Hernani Vieira.

TAMBÉM IDOSOS

“Além das câmaras técnicas, o Código de Ética dos médicos determina que se protocole imediatamente qualquer suspeita de violência contra a criança”, lembrou Yosida.

O secretário também convidou a instituição a participar de outros programas de proteção à infância e aos idosos. “Assim como outras entidades da sociedade civil organizada que já fazem parte da Força-Tarefa, o CRM tem um papel importante na assistência às crianças e aos idosos atuando junto com a Secretaria”, disse Ney.


Xavier Ferreira: Administrador para todas as estações

Fernando Xavier Ferreira (Foto: Hedeson Alves)

Fernando Xavier Ferreira, 70, um dos personagens do próximo volume 11 de meu livro ‘Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses’, foi sempre raridade na vida pública do Estado. Aos 30 anos, por exemplo, foi apontado vice-presidente da Telepar, a empresa estatal de telecomunicações que se tornou modelar no país. Pouco depois, presidente da empresa.

DENTRE OS PIONEIROS

Para esse tão precoce perfil contou muito ter ele sido um dos primeiros engenheiros de telecomunicações formados no país pelo pioneiro Curso de Telecomunicações da PUCRJ.

Depois passou a lecionar a matéria em universidades.

Difícil destacar os pontos mais salientes da carreira de Fernando Xavier, que foi também Ministro das Comunicações interino, presidente da Telebrás, presidente da espanhola Telefônica no Brasil e, não menos importante, ter presidido a Binacional Itaipu.

CORTANDO EXCESSOS

Para se ter ideia do raro administrador público que sempre foi Fernando Xavier Ferreira, chamo atenção para realidades que constarão do livro.

Uma delas, nas palavras de Xavier Ferreira:

“A Itaipu, em março de 1990, tinha 5,1 mil pessoas. Vim reduzindo esse pessoal, no orçamento que eu deixei aprovado e planejado para 1992 seria de 2,8 mil pessoas. Eu deixei com 3,3 mil funcionários. Fechei os escritórios no Rio e em São Paulo. Quando a Itaipu foi criada, fazia sentido, depois não mais. Fizemos plano de demissão voluntária. Diminui 54 cargos gerenciais. Reduzimos veículos oficiais. Era uma “folia”.

Reduzi para menos de 40% a frota. A redução do gasto foi de 11 para 3 milhões de dólares.”

REDUÇÃO IMPRESSIONA

Em complemento a esses dados citados, o personagem diz ainda:

“Isso tudo permitiu uma redução de 164 milhões de dólares entre o orçamento de 1990 e o aprovado para 1992.

No meu curto mandato, o Tratado de Itaipu exigia uma revisão do organograma da empresa. Diminuímos de 12 para 6 diretorias, dos dois países. Foi tudo aprovado, mas quando o Collor caiu e entrou o Itamar, o Paraguai exigiu que a mudança fosse cancelada e os 12 diretores continuaram, até hoje. Talvez seja revisto na próxima revisão…”


DOS LEITORES:

Oriovisto e Álvaro com a Lava Toga

Caro Aroldo,

Álvaro Dias e Oriovisto Guimarães: apoiam a CPI

Haverá, dessa vez, novas madalenas arrependidas?

Que bom, Alvaro Dias e Oriovisto salvando todos nós!

ÉRICOH MÓRBIZ, Curitiba

 

LEIA, A SEGUIR:

O novo requerimento para criação da CPI da Lava Toga alcançou no início da noite desta quinta-feira (14) o número necessário de assinaturas para ser apresentado no Senado.

As assinaturas para a instauração da CPI da Lava-Toga começaram a ser coletadas, mais uma vez, pelo senador Alessandro Vieira na tarde da última terça-feira (12).

Os senadores Elmano Férrer e Roberto Rocha garantiram apoio à proposta, que já soma 27 assinaturas.

