Calma, gente

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O ex-secretário da Fazenda, Jose Luiz Bovo, deu longa entrevista à CBN de Maringá, hoje pela manhã, para tranquilizar os paranaenses que andaram atônitos com as declarações do novo secretário, Renê Garcia, que diz estar confuso e sem entender ainda a situação das finanças estaduais.

Bovo voltou a explicar que o Paraná tem uma das melhores situações financeiras e fiscais do país. Mostrou que o novo governo tem caixa (5 bilhões) suficiente para os compromissos e um orçamento de R$ 48 bilhões para 2019.

É claro que o novo secretário não está criando um grande fake para diminuir o seu antecessor. Muito menos para desgastar a imagem da governadora Cida Borghetti e com isso ampliar a importância de Ratinho Jr. A dificuldade de Garcia talvez seja ampliada porque ele trabalhava na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e ainda se adapta ao Paraná. Ele é graduado em administração de empresas pela Escola Brasileira de Administração Pública e em economia.

Bloqueio

Ratinho Jr deu sua palavra: o contingenciamento de 20% do Orçamento do Estado para 2019 é uma “medida necessária” e “nenhuma obra, ação, nem programa de governo será paralisada mas será preciso fazer uma análise de toda a situação financeira para equilibrar as contas do Estado”. Como isso vai acontecer ele não explicou.

Requião no ringue

Em transmissão ao vivo no Facebook para falar sobre a Venezuela, Requião tratou do assunto que ainda lhe provoca azedume na garganta: a derrota nas eleições. Pegou dois caminhos deferentes para fazer as contas: fake news e ‘já ganhou’; de quebra, deu uma criticada básica em Oriovisto Guimarães:

Povo sabe votar?

Requião não economizou bílis. “Povo mal informado, vota mal. Foi o que aconteceu, por exemplo nessa última eleição. Eu fui liquidado eleitoralmente no Paraná pelo WhatsApp. Diziam que eu espancava minha mulher, que tinha boletim de ocorrência, fizeram o diabo e nós sofremos esse acidente eleitoral. E o baixo clero tomou conta do governo […] Embora aqui no Paraná o eixo desse processo foi o ‘Requião já está eleito, agora vamos tirar o Beto Richa’ […] e nessa história, votaram no Oriovisto que ninguém sabia e não sabe quem é até hoje.

De quebra

Sobrou para o ex-aliado. “Oriovisto não chega a ser meu adversário, tem até sido meu aliado durante minha carreira política, mas não tem relação com patriotismo, com nacionalismo, com interesse público. Ajudou a montar, com um grupo de professores, uma belíssima faculdade privada em Curitiba e só. Ninguém conhece no interior esse sujeito ou ouviu alguma opinião dele sobre alguma coisa”.

In Love

A APP- Sindicato esqueceu sua idiossincrasia contra os neoliberais e está em lua de mel com secretário de Educação, Renato Feder. Bateu palmas para o anúncio de que não haverá indicação política para as chefias dos 32 Núcleos Regionais de Educação no Paraná. O governo quer tratar dos postos com os resultados de testes seletivos abertos para quem quiser participar. Ainda não há edital e por isso não dá para saber se a seleção dará preferência aos concurseiros profissionais ou se levará em conta para pontuação a experiência com o assunto. Mas a APP aplaude por antecipação. Hermes Leão, presidente da APP Sindicato aprovou a medida.

Influência do PT

As recentes indicações dos diretores Eli Valter Gil Filho e João Antônio Lopes de Oliveira para controlar orçamento de cerca de R$ 60 bilhões, confirmam grande influência ainda exercida pelo PT no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em posições estratégicas, os novos diretores terão poder decisivo na escolha dos conteúdos dos livros didáticos, fundamentalmente definidos de acordo com a ideologia, além de bater o martelo sobre quais empresas receberão para editá-los.

