O Brasil ainda não está preparado para adotar um sistema de veículos totalmente elétricos, afirmou o presidente da Caoa Chery, Marcio Alfonso, durante conversa com jornalistas brasileiros nesta terça-feira (16), em Xangai.
“Acreditamos que, no Brasil, vamos ter que partir para o híbrido primeiro e, no futuro, assim que a infraestrutura estiver desenvolvida, caminhar juntamente com os países mais avançados para o elétrico”, diz o executivo.
Além do ambiente incipiente para o motor totalmente elétrico, a avaliação de Alfonso é que a ideia de um carro híbrido, a partir da junção de eletrificação e etanol, “cai muito bem no Brasil”.
“Estamos desenvolvendo muito rápido fontes de energia limpa e já temos o biocombustível. Essa combinação nos dá uma opção que nem todo país tem. Então, gradualmente, nós vamos migrar para isso.”
De acordo com o executivo, quem possui veículo 100% elétrico no país enfrenta a dificuldade de encontrar postos de recarga.
Embora projetos de carros eletrificados possam ocorrer tanto com o QQ e Tiggo 2 quanto com Tiggo 5X e Arizzo 5, este último parece ser o alvo mais certo, segundo o executivo.
“O [sedã] Arizzo 5 tem um apelo muito forte para frotas. Frotas de empresa, frotas de taxi, até de veículos compartilhados. Então ele é naturalmente um candidato a isso.”
Alfonso disse que ainda não há um valor de investimento que deva ser feito para produzir os carros elétricos no Brasil, mas afirmou não devem ser aportes gigantescos e que as fábricas da montadora chinesa têm estrutura para se adaptar. Existem estudos em andamento para tal mudança.
A projeção da marca é lançar entre o fim do ano e o começo de 2020 uma versão atualizada do Arizzo 5. Além disso, o Tiggo 8, na configuração chinesa, está em desenvolvimento e deve chegar no Brasil no ano que vem.