“Bonijuris”, canal que fala direto com o poder

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Luiz Fernando e Elin de Queiroz

Nas próximas linhas o leitor terá tudo para concordar comigo, quando digo: “Não sei como o mundo da publicidade ainda não descobriu o poder de fogo da Editora Bonijuris, que edita a Revista Bonijuris?”.

Minha pergunta-observação corre em cima de um fato: a publicação que apresenta o Direito como material digerível por especialistas e não especialistas, fala com o poder estabelecido. É um ótimo canal para comunicar-se com o poder judiciário em todos os níveis – como os tribunais superiores – e Ministério Público.

Por trás desse persistente empreendimento de verdadeira utilidade pública está o advogado e empresário Luiz Fernando de Queiroz, sobre quem faço considerações, como as que seguem:

“TIPO INESQUECÍVEL”

Luiz Fernando de Queiroz é um dos ‘meus tipos inesquecíveis’, qualidade que divide com a mulher, a geógrafa e empresária Elin Talarek de Queiroz.

Ele, um dos “Grandes Porta-Vozes do Paraná”, apontado na edição 2018 de meu livro ‘Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses’, é um exemplar de ubiquidade laboral: ao mesmo tempo em que dirige sua Bonijuris, comanda (com Elin) a Condomínio Garantidos do Brasil, uma ONG que não pega um tostão de dinheiro público. Mas faz insuperável e gratuito trabalho de zeladoria urbana. Para tanto, vão despichando prédios públicos e privados, por exemplo, vigiando e orientando o poder público sobre qualidade das calçadas e praças.

E mais: Queiroz paga do próprio bolso pelo trabalho dos guardiães urbanos e os chamados alpinistas urbanos (despichadores de prédios).

SOBRETUDO, EDITOR

Ele avulta em minha admiração especialmente como editor de livros e revistas especializados em Direito. E mais o admiro ainda pela sua fidelidade ao mundo dos jornais impressos, revistas e, sobretudo, aos livros criados à moda gutemberguiana.

É um defensor acendrado da via impressa e nela aposta suas melhores fichas. Tudo isso sem ser um “quadrado” ou ‘jurássico’. É um ser contemporâneo do futuro, digo sem medo, pela maneira com que aposta também nas novas tecnologias e nos avanços científicos. Isso sem deixar, no entanto, de lado seus valores de sempre e que precisam ser expressos. Afinal, parece dizer, “eles deram certo até agora para o homo sapiens…”

COMO ESTUDANTE

Na verdade, sempre haverá muito a mostrar do diferenciado espírito empreendedor desse Luiz Fernando que vi, por primeiro, nos 1970, iniciar-se em jornal, ainda acadêmico de Jornalismo na UFPR, quando começou como repórter no antigo Diário do Paraná.

Ao mesmo tempo, preparava-se para a carreira do Direito. Formou-se e pós graduou-se pela UFPR, sempre um aluno diferenciado.

Inquieto, herdou de uma organizada e culta família de Joaçaba, liderada pelo pai, advogado e professor Alexandre, as linhas mestras que adotaria na vida profissional. Tudo sob padrões éticos raros e exemplares.

Antes, como parte dessa curiosidade pelo mundo medito e imediato, fez intercâmbio nos Estados Unidos e também na Alemanha, como estudante.

BONIJURIS, UM “CASE”

Se me indagam – como recentemente me fez uma televisão – sobre um “case” de merchansing, sou obrigado a citar a Revista Bonijuris, da Editora Bonijuris, que Queiroz criou e dirige em Curitiba.

A Bonijuris, ao contrário da onda de revistas jurídicas quase todas hoje apresentadas digitalmente, tem a impressionante qualidade e a criatividade de Queiroz. Com papel, cuidado gráfico e seu olhar de editor privilegiado que garantem um produto final único.

Acho mesmo que é a última dos moicanos a apresentar-se impressa.

GRANDE TIRAGEM

Nesses tempos de vacas magras para qualquer empreendimento empresarial de médio porte no país, Luiz Fernando faz sua publicação atingir tiragem que considero impressionante (sou do ramo…): são quatro mil exemplares mensais. Desses, 80% dos exemplares saem da editora com patrocinadores garantidos assim com anúncios personalizados e regionalizados. Uma parte vai para assinantes.

