O Brasil pós-governos tidos como esquerdistas, pelo menos retoricamente, e que implementaram algumas políticas de direita, passou a assistir a inconformismos delitivos, que mesclam o crime organizado e, possivelmente, políticos.
A tentativa de assassinato do candidato a Presidente da República por um individuo apatetado visou obstar políticas que viriam por ocasião da futura investidura do mesmo no cargo.
Crimes políticos não podem ser visualizados previamente como atos de “lobos solitários”, com esquecimento da alcateia a que pertencem, direta ou indiretamente.
A morte do presidente John Kennedy ainda hoje gera controvérsias, sendo revelador que quem acionou o gatilho da arma foi, em seguida, assassinado por um mafioso, em evidente queima de arquivo. O nosso fracassado Lee Oswald, individuo detentor de celulares e computador, logo ganhou a defesa de conhecidos advogados, que costumeiramente não são modestos na cobrança de honorários.
A pergunta que não quer calar é a seguinte: Quem está bancando o esfaqueador?
Este deve tomar cuidado, pois quem o contratou (se é que ele sabe quem) não pretende ficar exposto aos humores de um deficiente mental.
Na vizinha Colômbia, não faz muito tempo, um candidato presidencial, enquanto tal, deixou o mundo dos vivos (a droga arrota grosso).
Em outro âmbito do governo, alguém com disponibilidade de muito dinheiro violou criminosamente conversações telefônicas entre magistrado e procuradores, na antevéspera de um julgamento no Supremo Tribunal Federal.
O desmonte da maior ação anticorrupção intentada no país, está sendo objeto de mega criminosos com apuro tecnológico e muita grana.
As violações, aparentemente, visam mais uma crise política ou de opinião pública, pois os processos judiciais já estão cristalizados com confirmações em instâncias superiores (em mãos de diferentes magistrados), o que faz com que fujam de nulidades e suspeições.
Investigações da Polícia Federal, segundo revista de circulação nacional, levam indiciariamente ao Oriente Médio, ante as preferências do Brasil em relação a um dos lados nas disputas regionais.
Hoje, quando se lida com assuntos sinistros, mencionam-se “teorias da conspiração”, o que faz com que os mesmos sejam logo neutralizados e os acontecimentos fiquem com apurações em meia viagem.
Verdade que as “teorias da conspiração” têm muito da imaginação de seus formuladores, mas que “las hay, las hay”, parafraseando o dístico castelhano referente às bruxas.
Mas não podem elas facilitar o caminho do trem da impunidade, lotado de assaltantes do Erário, de apatetados lúcidos no momento do delito, etc.
Antigas vinculações políticas desses agentes do crime podem constituir apenas desvio de foco das investigações.
Curitiba, 02 de Julho de 2019.

Antenor Demeterco Júnior
Leitor