Nadando em dinheiro

Chefe de Ações Educacionais, Eli Valter deve manter os R$ 4,2 bilhões de alimentação para ações de “agricultura familiar”. O MST agradece. No total, Valter terá à disposição cerca de R$ 13 bilhões para ações de inclusão digital (sua “especialidade”), livros, bibliotecas, transporte, etc. Valter é diretor do web Aula S/A, parceira do grupo Kroton de Walfrido Mares Guia, amicíssimo de Lula e dono de jatinhos que o petista usava. Nos governos PT, João Lopes, funcionário de carreira do FNDE, ganhou promoção a coordenador-geral. Como se fosse filho de general.

Mente brilhante

Depois de entregar um projeto que vai mudar a cara de Porto Alegre e ao mesmo tempo resolver problemas crônicos de trânsito, Jaime Lerner é saudado em Santa Catarina pelos projetos que desenvolve em várias cidades do Estado.  Joinville, Navegantes e Porto Belo vão ganhar, nos próximos anos, novos bairros planejados que levam a assinatura de Jaime Lerner, com Carlos Oliveira Perna no paisagismo.

A primeira cidade a receber as obras será Porto Belo, em uma área de 50 hectares na entrada pela BR 101. O novo bairro tem previsão para 6 mil habitantes, divididos em cerca de 2 mil unidades habitacionais. Em Navegantes, a área é maior: com 250 hectares, está sendo projetada para 60 mil habitantes e 18 mil unidades habitacionais.

Joinville é a cidade que recebe o maior projeto: a área tem 300 hectares e a incorporadora prevê que ela comporte de 50 e 60 mil habitantes, com previsão de obras para o início de 2021.

Desconvidado

O governador Ratinho Jr desconvidou o ex-prefeito de Cândido de Abreu, Richard Golba que seria o novo presidente do CEASA Paraná. Golba responde a uns “penduricalhos” na Justiça. Ratinho enviou oficio ao presidente do Conselho do CEASA, George Hiraiwa, informando a decisão.

Londrina fora

Quem mora em Curitiba, principalmente os mais velhos, sempre ouviram que Londrina é uma cidade com os olhos mais voltados para São Paulo do que para a capital do Paraná, registra o blog Paçoca com Cebola.  Há verdade nisso. Mas diz ele que muito dessa verdade é cultivada pelo governo do Paraná. No Norte do Estado acostumou-se a dizer que Curitiba tem dois prefeitos, o da cidade e o que fica no Palácio Iguaçu.

Joyce não nomeou

Joice Hasselmann não quer colocar na sua conta de satisfação aos eleitores as nomeações feitas até aqui pelo governo Bolsonaro. Em sua conta no Twitter tratou do caso: “Aos que continuam me questionando sobre nomeações de fulano ou beltrano em estatais e bancos públicos, repito: eu não nomeei ninguém! E para acabar com essa discussão sobre o que é moral e legal, nesse tipo de caso, há uma solução simples: privatiza tudo. Ponto final.”

Quem não quer?

Um levantamento feito portal Gran Cursos Online apontou que no Paraná 1.673.758 habitantes querem tratar da vida profissional protegidos por concurso público. Curitiba (975.571), Maringá (174.800), Londrina (151.897), Cascavel (98.851) e Ponta Grossa (58.205), lideram a intenção. A explicação, além dos benefícios e estabilidade, está nos salários: recente mapeamento do Banco Mundial, com base nos dados do IBGE, mostrou que o setor público brasileiro chega a pagar, em média, salários 70% mais altos do que os da iniciativa privada.

Não fecha

Mais um ministro joga na contramão do que o presidente Jair Bolsonaro pregou na campanha (e prega ainda): Santos Cruz, que comanda a Secretaria do Governo está avisando que não vai fechar a EBC – Empresa Brasileira de Comunicação, que controla a TV Brasil (ou TV Lula) e que nunca conseguiu sair do traço. E nem pensa – pelo menos, por enquanto – em fazer qualquer “despetização” em seu quadro de funcionários. A EBC tem nada menos do que 2.307 funcionários, ou seja, transformou-se num “super cabide” de empregos. Santos Cruz quer fazer reformulações na EBC: por enquanto, contudo, ainda não sabe quais.

