Obras de ficção científica já mostraram para nós realidades alternativas onde o controle das pessoas é feito por meio de equipamentos de identificação e como isso pode ser invasivo e perigoso. O problema é que isso tem se tornado cada vez mais próximo da realidade e caso mais recente que vem preocupando cidadãos vai acontecer em Singapura, onde o governo quer instalar cerca de 110 mil câmeras de vigia com capacidades de reconhecimento facial.
Muita gente que apoia a medida pode afirmar que “quem não deve, não teme”, mas o problema é muito mais complexo do que isso: esses sistemas de reconhecimento facial são capazes de identificar qualquer pessoa procurada que esteja registrada nos bancos de dados, mas, mais ainda, podem reconhecer qualquer pessoa que seja de interesse do governo, seja ele qual for.
O governo, por meio da empresa responsável pela instalação das câmeras – a GovTech –, afirma que medida visa a segurança dos cidadãos, especialmente visando protegê-los contra atos terroristas. O projeto, chamado de LaaP, ou Light Post as Platform (poste de luz como plataforma) deve ser concluído já em 2019. “Como parte dos testes do LaaP, estamos experimentando vários tipos de sensores, incluindo câmeras que podem suportar recursos de reconhecimento facial. Esses recursos podem ser usados ??para realizar análise de multidões e dar suporte à investigação de acompanhamento em caso de um incidente com terror”, afirmou a GovTech.
Uma das empresas que participam da licitação para fazer parte do projeto é a Yitu, que desenvolveu um software de reconhecimento facial capaz de identificar 1,8 milhão de rostos em apenas alguns segundos.