Este é o segundo requerimento que Vieira apresenta neste sentido. O primeiro, há mais de um mês, até conseguiu as assinaturas necessárias, mas três senadores retiraram o apoio de última hora. A lista completa dos senadores que assinaram a CPI da Lava Toga:

  1. Alessandro Vieira
  2. Jorge Kajuru
  3. Selma Arruda
  4. Eduardo Girão
  5. Leila Barros
  6. Fabiano Contarato
  7. Rodrigo Cunha
  8. Marcos do Val
  9. Randolfe Rodrigues
  10. Plínio Valério
  11. Lasier Martins
  12. Styverson Valentim
  13. Alvaro Dias
  14. Reguffe
  15. Oriovisto Guimarães
  16. Cid Gomes
  17. Eliziane Gama
  18. Major Olímpio
  19. Izalci Lucas
  20. Carlos Viana
  21. Luiz Carlos Heinze
  22. Esperidião Amin
  23. Jorginho Mello
  24. Telmário Mota
  25. Soraya Thronicke
  26. Elmano Férrer
  27. Roberto Rocha

ATUALIDADES:

‘Tesouro científico’ é descoberto sob ruínas arqueológicas mexicanas de Chichén Itzá

Numa caverna em meio as florestas de Yokatán, um novo achado científico.

Descobrindo as datas de elaboração desses artefatos, os arqueólogos confiam que poderão definir quem eram e de onde vieram seus antigos habitantes

Agências de Notícias | Aleteia

Arqueólogos mexicanos descobriram uma caverna com centenas de relíquias arqueológicas que poderiam revelar os mistérios da fascinante cidade e centro cerimonial maia de Chichén Itzá, situada na Península de Yucatán, informou nesta segunda-feira (4) o cientista encarregado do projeto.

Nesse “espaço místico” chamado Balamkú e considerado um “tesouro científico” foram encontradas sete oferendas constituídas por incensários de cerâmica “tipo Tláloc”, ou seja, com traços similares à imagem do deus da chuva recursos na visão de mundo maia, e outros objetos, disse em conferência o pesquisador Guillermo de Anda.

Descobrindo as datas de elaboração desses artefatos, os arqueólogos confiam que poderão definir quem eram e de onde vieram seus antigos habitantes, os itzas.

A caverna, localizada a dois quilômetros de El Castillo ou Templo Kukulcán de Chichén Itzá, foi descoberta há mais de 50 anos por alguns moradores, que notificaram o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH).

BLOQUEIO

Um pesquisador enviado pelo INAH, por sua vez, decidiu bloquear a entrada com pedras por razões desconhecidas e só fez um breve relatório técnico no qual não indicava a sua localização.

Esse arquivo foi lido pelo arqueólogo De Anda, que trabalha há três anos no projeto Grande Aquífero Maia, sem prestar muita atenção.

No ano passado, quando pesquisava um dos cenotes que cercam a Pirâmide de El Castillo ou Templo de Kukulcán encontrou a caverna de Balamkú.

“O que descobrimos lá foi incrível, tudo em um contexto inalterado em que um incensário do tipo Tláloc faz parte de uma estalagmite”, explicou.

Os arqueólogos, que percorreram até agora cerca de 460 metros “se arrastando ou engatinhando em trajetos longos”, continuam explorando a caverna, que tem 24 metros de profundidade, e analisando in situ os objetos arqueológicos.

‘ENTRANHAS DOS DEUSES’

Eles acreditam que os objetos encontrados nas oferendas foram levados ao local por meio desses caminhos “tortuosos” até às câmaras das cavernas onde, certamente, acreditavam que estavam “nas entranhas dos deuses” suplicando a eles, provavelmente, “que houvesse água”.

Especialistas acreditam que os maiores incensários podem corresponder ao Clássico Tardio (anos 700-800 da nossa era) e Clássico Terminal (800-1000 da nossa era).

