Aos 23 vereadores de Curitiba que aprovaram o projeto de lei que determina execução do hino nacional nas escolas municipais não parece estranho impedir que freiras ou muçulmanas participem (sem contar a terrível possibilidade de uma criança cancerígena optar por cobrir a cabeça, por exemplo).

15 FALTARAM

Vereador Rogério Campos: autor

O texto – sofrível – passou, em meados de março, sem nenhum voto contrário, embora 15 legisladores não tenham votado. Oficialmente, tem-se, a partir do segundo parágrafo:

“Os alunos formarão filas no pátio coberto quando possível e cantarão os hinos em posição de sentido, com distância ajustada entre si, sem o uso de bonés, chapéus, lenços na cabeça e afins, respeitando o momento e sua respectiva importância (sic)”.

A seguir, é concedida “autonomia da direção” para cancelamento da solenidade – contanto que tenha havido “condições climáticas (…) impeditivas”.

Em Curitiba costuma chover bastante e faz muito frio no inverno…

SEM PENSAR

Na ocasião da aprovação, o vereador proponente Rogério Campos (PSC) respondeu que “não tinha pensado nisso do lenço”. O ex-ministro da Educação Vélez Rodríguez teve a honra deteriorada quando tentou converter um slogan presidencial em atributo civilizatório ligado à execução do hino nacional.

Câmara Municipal

TEMPOS DE RAFAEL WALDOMIRO:

Pobre visão de mobilidade urbana

A placa da prefeitura “Calçada velha. Asfalto novo” resume uma “visão incompleta de mobilidade”, define o deputado pedetista Goura Nataraj.

Goura Nataraj: demolindo ‘slogan’

Para ele, a gestão de Rafael Waldomiro é a “continuidade do trabalho de Beto, Cida, e Ratinho Junior”.

Goura é direto e nada condescendente com governos anteriores, como o de Cida, que entregou o caixa do Tesouro em boas condições ao sucessor.

A rua construída por Rafael Waldomiro não contempla pedestres ou bicicletas, por exemplo.

A placa irregular – que atrapalha a visão dos motoristas – está instalada na rotatória das ruas Mal. Hermes e Dep. Mário de Barros, perto da escultura de gosto discutível de Confúcio.

A placa

Mônica Rischbieter poderia ser vice de Goura

Mônica Rischbieter: nome a avaliar

Está aí mesmo, nas conversas e cogitações do chamado poder jovem e ‘revolucionário’ – aquele disposto a mudar tudo no mudo da administração pública: o nome de Mônica Rischbieter, que dirige há duas dezenas de anos a Fundação Teatro Guaíra, surge sempre como “boa alternativa na eventual formação de uma chapa de Goura Nataraj para prefeito de Curitiba”.

FALTOU COMBINAR

Claro que faltou a esse pessoal combinar com a filha de dois paradigmáticos curitibanos: o pai, Carlos Rischbieter, e urbanista Fanchette Rischbieter. Mas a ideia está circulando com vistas a 2020. E tem alguma consistência, pois é sabido que Mônica e seu irmão, o pedagogo Luca, são bem fundamentados opositores de Rafael Waldomiro Greca de Macedo, ao qual conhecem muito de perto e bem desde que Jaime Lerner lançou o hoje alcaide na vida pública…

 

 


O alcaide, o concurso e a ‘tenda digital’

Prefeitura, vista do Palácio 29 de Março

Reuniões se sucedem no gabinete do alcaide Rafael Waldomiro, em que sobram preocupações com pelo menos dois “puzzles” que estão na ordem do dia: o concurso público deste mês, para contratar 23 pessoas, e que já tem 53 mil candidatos…. O pessoal aposta muito na boa performance de alguns dos jovens protegidos do prefeito, homens e mulheres (estas em menor quantidade), hoje com cargos comissionados.

Outra preocupação: discutem onde instalarão a chamada “tenda digital”, formada por gente da TI e assessoria especial do alcaide, que, a princípio deveria ficar ao lado da Secretaria de Comunicação. Mas que agora, diante das denúncias da irregularidade que a envolvem – pode configurar crime eleitoral -, talvez a “tenda” se instale no prédio – 14 e 15 andares -, onde a primeira dama Margarita tem salas comerciais. Fica na Rua Ébano Pereira com a Boca Maldita.