Nada de saudades

Em seus 35 anos de existência, o Vídeo Show da Globo, que sai do ar (baixa audiência e mínimo faturamento), teve, nos últimos tempos, quadros que não deixarão a menor saudade, especialmente entre as telespectadoras (volume maior de audiência, por conta do horário). Um deles era um personagem chamado Carol Paixão, vivido por Rodrigo Santana, de humor pobre e rasteiro.

Edir na cabeça

Em 2018, o cinema brasileiro cresceu 29,9% em venda de ingressos, conforme relatório do Filme B, que analisa o mercado audiovisual. A taxa foi impulsionada, praticamente, por um único filme Nada a perder, a cinebiografia de Edir Macedo, da Universal.  Vendeu 12 milhões de bilhetes, metade dos 24 milhões de espectadores que foram aos cinemas ver obras nacionais. A Universal comprou ingressos e distribuiu entre os fiéis. Além de Nada a perder, mais três filmes alcançaram a marca de mais de um milhão de espectadores: Os farofeiros (2,6 milhões), Fala sério, mãe! (2,4 milhões) e Tudo por um popstar (1,2 milhão).

Perspectivas

Ainda cinema nacional: as perspectivas para 2019 parecem animadoras. Mais de um milhão já venderam D.P.A. 2 – O mistério italiano e Minha Vida em Marte, com Mônica Martelli e Paulo Gustavo que, malgrado o faturamento, recebeu a maior saraivada de impiedosas críticas.

Vara na mão

Depois de recursos e mais recursos, o Ibama resolveu anular a multa ambiental de Jair Bolsonaro em 2012 em Angra dos Reis. Agora, o argumento maior é que Bolsonaro não estava pescando na área: estava apenas com uma vara de pescar na mão.

Xingado

Viralizou na internet, nas últimas horas (pode ser encontrado no Google), um vídeo onde o animador Fausto Silva sai de um restaurante não identificado debaixo de vaias – e mesmos xingamentos – provavelmente em decorrência de comentário supostamente feito contra Jair Bolsonaro (não citou nome) em seu programa, usando a expressão “imbecil”. A Globo continua informando que o programa que foi para o ar foi gravado em novembro do ano passado. Ele distribuiu nota dizendo que não se referia ao presidente.

Nova mania

A nova mania entre as famosas nesse verão de usar biquíni fio dental aumenta a cada dia: nas redes sociais, agora tem fotos de Bruna Marquezine e Giovanna Ewbank desfilando e tomando sol à derrière. Um admirador não resistiu e postou comentário: “A Bruna é capaz de quebrar a coluna de tanto empinar a bunda”.

Cadê?

Nesses dias em que o Ceará parecia estar pegando foto (172 ações, incluindo bombas em viadutos e até em creches em 42 cidades, mesmo com a presença de 400 homens da Força Nacional), o governador petista Camilo Santana não era encontrado em seu gabinete em Fortaleza: estava em Curitiba participando de manifestações pró-Lula. E viajou em jatinho fretado: nada de avião de carreira.

O pulha Maduro

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reiterou hoje (10) a defesa pela “restauração da democracia” na Venezuela e o não reconhecimento da legitimidade do segundo mandato presidencial de Nicolás Maduro. Em nota, o Itamaraty informou que mantém a confiança na Assembleia Nacional Constituinte e o apelo para novas eleições no país.

“O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano”, diz o documento do Itamaraty.

A mesma posição foi ratificada pelo Brasil durante reunião do Grupo de Lima no último dia 4, na capital peruana, que defendeu a transmissão do poder para o parlamento venezuelano e a convocação de novas eleições para escolha de presidente da República. A nota do Itamaraty foi divulgada no dia em que Maduro toma posse para mais seis anos de mandato.