Os anúncios levam em conta a região a ser atingida e o perfil de quem paga o patrocínio.

QUEM DECIDE…

Resultado: a Revista Bonijuris chega hoje às mãos certas, de quem decide na área jurídica, ministros de tribunais superiores, desembargadores, juízes, advogados, ministério público, professores e profissionais do Direito.

O poder no Brasil de hoje está em boa parte nas mãos dessas pessoas que leem a revista.

É bom acentuar: nesses dias, independente de gostos ou desgostos políticos, o judiciário e o MP têm impressionante papel decisório do país, realidade que Queiroz, com sabedoria, captou há tempo, por puro bom senso (nunca fez curso de marketing).

COLÉGIO DE LEITORES

E mais se diga dos cuidados que Luiz Fernando de Queiroz vota a seu produto, que ele sabe dividir sucesso e ampliar a credibilidade da Revista Bonijuris. Assim, a publicação, com colaboradores de todo o Brasil, passa pelo ‘olhar de lince’ de um colégio de leitores. A parte acadêmica desse colégio opina pela qualidade e a oportunidade da publicação de cada texto. Os leitores não acadêmicos, examinam a revista do ponto de vista jornalístico e de repercussão geral.

Por último, mas não menos importante, esse meu ‘tipo inesquecível’ entrega ao mercado um outro produto de forte qualidade e prestador de utilidade pública – a Revista dos Condomínios, com 15 mil exemplares/mês.

No Brasil cada vez mais verticalizado, condomínios podem ser fontes de grandes negócios.

Mais que tipo empresarial e raro espírito, em Queiroz se ajusta bem a marca de homem impressionante. Uma raridade no Brasil de hoje.

“Alpinistas Urbanos”: despicham prédios

Liminar da Justiça adia reajuste do transporte para 25 de março

Goura (foto: Bruna Alves Teixeira)

Só a partir do próximo dia 25 de março, o curitibano pagará o valor da nova tarifa do transporte coletivo, de R$ 4,50, graças a uma liminar concedida pela justiça que parcialmente suspendeu o reajuste que vigoraria a partir desta quinta-feira, 28 de fevereiro. A liminar, que surpreendeu a Prefeitura e a URBS, é fruto de Ação Popular impetrada pela vereadora Professora Josete, do PT, e o agora deputado Goura Nataraj, do PDT. O pedido está baseado na nulidade do contrato administrativo de concessão do serviço público, por causa de alegada fraude praticada na licitação.

Josete e Goura alegam que o reajuste não foi apenas de 6%, como alega o alcaide Rafael Waldomiro Greca de Macedo – ao anunciar o novo preço na última semana. E sim, segundo os parlamentares, de 66,6%, compreendendo o prazo entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2019.

FRUET PAGOU O PATO

Vale lembrar que a tarifa, em 2017, custava R$ 3,70, e durante toda a gestão do então prefeito, agora deputado federal, Gustavo Fruet, o então governador Beto Richa foi diretamente responsável pelo fim da integração de várias linhas e também da renovação da frota, por conta da dificuldade em subsidiar a política do transporte urbano local e metropolitano.

Fruet pagou caro na ocasião, enquanto Greca de Macedo atualmente se vangloria, ao dizer que graças a ele Curitiba vê seu sistema de transporte aperfeiçoado com novos ônibus e múltiplos investimentos.

PRAZO EXÍGUO, SEGUNDO A JUSTIÇA

A liminar agora expedida pelo Justiça usou também como argumento o curto prazo entre a data do anúncio do aumento, no último dia 22, e a entrada em vigor do preço da nova passagem, dia 28. Apesar de já anunciada a nova data para entrada em vigor da tarifa – 25 de março -, Goura diz ainda acredita, baseado no exposto da ação popular, na suspensão tarifária de forma definitiva.

