O Presidente eleito Jair M. Bolsonaro desconvidou os governantes da Venezuela e de Cuba de comparecerem à sua posse.

E, por outro lado, compareceu à solenidade o Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu.

As animosidades que cercam os relacionamentos entre estes diversos governantes merecem ser trazidas ao público em geral, uma vez que são conhecidas, discretamente, das agências de informações (Serviço Secreto) e dos leitores da jornalista venezuelana Vanessa Neumann, que as escancarou no livro “Lucros de Sangue – como o consumidor financia o terrorismo”.

Campos opostos na política (esquerda e direita) e na religião (xiitas e sunitas) têm, na realidade, suas delimitações apagadas quando o dinheiro flui por narcodutos por veias abertas da empobrecida América Latina.

A apreensão de um laptop do comandante das FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – em 2008, comprovou que o governo de Hugo Cháves fornecia apoio material ao tráfico de drogas e a operações terroristas na Colômbia (cf.p.47).

Seus partidários enviavam cocaína colombiana para carteis mexicanos (alimentando, assim, massacres na América Central e ao longo da fronteira sudoeste dos Estados Unidos) e para o grupo terrorista libanês Hezbollah, ligado ao Irã (cf.p.48).

Este grupo tem envolvimento em ataques contra americanos no Oriente Médio (241 fuzileiros mortos em 1983) e contra judeus em Buenos Aires (29 mortos e 242 feridos em 1992 e 85 mortos em 1994).

O “Partido de Deus” (para nós do mundo português), constitui ao mesmo tempo um grupo terrorista e um partido político, como resistência armada dos muçulmanos xiitas (baseados no Irã) contra os muçulmanos sunitas (baseados na Arábia Saudita).

O caldeirão da confusão do Oriente Médio é explosivo, com a droga correndo solta para o mundo, passando pelo Brasil, desbordando para o terrorismo internacional e para setores da brigarada incontrolável entre grupos religiosos extremistas.

Não é à toa que o Primeiro Ministro israelense empenha-se em boas relações com o Brasil, ciente que grande parte de seus problemas fluem do narcoduto financeiro latino-americano.

Relações muito próximas com alguns vizinhos do nosso país são comprometedoras, e não por razões meramente ideológicas.

O presidente Nixon pode ter desagradado a muitos abaixo do Equador, mas foi incisivo para o presidente Médici, então visitante na Casa Branca: “Para onde se inclinar o Brasil, se inclinará o resto da América Latina”.

Tudo indica que nos próximos anos os narcomarxistas da vizinhança enfrentarão problemas em suas atividades.

Curitiba, 16 de janeiro de 2019.

Antenor Demeterco Júnior
Leitor