Continência

O novo governador de São Paulo, João Doria, rezando na mesma cartilha de Jair Bolsonaro, continua batendo continência para qualquer integrante da Polícia Militar do estado. Como não consegue ainda identificar as patentes, sobra continência até para o cabo.

Menos

Até Rosângela Moro, mulher do ex-juiz e ministro Sérgio Moro, achou que a pancadaria em cima de Bolsonaro estava aumentando muito e resolveu postar nas redes sociais: “Parem de reclamar e esperem para ver a que veio esse novo governo”.

 

Sem recuo

Na conversa que teve com Bolsonaro sobre a nomeação de seu filho Antonio Mourão para assessor especial do presidente do BB, Rubem Novaes, o vice Hamilton Mourão em nenhum momento permitiu que a conversa enveredasse pela possibilidade do filho deixar a nova posição. Mourão sabia que havia um certo constrangimento entre assessores do presidente e ministros que despacham no Planalto diante da nomeação e Rubem Novaes não recuou.

Incontinência

O acadêmico Zuenir Ventura acha que o novo governo é como seleção de futebol: não dá para torcer contra. Só que enxerga muitos problemas “a começar pelo capitão, cujo problema maior não é a continência que bate em excesso, mas a sua incontinência verbal crônica, transtorno que consiste na emissão irresistível de impropriedades, como aconteceu nos primeiros dias de governo”.

Aquecimento

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, quer realizar até março o leilão de quatro concessões rodoviárias canceladas em novembro do ano passado por falta de candidatos. Servirá de aquecimento para o programa de privatizações do governo Bolsonaro.

“Despetização”

Em poucos dias, Roberto Castelo Branco, novo presidente da Petrobras, “despetizou” o comando da estatal, dispensando os últimos diretores nomeados por Aldemir Bendine, homem de Dilma Rousseff, que continua preso. À propósito: Onyx Lorenzoni está renomeando funcionários da Casa Civil.  Não havia sobrado ninguém para cuidar das exonerações e avaliar quem estava incluído na “despetização” ou não.

Mais

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, conseguiu mais um partido para apoiar sua reeleição na Casa. Acaba de fechar acordo com o Avante.

 

Sonho

Com a demissão do presidente da Apex, Alex Carreiro, há quem garanta que Magno Malta sonha com a posição. Magno apesar de ser um dos maiores apoiadores de Jair Bolsonaro, não conseguiu nenhum cargo no governo. Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, já indicou o nome do embaixador Mario Vilalva para substituir Carreiro.

 

Diferenciada

O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, está defendendo que alterações no sistema de aposentadoria dos militares devem ser tratadas de forma “diferenciada”. Lembra que militares têm sistema de proteção social e não regime previdenciário. É a mesma posição do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Paulo Guedes quer que militares tenham tratamento igual aos demais servidores no novo projeto da reforma da Previdência.

 

Olho no filho

Antonio Mourão, filho do general Hamilton Mourão, até queria deixar sua nova posição do BB, mas o vice-presidente bateu o pé: “Nada disso. É mérito seu”. A promoção havia sido sacramentada pelo conselho do BB, depois da autorização da Casa Civil e aprovada pelo presidente Rubem Novaes. Jair Bolsonaro não gostou e Mourão peitou o presidente, por assim dizer.

 

Primeiro-ministro

Esta semana, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro foi ao Planalto e se dirigiu diretamente ao gabinete de Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil. Essa tem sido a postura não apenas de Moro, outros ministros também estão tendo audiências diretas com Lorenzoni. Acham que os assuntos e pendências são encaminhados com maior velocidade. Os mais irônicos dizem que Lorenzoni é o “primeiro-ministro” e ele tem pavor de que essa brincadeira chegue aos ouvidos de Bolsonaro – ou mesmo de Paulo Guedes.