PERGUNTAS

Enquanto a Justiça bate o martelo, a Prefeitura nada revela sobre como funcionará a nova Agência Metropolitana de Transporte, que pretende reunir num só bloco a Comec e a URBS. O município ainda não respondeu que rumo tomará a URBS, hoje gerenciadora do sistema de transporte, nem como serão investidos os R$ 50 milhões anunciados pelo alcaide para o setor – e muito menos se essa importância está prevista na Lei Orçamentária Anual – a LOA 2019. A Prefeitura também mantém silêncio quanto à responsabilidade da bilhetagem integrada, a partir da criação da Agência.

MATEMÁTICA CRUEL

Apesar da suspensão do reajuste tarifário pela Justiça, nesta quarta-feira, o sistema de transporte coletivo funcionou normalmente.

Mas na URBS, as filas para carregar os cartões do vale-transporte eram imensas. Centenas de pessoas se acotovelavam no setor para adquirir passagens custando ainda R$ 4,25, preocupadas com o aumento. É bom lembrar que os créditos disponíveis no cartão têm validade de até um ano, segundo a empresa gerenciadora.

Já nova tarifa, com quatro deslocamentos diários, que hoje custam R$ 17,00, terão custo majorado em mais 1 real, ou seja, R$ 18,00. Durante os 20 dias úteis do mês em que a maioria das pessoas utilizam o cartão, os quatro deslocamentos/dia custam R$ 340,00 atualmente. Ao preço de R$ 4,50, no mesmo prazo a despesa totaliza R$ 360,00. Resumo da ópera: o gasto adicional é de R$ 240,00 ao ano – algo quase em torno de 20% do salário-mínimo.


Tudo muito austero e rápido na posse em Itaipu

Posse do general Luna em Itaipu (foto: Alan Santos-PR/AB)

Dos antigos diretores gerais de Itaipu, apenas Luiz Fernando Vianna e Fernando Xavier Ferreira atenderam ao convite para a posse do novo diretor geral, general Luna, terça-feira, 26, em Foz do Iguaçu.

A solenidade foi em espaço próprio da Binacional, construído para eventos dessa natureza. Não demorou mais do que 30 minutos, na Barragem.

COM STROESSNER

O discurso ficou por conta da fala do presidente Bolsonaro, de elogios aos presidentes militares e ao falecido ditador paraguaio Alfredo Stroessner.

A fala de Bolsonaro, pelo conteúdo de aplauso a um passado em constante contestação pelos historiadores, surpreendeu muito. Ampla repercussão na mídia. Mas estava dentro da linha definida pelo presidente e da qual não abre mão.

AUSTERIDADE

Não houve mais discursos, nem coquetel, nada de festa. Terminada a posse, todos foram depressa em direção ao aeroporto.

Parece que se inaugura assim mesmo um tempo de austeridade na Binacional, pelo menos em termos de celebrações. Até porque os empossados nem receberam cumprimentos, contrariando toda expectativa de cumprimento do protocolo comum nessas ocasiões.


Tereza Urban, Paulo Nogueira Neto e a Saudades do Matão

Eloi Zanetti: apoiador; Tereza Urban: pioneirismo

Há pouco tempo perdemos um grande ambientalista, um pioneiro na área, Paulo Nogueira Neto. Vale lembrar que a nossa saudosa Tereza Urban, percursora do jornalismo ambiental, escreveu um livro retratando as batalhas na proteção à natureza no Brasil no tempo em que nem se pensava nisto – tempos em que o governo incentivava o desmatamento para a ocupação agrícola, o nosso pinheiro foi uma das vítimas desse processo.

MEMÓRIA COLETIVA

Em seu livro Saudades do Matão, Tereza nos apresenta – Ibsen de Gusmão Câmara, Maria Tereza Jorge Pádua, Ademar Faria Coimbra Filho, Alceo Magnanini, Wanderbilt Duarte de Barros e Paulo Nogueira-Neto, do qual já falei da minha admiração na coluna do dia 26 deste.

Saudades do Matão é um livro de memória coletiva, foi impresso pela UFPR e patrocinado pela Fundação Boticário de Proteção à Natureza.