CONSELHOS

O conselheiro Giovanni Gionédis, uma espécie de alter ego de Rafael Waldomiro – estaria advogando posição completamente nova: a tenda deveria ficar longe da Prefeitura, mas jamais em áreas como o prédio que, em outros tempos, acolheu outra tenda digital de triste memória, e com as bênçãos prefeiturais.


Joice na “rádio corredor” da câmara

A deputada líder do governo na Câmara, Joice Hasselmann (PSL), é sempre assunto na rádio corredor da Casa, com pitadas frequentemente ácidas.

Joice Hasselmann: dificuldades (José Cruz/Agência Brasil)

Como nesta quinta-feira (11), quando se lembrou do inesgotável espírito de sobrevivência da ponta-grossense que fez um milhão e setenta e oito mil votos em São Paulo.

Lá, lembrou um jornalista paranaense presente na roda, que anos antes Joice teve de deixar a rádio que trabalhava em Ponta Grossa a toque de caixa, porque a CBN nacional ameaçava retirar a bandeira da marca no caso da permanência dela.

Foi quando Hasselmann se mudou para Curitiba e os imbróglios com jornalistas continuaram. O blog que a tornou conhecida e que leva seu nome começou com “contribuição” de vários jornalistas, que depois, por isso, a acusaram de plágio e foram seguidos pelo Sindicato dos Jornalistas.

Foi assim que Joice foi parar em São Paulo, onde ampliaram-se suas complicações, ao apresentar por curtíssimo tempo uma web TV da revista Veja.

TEM OLHO…

Houve pelo menos um deputado, que participava do grupo na feitura de críticas a Joice, que a defendeu de unhas e dentes, pedindo, no entanto, para ter seu nome mantido no anonimato. Ele acha que Joice desperta invejas, sim, por ser uma mulher desabrida. E, afinal, por se ‘mostrar brilhante’ na defesa do Governo de Jair.

No meio de tantas facadas em torno de Joice, um profissional de imprensa saiu-se com esta:

– Na verdade, Joice encarna à perfeição o enunciado do provérbio – “em terra de cego, quem tem um olho é rei”…


Felipe Francischini não aceita pressão

Dizem os que o conhecem bem que o deputado Felipe Francischini, presidente da poderosa CCJ da Câmara, é muito mais do que o ar de eterno bebezão.

Felipe Francischini: reagindo a pressões (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

E que ele é capaz de ser muito enérgico e controlador, quando em hora necessária e depois de esgotada sua paciência.

A capacidade de reação do paranaense já está clara, agora: na quarta-feira, ele andou declarando à imprensa que não é “afeito a pressões”. Tudo por conta dos imbróglios montados por oposição e companhia ao encaminhamento da apreciação da PEC da reforma da Previdência.

 

 

 

 


Luiz Carlos: sabedoria do silêncio fala alto

Luiz Carlos Martins: questão de lógica

O deputado Luiz Carlos Martins (PP), veterano na ALEP, agora no seu sétimo mandato, mantém-se aberto ao diálogo com o governo Ratinho Junior, e costuma lembrar. “Na verdade, meu papel é estar sempre aberto ao diálogo com o Executivo, como fiz no passado, ao longo dos anos”, explica.

Quando provocado se poderia assumir linha de Oposição ao Governo Ratinho Jr., sai-se muito bem, exercitando lógica de político maduro:

“Não tenho que ser contra, simplesmente, a quem foi eleito para cuidar do Paraná. Precisaria de ter motivos para ser contra…”

Essa postura amena – um pouco à mineira -, não significa que esteja palanqueando o Palácio Iguaçu. Embora alguns de seus assessores possam ter, eventualmente, feito algumas ações com relação a possível encontro seu com o governador. “Se isso existe, não foi iniciativa minha”, disse ao blog/coluna.


FATO/ FOTO:

“Como encher a loja sem encher o saco de ninguém”

Leonardo Lazzarotto (CEO da Tailor Media), Zeh Henrique Rodrigues (CEO da Brainbox), Renato Vertemati (CEO da Senso) e Renato Cavalher (Head of Creative Strategy do Grupo OM Marketing & Comunicação) marcam presença na Mercosuper 2019, onde Cavalher ministrou a palestra “Os Novos Paradigmas do Varejo – Como encher a loja sem encher o saco de ninguém”. (Foto: Daniela Licht)


SOLIDARIEDADE:

Amigos do HC marcam novo almoço solidário

A Associação dos Amigos do HC, em parceria com o restaurante Outback Shopping Curitiba, promove um almoço solidário no próximo dia 16 de abril (terça-feira), das 12h às 15 horas. Parte dos valores arrecadados serão destinados para ações e projetos do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR.

