JÚLIA MOURA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As units, grupo de ações, do BTG Pactual despencam na Bolsa brasileira após o fundador e sócio do banco, André Esteves, ser alvo de mandado de busca e apreensão da 64ª fase da operação Lava Jato. A operação da Polícia Federal foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (23) e inclui a ex-presidentes da Petrobras, Graça Foster.
Os papéis do BTG chegaram a cair mais de 15% pela manhã e, por volta das 14h02, recuam 13,2%, a R$ 58,30. O Ibovespa cai 2,6%.
Ambos são investigados pela venda de ativos da Petrobras na África para o banco, em 2013, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Segundo a investigação, os ativos podem ter sido subfaturados na venda, favorecendo o BTG.
Outra frente de investigação vem do relato de Antonio Palocci. Em delação premiada, o ex-ministro petista contou que André Esteves teria acertado com o também ex-ministro Guido Mantega o repasse de R$ 15 milhões para garantir privilégios ao BTG Pactual no projeto das sondas do pré-sal da Petrobras.
O banco confirmou que seus escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo foram alvos de operações de busca e apreensão pela Polícia Federal e disse que está colaborando com as investigações para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível.
“Os fatos da referida busca e apreensão foram objeto da investigação independente conduzida por um comitê especial cuja conclusão indicou não existir indícios para concluir que as alegações de prática de atos ilícitos sejam críveis, fidedignas ou fundamentadas em provas concretas”, informou o banco via comunicado.
O BTG também afirmou que o banco opera normalmente.
A operação ocorre poucos mais de um mês após Esteves pedir autorização ao Banco Central para retomar uma participação de 61,6%, na G7 Holding, veículo onde estão agrupados os maiores sócios da instituição.