Foi fundamental, acredito, para a publicação do livro, o apoio e o interesse de Eloi Zanetti, que então comandava a Fundação Boticário.

LUTA DE VISIONÁRIOS

Hoje o assunto proteção à natureza está em todas as mídias e em todas as bocas. Jovenzinhos “abraçadores de árvores” nem imaginam o que foi a luta destes visionários, pois falar em proteger floresta nas décadas de 40, 50, 60 e 70, no auge do nosso desenvolvimento econômico era ir contra o progresso. E La Nave Và.


Em Brasília

Bolsonaro recebe Toninho

Reunião de líderes desta terça-feira (26) em Brasília, com a presença de Jair Bolsonaro. Demandas sendo levadas pelo Líder do PROS na Câmara, deputado federal Toninho Wandscheer, diretamente ao presidente da República. (liderança do PROS)


OAB-PR e secretário de Justiça estão juntos pelo TRF-PR

Presidente e diretores da OAB com secretário Leprevost

A união de forças para a instalação de um Tribunal Federal em Curitiba foi tema de reunião, na tarde desta terça-feira, entre o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, e o presidente da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Cássio Telles.

O projeto para a instalação do TRF-6 no Paraná chegou a ser aprovado pelo Congresso Nacional, em junho de 2013, assim como a instalação de cortes semelhantes nos estados da Bahia, do Amazonas e de Minas Gerais.

No entanto, a proposta foi barrada por um pedido da Associação Nacional dos Procuradores Federais (ANPAF) acatado liminarmente pelo ministro Joaquim Barbosa, então presidente do Supremo Tribunal Federal.

LUTA HISTÓRICA

Desde então, aguarda-se do Supremo Tribunal Federal (STF) a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5017, ajuizada pela ANPAF. “A OAB tem uma luta histórica pela instalação do TRF em Curitiba, e agora é preciso que o poder público e as instituições do estado se unam para que saia logo uma decisão favorável. O governador Ratinho Junior já se manifestou no sentido de levantar uma campanha nesse sentido e a Sejuf dará todo o apoio necessário”, disse Leprevost.

COM DIRETORES

Telles esteve no Palácio das Araucárias juntamente com o Diretor de Prerrogativas da OAB-PR, Alexandre Salomão; Ricardo Navarro, assessor da Presidência; e Luciano Reis, do comitê De Olho na Transparência.

FORÇA TAREFA

O presidente da OAB agradeceu ao convite da Sejuf para integrar a Força-Tarefa de Prevenção e Combate aos Crimes contra a Criança e ressaltou a importância da participação e integração entre os agentes da sociedade. “Acreditamos que essa é uma das formas de transformar esse país e inclusive estamos criando uma Coordenadoria de Participação em Conselhos de Direitos. O Brasil tem uma legislação voltada a estimular a participação popular e das entidades, mas isso não é aproveitado.

Audiências públicas são esvaziadas, governantes fazem como obrigação. É preciso ter mais debate, discussão, interação”, afirmou.


Astros da Constelação da Bola terão homenagem da confraria, dia 11

Paulo Rink, Marcos Assef e Roderley Geraldo de Oliveira

Rink, Assef e Roderley ganham homenagem da confraria da bola

O jantar de março da Confraria Amigos da Bola será dia 11, às 19h30, no Restaurante Madalosso, Salão Milano em Santa Felicidade. O fato de a primeira segunda-feira do mês cair no Carnaval, fez com que houvesse a mudança de data para dia 11, segunda-feira.

Um dos homenageados será o craque Roderley Geraldo de Oliveira que se destacou no futebol paranaense nos anos sessenta defendendo o Grêmio Esportivo Maringá entre 1963, quando foi campeão, e 1967. No ano seguinte, 68, o chegou ao Coritiba onde ficou até 1969. Foi bicampeão no clube do Alto da Glória.

Com problemas físicos, encerrou a carreira retornando a Maringá onde estabeleceu residência tornando-se comentarista de emissoras de rádio da cidade.