Pedro de Paula Filho (Foto Annelize Tozetto )

CARDÁPIO

O cardápio do evento especial destaca como entrada a Salada El Ranchito – mix de alface, cenoura, repolho, bacon e nachos – e o aperitivo Bloomin’ Onion. Haverá a opção de escolher um dos seguintes pratos principais: Junior Ribs – meia costela de porco com molho barbecue com acompanhamento à escolha; Steak House Pasta – macarrão com molho e tiras de filé mignon; Pasta Primavera – macarrão ao molho Alfredo e legumes; e Herb Crusted Filet – três pedaços de filé mignon e acompanhamento à escolha. As bebidas disponíveis são chá, refrigerante e água.

CONVITES

Os convites custam R$ 120 e podem ser adquiridos através do endereço: https://www.sympla.com.br/almoco-outback__493465; e também nos Amigos do HC, telefone (41) 3091-1000 e e-mails supervisao@amigosdohc.org.br e mauro@amigosdohc.org.br

MUITO RELEVANTE

A importância da Associação Amigos do HC hoje é enorme para a vida do maior hospital exclusivamente SUS de Curitiba. EM 2018, a entidade presidida por Pedro de Paula Filho – deve ter investido pelo menos R$ 9 millhões na instituição hospitalar.

Hospital de Clínicas da UFPR

AÇÕES DE GOVERNO:

Com crescimento de 10%, Paraná lidera produção industrial brasileira

Dados do IBGE mostram que apenas seis estados tiveram desempenho positivo no primeiro bimestre do ano e o melhor resultado é o paranaense. O Brasil fechou com baixa de 0,2% em janeiro e fevereiro.

Produção automotiva cresceu 25,8%

A indústria paranaense foi a que mais cresceu no primeiro bimestre de 2019, com um aumento 10,3% na produção com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) mostram que apenas seis estados tiveram desempenho positivo no bimestre. A produção industrial brasileira fechou com baixa de 0,2% em janeiro e fevereiro.

“O Paraná ocupa o primeiro lugar folgado na produção industrial nacional”, destaca o diretor do Centro de Pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki Júnior. “Os dados da indústria e de outros setores sinalizam que a economia paranaense está tomando fôlego e volta a crescer, depois de um 2018 com um PIB abaixo da expectativa”, afirma.

SETOR AUTOMOTIVO

O crescimento paranaense foi puxado, principalmente, pelo setor automotivo. O setor teve um aumento de 25,8% nos dois primeiros meses do ano, com destaque para a fabricação de caminhões e veículos de passeio. A produção de máquinas e equipamentos e de derivados de petróleo também tiveram forte alta no período, com um aumento de 19,5% e de 16,5%, respectivamente.

Outros setores tiveram resultados positivos no bimestre. Houve alta na produção da indústria alimentícia (11,9%), de material elétrico (11%), nos produtos de metal (7,3%), minerais não-metálicos (3%), papel e celulose (2,6%) e de borracha e material plástico (2,1%). Diminuíram a produção os setores de bebidas (-4,2%), produtos químicos (-4,4%), móveis (-4,6%) e de produtos de madeira (-7,7%).

Apenas outros cinco estados tiveram crescimento industrial positivo no primeiro bimestre: Rio Grande do Sul (6,7%), Goiás (5,8%), Pará (5,2%), Ceará (3,2%) e Santa Catarina (2,7%). Já Minas Gerais e São Paulo tiveram uma produção estagnada no período.

CENÁRIO NACIONAL

Ao analisar nesta quinta-feira (11) a queda da produção industrial brasileira na Rádio CBN, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros ressaltou que apenas o Paraná e Santa Catarina apresentaram resultados mais otimistas no setor. “O IBGE publicou o PIB da indústria por estado, e dois chamam a atenção: Santa Catarina e Paraná. Eles estão crescendo bem acima da média, e quando você olha para trás, a queda é também menor que a média”, disse.