“Não se descarta a possível presença de materiais mais antigos, incluindo restos de ossos humanos, sob a lama e sedimentos”, concluiu o arqueólogo.

Guillermo de Anda disse que os maias que agora habitam a Península de Yucatán o advertiram que uma venenosa cobra coral era a guardiã da caverna.

CERIMÔNIA ESPIRITUAL

E, de fato, um réptil desse grupo bloqueou o acesso por quatro dias.

A pedido dos atuais maias que vivem nos arredores do sítio arqueológico, o grupo de arqueólogos realizou uma cerimônia espiritual “de reparação”, que durou seis horas, para evitar catástrofes por entrar na caverna.

Os moradores afirmam que o primeiro arqueólogo que selou a caverna fez o mesmo ritual, mas durou dois dias.

Em linguagem maia, Balamkú significa “deus jaguar”, em alusão ao atributo divino que os antigos maias associavam a esse animal mítico, que tinha a capacidade de entrar e sair do submundo.


AÇÕES DE GOVERNO:

Paraná tem a maior alta da produção industrial em janeiro

Fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (Foto: José Fernando Ogura/ANPr)

Setor automotivo registra maior crescimento em relação ao mesmo mês de 2018, segundo o IBGE. Indicador confirma expectativa de que a economia paranaense tenha neste ano um desempenho melhor que a média nacional.

A produção industrial do Paraná cresceu 8,1% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o melhor resultado do País. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada pelo IBGE, o indicador nacional apresentou queda de 2,6%, reflexo das quedas registradas em dez das quinze regiões pesquisadas. Além do Paraná, tiveram variação positiva: Goiás (5,8%), Rio Grande do Sul (5,7%), Minas Gerais (1,2%) e Santa Catarina (1,2%).

O Estado também teve índices positivos e superiores à média nacional nos outros comparativos da pesquisa do IBGE. Em relação a dezembro, contabilizou variação positiva de 0,7%, enquanto a taxa brasileira foi de – 0,8%. Já nos últimos 12 meses, o Estado registrou alta de 2,6% na produção industrial, contra 0,5% de aumento na média nacional.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que esse desempenho do setor industrial se soma a outros indicadores positivos da economia do Estado neste início do ano. Ele cita o crescimento na abertura de empresas, na criação de empregos e nas operações de crédito.

AGREGA VALOR

O economista Francisco de Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), avalia que o Paraná teve um destaque muito positivo em produção industrial neste começo de ano porque tem uma expectativa maior em relação à questão econômica nacional. “É uma sinalização muito boa para nossa economia. A indústria tem um efeito de encadeamento muito significativo em relação aos outros setores. É uma atividade que agrega valor e gera emprego e renda”, destaca.

SETORES

Na comparação com janeiro do ano passado, a maior expansão no Estado foi registrada na fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com incremento de 28,8%. “O setor automotivo teve aumento da demanda interna, o que pode sinalizar uma recuperação da economia”, aponta Castro, ressaltando que a demanda doméstica compensou as perdas nas exportações. “A Argentina, nosso principal cliente no ramo automotivo, vem passando por uma crise econômica que reduziu a demanda por veículos lá”, cita.

Além do incremento em veículos automotores, também houve acréscimo na produção de reboques, em função da maior demanda nos setores agrícola e da construção civil.

DEMANDA NA AGRICULTURA

A segunda maior elevação foi verificada no segmento de combustíveis derivados do petróleo: 25,8%. Castro observa que o forte incremento na fabricação de óleo diesel e gasolina automotiva se deve à parada técnica da Repar, refinaria da Petrobras em Araucária, no início do ano passado, quando a produção foi atipicamente baixa.

Na sequência, aparece o setor de máquinas e equipamentos, com elevação de 10,1%. “A expansão está mais voltada à questão agroindustrial, já que o Paraná é um estado de peso muito grande nesta atividade. A preparação para a safra de verão aumentou a demanda por equipamentos agrícolas e colheitadeiras”, detalha o economista.