RINK E MARCOS ASSEF

Outros homenageados: Sérgio Mário Caporasso, um dos melhores zagueiros da história do futebol amador de Curitiba com vários títulos pelo Trieste, do qual chegou a técnico, diretor e presidente; Marco Antônio Assef, consagrado jornalista, com passagem por diferentes jornais, emissoras de rádio e televisão, completando 35 anos de atividades em 2019.

A homenagem inclui o craque internacional Paulo Roberto Rink, revelado nas categorias de base pelo Clube Atlético Paranaense.

Rink chegou ao time principal do Atlético depois de passagem por Chapecó em 1997, transferindo-se para a Alemanha onde se naturalizou e atuou pela seleção alemã. (Mais da carreira do ídolo atleticano, atual vereador em Curitiba em outra matéria neste espaço nos próximos dias.)

(colaboração de José Domingos)


59% dos cigarros vendidos no PR são ilegais

Edson Vismona, contra pirataria (Flavio Santana/Divulgação)

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2018, cerca de 59% dos cigarros vendidos no Paraná são ilegais, o que equivale cerca de R$ 292 milhões que os cofres públicos deixaram de arrecadar em ICMS, atingindo níveis alarmantes de evasão de impostos. No Paraná, quase mil e quinhentos varejos do estado serão impactados pela campanha.

De 2015 à 2018, o mercado ilegal de cigarro cresceu 10% em volume no Paraná, chegando a 4 bilhões de unidades. Ainda de acordo com a pesquisa, 70% do aumento do mercado ilegal destes produtos, entre 2014 e 2017 se concentra nos seguintes municípios: Curitiba, Paranaguá, Londrina, São José dos Pinhais, Maringá, Pinhais, Colombo, Araucária, Guarapuava e Cascavel.

Sem pretender dar lições moralistas, mas de bom senso, isto sim, registro: tabaco, legal e ilegal, é pena de morte, câncer a médio e a longo prazos.

CAMPANHA ATINGE BARES

Com o objetivo de combater o avanço do mercado ilegal e do contrabando, de cigarros, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) se uniram na criação de uma campanha de conscientização voltada para donos de bares, restaurantes e mercados.

ILEGAL BATE RECORDE

Em 2018, a venda de cigarros ilegais no País cresceu e bateu um novo recorde, sendo que 54% de todos os cigarros vendidos são contrabandeados de acordo com dados do Ibope. Um dos principais motivos para o aumento de vendas é o valor praticado abaixo do mínimo estabelecido por Lei de R$ 5,00. Quem for flagrado vendendo cigarros abaixo desse valor pode sofrer consequências graves como a prisão do responsável pelo estabelecimento por até cinco anos.

ATÉ FINAL DE MARÇO

A campanha tem início na semana do Carnaval, período aquecido para o comércio, e se estende até o final de março. A primeira onda acontece nas redes sociais e portais de ambas as entidades, seguida do envio de folders informativos para cerca de 96 mil donos de bares, restaurantes e mercados em 16 estados: RJ, SP, ES, PR, RS, SC, BA, MG, AL, CE, MA, PE, PI, RN, SE, PB.

CRIME ORGANIZADO

Para Edson Vismona, presidente do FNCP, a campanha também traz uma mensagem sobre os impactos que o mercado ilegal pode ter na segurança pública: “O cigarro ilegal dá lucro para o crime organizado, que gera violência e pode atingir os próprios comerciantes. O contrabando é dominado por quadrilhas de criminosos, e o cigarro é uma de suas maiores fontes de financiamento”.


ESTILO DE VIDA

Tudo depende da sua atitude? O erro da indústria da autoajuda

(By Anucha Naisuntorn-Shutterstock)

“Pense positivo, visualize e vai acontecer, porque tudo depende da sua atitude”… Não, infelizmente não é assim

Miguel Pastorino | Aleteia

Embora haja amplas evidências de que nossas atitudes, pensamentos e emoções afetam nossa saúde e relacionamentos, a extrapolação pseudocientífica e mágica das conclusões da psicologia positiva séria tornou-se um risco para aqueles que a observam.

Isso se tornou a base de um negócio que vende ilusões e mentiras para milhões de pessoas que buscam uma vida melhor ou que simplesmente querem encontrar respostas para seus problemas diários.