ESTILO DE VIDA

Como tomar uma grande decisão na faixa dos 20 anos

Liste os prós e os contra (By Vladeep | Shutterstock)

É um bom momento da vida para correr riscos, mas não se esqueça de ser prudente

Cecilia Pigg | Aleteia

Devo mudar de trabalho?
Como não estou encontrando um bom emprego aqui, devo me mudar para outro lugar para ver se as perspectivas são melhores lá?
Deveria mudar para uma nova cidade e fazer novos contatos?
Estou namorando esta pessoa há um certo tempo. Será que devemos nos casar?

Tomar grandes decisões sobre emprego, mudança e relacionamento é difícil em qualquer idade. Mas há questões particulares que surgem com a tomada dessas decisões quando você é um jovem adulto.

A maioria de nós nessa faixa etária ainda não está muito bem estabelecida. Não sentimos que aquilo que fazemos é permanente. E isso abre as portas para mais liberdade e flexibilidade. Ao mesmo tempo, todo esse espaço aberto significa que as possibilidades parecem infinitas.

Poderíamos fazer qualquer coisa, ao que parece, e isso nos traz o peso de ter muitas opções. Afinal, as decisões que tomamos agora, entre os 20 e 30 anos, afetarão definitivamente o resto de nossas vidas. Não queremos tomar uma decisão de carreira ou relacionamento da qual nos arrependeremos para sempre.

INCERTEZAS

Adicione a isso o fato de que alguns de nossos colegas parecem ter suas vidas perfeitamente encaixadas já nessa faixa etária. Trabalham numa ótima empresa, já têm apartamento, noivo(a) e renda suficiente. E aí se fortalece em nós o desejo de mudança.

Começamos a pensar em nos candidatar a novas vagas de emprego. E então nos lembramos da importância dessa decisão para o futuro. A incerteza e ansiedade crescem, e nos sentimos paralisados – ou prontos para mergulhar em uma nova aventura.

Com tudo isso em mente, aqui estão algumas maneiras de pesar as opções de tomar uma grande decisão. Para que isso funcione, você precisa reduzir o número de opções para duas. Se você estiver decidindo entre várias possibilidades, faça um trabalho preliminar para limitar suas opções às duas mais fortes concorrentes.

PRIMEIRO, ESCREVA UMA LISTA DE PRÓS E CONTRAS

Anote todas as vantagens de sua possível decisão. Quais serão os benefícios de se mudar para outra cidade para procurar emprego, por exemplo? Implica um custo de vida mais alto, mas uma oportunidade maior de progredir na sua profissão? Você tem amigos ou parentes com quem poderia passar alguns meses lá?

Em seguida, liste todos os contras. Considere clima, distância, sociabilidade, ausência dos familiares…

Continue adicionando itens à lista ao longo de alguns dias. Adicione pequenas coisas e coisas grandes e depois avalie os itens da sua lista. Você tem muitos contras, mas eles são muito insignificantes no longo prazo?

EM SEGUNDO LUGAR, IMAGINE-SE EM AMBOS OS CENÁRIOS E APURE SUAS EMOÇÕES

Quando você se coloca em um outro lugar, como você se sente? Você consegue se imaginar em paz lá? Como isso se compara com o que você está sentindo no seu emprego atual e na sua situação de vida atual? Este exercício pode ajudá-lo a perceber o quão feliz ou infeliz você está atualmente, o que pode ajudar a esclarecer o quanto uma mudança poderia ajudá-lo.

TERCEIRO, ANALISE OS POSSÍVEIS FRUTOS DA ESCOLHA MAIS SEGURA VERSUS A ESCOLHA MAIS ARRISCADA

É provável que uma das opções que você tem à sua frente esteja um pouco mais em sua zona de conforto do que a outra opção. Considere se você está evitando uma escolha, porque isso vai te desafiar demais. E então considere se esse desafio ajudaria você a amadurecer ou apenas o sobrecarregaria ainda mais. Em geral, seus 20 anos são um bom momento para correr riscos, a fim de ampliar os horizontes e amadurecer. Mas certifique-se de colocar um pouco de prudência na equação e de não tomar decisões por mero impulso.

Depois de alguns dias, estude todos os dados emocionais e práticos que você listou. Dê um passo além e faça uma escolha. Mesmo que essa escolha não seja concretizada naquele exato momento, comece a conviver com ela, para que você veja se sente conforto e satisfação em seu coração. E lembre-se de que, independentemente da decisão tomada, o mundo não acabará. Você aprenderá com suas decisões e atitudes.