Brasil pode ter delegação recorde em Tóquio

454

Entre os dias 24 de julho e 9 de agosto, mais do que conquistar medalhas capazes de colocar o Brasil entre as principais potências esportivas, os atletas nacionais terão, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, a missão de apagar a campanha da outra edição realizada na capital japonesa. Há quase 56 anos, em 1964, a delegação conquistou apenas uma medalha, o bronze do basquete masculino, que rendeu ao país a 35ª colocação no quadro geral. Para o vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antônio La Porta, o retrospecto intensifica o desafio em 2020.

“Temos estudos que mostram que os piores resultados do Brasil são do outro lado do mundo”, pondera o dirigente. “Esse é o grande desafio que a gente tem. A gente tentou se planejar o máximo possível para minimizar os problemas de clima, fuso horário e aclimatação. A gente preparou as bases para receber os atletas e ter o menor impacto possível”, explica La Porta.
Até o momento, são 170 vagas confirmadas em Tóquio 2020, já levando em conta o futebol masculino e a confirmação de Robert Scheidt, que disputará sua sétima Olimpíada. Desse total, 37 vagas já têm nome e sobrenome assegurado. São 22 homens e 15 mulheres confirmados em Tóquio. Desse grupo, 91,2% fazem parte atualmente do Bolsa Atleta, programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. O investimento federal para ajudá-los em sua preparação é de R$ 4,3 milhões por ano. No total, o Bolsa Atleta atende nos editais atuais (levando em conta também a Bolsa Pódio) 6.541 atletas, com investimento anual de R$ 122 milhões.