UM MUNDO MÁGICO

No meio da crise cultural em que estamos e a atração de um mundo tecnocrático, onde todo problema poderia ser resolvido por uma técnica ou por um especialista que nos daria uma solução imediata, não é estranho ver a propagação do pensamento mágico em diferentes setores da sociedade, mesmo entre profissionais instruídos que, apesar de sua formação científica e técnica, buscam respostas para o seu drama existencial em histórias mágicas com uma fachada pseudocientífica.

Publicações em redes sociais, com imagens que retratam rostos sorridentes e belas paisagens com frases positivas, inundam-nos diariamente, como se a vida que sonhamos só dependesse de nossos pensamentos, e principalmente de sermos otimistas e sempre pensarmos positivamente. Eles costumam repetir frases como “Não se esqueça de ser feliz” ou “Tudo depende da sua atitude” ou “Sempre temos que pensar positivo” ou “Visualize e isso acontecerá” etc.

SUA CULPA

A ideia básica é que, se a sua vida não está dando certo, é porque você realmente não quer que ela vá bem, ou porque você não está pensando do jeito certo ou colocando a intenção correta lá fora. Qual é o resultado disso? Bem, se você está tendo problemas ou dificuldades, é tudo sua culpa.

Apesar do absurdo desse raciocínio, tornou-se praticamente um dogma de fé nos ambientes de negócios e entre os consumidores de livros de autoajuda.

Além disso, há a ideologia promovida por livros como O Segredo, de Rhonda Byrne, e a vasta quantidade de literatura da “nova era” que prega a Lei da Atração como uma lei científica comprovada, que ensina que nossos pensamentos têm uma influência física na realidade. Tudo que você precisa fazer é saber o que quer e pedir ao universo por isso. Como se o universo fosse alguém, uma espécie de divindade impessoal que automaticamente retorna a você as coisas boas ou ruins que você pensa ou faz.

ENERGIA OU VIBRAÇÕES

Para dar um tom mais científico às suas ideias, eles usam termos como “energia” ou “vibrações”, mas, na realidade, estão falando de realidades impossíveis de se verificar empiricamente. Como a crença antiga em um mundo totalmente controlado por espíritos bons e maus, hoje eles falam sobre energia positiva ou negativa, ou vibrações boas ou ruins.

A tendência do “pensamento positivo” tem sua origem nos Estados Unidos no século XIX, e se espalhou pela literatura sobre negócios, vendas e, nas últimas décadas, a indústria da autoajuda.

TUDO DEPENDE DOS SEUS PENSAMENTOS?

Não é preciso muito raciocínio para explicar que muitos dramas humanos, injustiças e problemas de saúde não dependem dos pensamentos daqueles que os sofrem. As pessoas morrem de fome porque não estão pensando o suficiente sobre comida, então o universo não envia isso para elas? Devemos acreditar que as vítimas de abuso ou exploração atraem o sofrimento com suas mentes? Quando alguém te rouba ou te fere, é porque você não está pensando do jeito certo?

O perigo de encorajar as pessoas a pensar que são culpadas por tudo o que acontece com elas é bastante óbvio. Isso é atraente para aqueles que não querem pensar sobre a complexidade da realidade e das estruturas socioeconômicas que resultam em milhões de seres humanos que sofrem injustiças diariamente. Essa ideia nos desculpa de ter empatia ou tomar medidas concretas para ajudar os outros.

SORRISOS OBRIGATÓRIOS

Há ambientes em que não é mais aceitável que as pessoas digam que não se sentem bem, ou que nem tudo está bem etc. Tais afirmações são consideradas negativas, pessimistas ou intolerantes. Quando slogans motivacionais ou livros nos forçam a viver sob a obrigação de permanecermos positivos a todo custo, mesmo que as coisas estejam indo mal para nós, as pessoas se sentem obrigadas a esconder seus sofrimentos e a viver em um mundo artificial.