 

Só de perfil

A assessoria de Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, ligou para todas as redações de lá pedindo que não façam fotos dele de frente – apenas de perfil. E avisando que logo enviarão “fotos oficiais” do novo chefe do Executivo. Em eventos públicos Ibaneis já reclamara do barulho das máquinas fotográficas.

 

Outro processo

O médium João de Deus, que está preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, após várias denúncias de assédio sexual, terá que enfrentar outro processo. Ele e sua mulher Ana Keyla Teixeira, foram indiciados pela Polícia Civil por posse ilegal de armas.

 

Demissões

Alex Carreiro foi demitido da Apex por pressão dos diplomatas e Marcelo Alvaro Antonio permanece por um dia no Ministério do Turismo. O primeiro fala mal o inglês, o segundo, é monoglota.

 

Surpreendente

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) surpreendeu muita gente ao postar em suas redes sociais que apoia a extinção do Ministério do Trabalho. Vale lembrar: que Cristiane, indicada para a mesma pasta, nunca assumiu porque tinha vários processos na Justiça do Trabalho.

 

Ato de apoio

Não é somente a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (o partido também) que apoiou a posse de Nicolás Maduro, o MST – e nem poderia ser diferente – também apoiou. E fez até um ato para prestar solidariedade ao presidente venezuelano, que foi batizado de “Ato de apoio do povo brasileiro à posse do presidente constitucional da Venezuela Nicolás Maduro”.

 

Comigo, não!

O novo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) já avisou que não irá utilizar uma das mordomias mais sonhadas pelos governantes: helicóptero. Não gosta de mordomias e, mais do que isso, acha que essa aeronave “foi feita para cair”.

 

Amarras ideológicas

Na cerimônia em que transmitiu o Comando do Exército para o sucessor, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas disse que a eleição e posse do presidente Jair Bolsonaro representam a “renovação” e a “liberação das amarras ideológicas”. O discurso foi feito na presença de Bolsonaro e de várias autoridades militares e civis, incluindo ministros, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Entregou o bastão

Villas Bôas transmitiu o cargo ao general Edson Leal Pujol, que não discursou. Segundo Villas Bôas, além de Bolsonaro, duas “personalidades” se destacaram em 2018: o juiz e atual ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, e o ex-interventor federal da segurança pública no Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto. “O presidente Bolsonaro, que fez com que se liberassem novas energias, um forte entusiasmo e um sentimento patriótico há muito tempo adormecido”, afirmou.

Presentes

Também estavam presentes na solenidade os ministros Sérgio Moro, da Justiça, Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Augusto Heleno, da Segurança Institucional. Na última semana, Bolsonaro também participou da transmissão de comando da Aeronáutica e da Marinha.

Trajetória

O novo comandante do Exército, Edson Leal Pujol, de 64 anos, nasceu na cidade de Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul. Foi promovido ao posto atual em março de 2015. Como general de Exército, foi secretário de Economia e Finanças e chefe de Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército em Brasília e comandante militar do Sul, em Porto Alegre. Entrou na Força em 1971 na Escola Preparatória de Cadetes do Exército e concluiu o curso da Academia Militar das Agulhas Negras em 1977.

Palocci tem provas

As delações do ex-ministro Antonio Palocci têm como provas dados dos rastreadores dos carros do petista, segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Isso porque os veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas. Palocci assinou na quarta-feira, 9, o seu terceiro acordo de colaboração premiada, desta vez com a força-tarefa da Operação Greenfield, do Ministério Público Federal de Brasília, que investiga esquema de fraude em fundos de pensão. Ele entregou os dados dos rastreadores para os procuradores.

Cruzamento

Com as informações, os investigadores podem cruzar datas de movimentações financeiras com os trajetos feitos nos dias específicos. As informações também foram usadas por policiais federais de Curitiba e de Brasília, nos outros dois acordos celebrados por Palocci.