Quando alguém recebe más notícias, ou é diagnosticado com uma doença terminal, as pessoas ao seu redor – em vez de abraçar seu sofrimento e ajudá-las a prosseguir sem negar a realidade que estão enfrentando – impõem uma solução para elas: “Olhe pelo lado bom”, “O importante é olhar para o futuro”, “Venha, você pode fazer isso!” etc.

EGOISMO OCULTO

Essas atitudes, que pareciam tão positivas e cheias de amor, muitas vezes são realmente atos ocultos de egoísmo, que são implacáveis e indiferentes ao sofrimento de outras pessoas. Elas são uma fuga rápida e simples do medo do sofrimento e de não saber como aceitar e viver com o sofrimento. Esperamos que um sorriso feliz nos tire magicamente do abismo. Na verdade, é uma maneira superficial e individualista de fugir da realidade.

Hoje podemos ver como, nas redes sociais, as pessoas se sentem obrigadas a publicar imagens felizes e irreais. Muitos adolescentes e jovens realmente acreditam que as fotos que veem no Instagram de seus amigos são uma representação fiel da realidade. O exibicionismo da felicidade tornou-se uma regra social que afoga aqueles que não sabem enfrentar suas dificuldades cotidianas. Não é natural pressionar as pessoas para que sejam sempre felizes e pensem positivamente 24 horas por dia.

UM MUNDO FAMINTO POR IDEIAS PROFUNDAS

A sociedade de hoje, que busca soluções rápidas e superficiais para todo tipo de problema, é o ambiente ideal para o surgimento de gurus que encantam seus ouvintes com ideias bonitas, mas superficiais, que simplificam demais a realidade. Mas tudo aponta para o fato de que as pessoas estão com fome do que é muito mais profundo do que simples trivialidades e pensamentos mágicos.

Cultivar amizades verdadeiras e profundas, reservar tempo para o silêncio e a reflexão, e ler livros que nos proporcionem uma perspectiva mais ampla da vida, podem nos ajudar a compreender melhor a nós mesmos e aos outros e nos ajudar a aprofundar o que é real e duradouro. Esse é um caminho mais seguro para organizar nossos pensamentos e sentimentos – e muito melhor do que clicar em frases motivacionais ou correr atrás do guru mais moderno da atualidade.


AÇÕES DO GOVERNO

Governador conhece cases inovadores no Vale do Silício

Além das soluções de empresas focadas no agronegócio, visando tornar o Estado referência mundial em agrotecnologia, o governador também está conhecendo iniciativas voltadas a melhorar o dia a dia das pessoas. O Governo do Paraná vai estudar a instalação de um escritório de representação do Estado no Vale do Silício.

Governador Carlos Massa Ratinho Junior. (Foto: Arnaldo Alves / ANPr).

O governador Carlos Massa Ratinho Junior, que está cumprindo agenda no Vale do Silício, destacou a importância da interação com empresas internacionais para conhecer soluções com potencial de transformar o Paraná no estado mais tecnológico do Brasil.

O objetivo da viagem à Califórnia, nos Estados Unidos, também é facilitar a aproximação das empresas paranaenses com o polo mundial de inovação. Para isso, o Governo do Paraná vai estudar a instalação de um escritório no Vale do Silício. Outra medida para impulsionar as empresas estaduais de tecnologia é a criação de um mecanismo de aceleração de startups, a exemplo da Plug and Play Tech Center.com.

Além das soluções de empresas focadas no agronegócio, visando tornar o Estado referência mundial em agrotecnologia, o governador também tem interesse em iniciativas voltadas a melhorar o dia a dia das pessoas. Um exemplo é o case da Amazon Go, considerado o “supermercado do futuro”.

A entrada na loja é liberada através do QR Code do aplicativo de celular da Amazon. “Se eu quero um sanduíche, ele cadastra que peguei. Se não quiser, devolvo e ele descadastra. Os sensores no teto e QR Codes identificam se você pegou, mexeu ou devolveu”, detalha o governador no vídeo.

Na saída, não é preciso tirar a carteira do bolso. Ao passar por sensores, a conta é cobrada no cartão de crédito. “Isso é a modernidade, isso é tecnologia”.