Ora, pois, o presidente Jair Bolsonaro garantiu que a gestão da economia em seu governo “é 100% com Guedes” (referência ao seu ministro da Economia, Paulo Guedes), depois de dizer que não pode nem pretende interferir nessa área. No entanto, Bolsonaro informou que às vezes dá “sugestões” a seu ministro, transmitindo a Paulo Guedes o que o presidente chamou de “anseio popular”. Esse “anseio popular”, segundo Bolsonaro, é medido pelo que ele capta “nas mídias sociais”, que diz consultar madrugada adentro. Quando se depara com alguma recomendação ou reclamação que considera pertinente, o presidente conta que imprime a mensagem e a envia a Paulo Guedes – e então “o ministro dá uma satisfação”.

Sabe-se, desde a época da campanha eleitoral, que o presidente Bolsonaro não tem familiaridade com os temas mais importantes da economia, deixando essas questões sob responsabilidade de Paulo Guedes. Uma vez no exercício da Presidência, contudo, é imprescindível que Bolsonaro lidere seus ministros na direção do programa vencedor nas urnas – pois, afinal, foi ele o eleito com quase 56 milhões de votos, e não seus auxiliares. Por isso é natural que o presidente considere necessário nortear até mesmo o ministro que “é 100%” gestor de sua área, como é o caso de Paulo Guedes.

Dito isso, preocupa o modo como o presidente Bolsonaro escolheu interferir na administração da área econômica. Com naturalidade, Bolsonaro admite que dá atenção a manifestações de seus seguidores nas redes sociais e que são essas manifestações que orientam suas decisões ou observações a respeito da condução da economia – o presidente chega a encaminhar ao ministro Paulo Guedes as mensagens que leu na internet, cobrando providências.

Alfinetada

Joice Hasselmann criticou abertamente ontem a falta de quórum dos senadores, responsabilidade de Fernando Bezerra, na sessão do Congresso convocada para votar crédito extra para emendas.

Não sai às ruas

Jair Bolsonaro disse que não consegue mais sair às ruas para sentir o pulso da população, como fazia quando era deputado federal. Mesmo que o fizesse, contudo, muito dificilmente teria condições, nesse contato, de perceber o real “anseio popular”, pois algumas dezenas de admiradores não representam o conjunto dos brasileiros.

Inflação de 3,5% em 2019

O comportamento dos preços em setembro, há pouco divulgado pelo IBGE, surpreendeu: houve deflação de 0,04%. O IPCA é o menor para o mês desde 1998. As projeções de consultorias e do mercado financeiro apontavam para alta em torno de 0,20%. Com isso, ficou reforçado o quadro de inflação declinante, que poderá terminar o ano em 3,5%.

Casos de dengue

O boletim epidemiológico da dengue divulgado ontem (08), pela Secretaria da Saúde do Paraná, apresenta 596 casos confirmados da doença no estado, 13,7% a mais que a semana anterior, representando 72 novos casos. A publicação é referente ao período epidemiológico da dengue julho deste ano e segue até julho de 2020. “O número de casos reforça a importância do combate ao mosquito transmissor da dengue e precisamos do apoio da população na luta para acabar com os criadouros do Aedes Aegypti.

De cada um

A ajuda de cada paranaense é fundamental neste momento que estamos bem próximos do verão, que além dos dias quentes, traz também a chuva e sabemos que esta associação é favorável à proliferação do mosquito. Mas, se o ambiente estiver livre de recipientes que possam acumular água parada poderemos controlar a infestação; por isso nosso apelo para que todos participem ativamente deste combate”, afirmou o secretário da saúde do Paraná, Beto Preto.

Limitar o poder

A OAB deve entrar nesta quarta (9) no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação direta de inconstitucionalidade para limitar o poder de promotores de moverem ação de improbidade administrativa contra governadores e em especial contra prefeitos. O embate entre administradores e o Ministério Público é antigo: os primeiros acusam os promotores de paralisarem as administrações com uma chuva de ações que suspendem obras e a execução do orçamento —na prática, governando no lugar de quem foi eleito pelo voto popular.

Não se coaduna

A OAB defenderá que “a ideia de improbidade não se coaduna com o simples equívoco”. Seria preciso que se configure culpa grave, ou dolo, para que o administrador seja processado.

Debandada

Dois paranaenses, a deputada Aline Sleutjes e o deputado Filipe Barros estão entre os 34 deputados que podem sair do PSL junto com o presidente Jair Bolsonaro. Trata-se de um abaixo-assinado de 7 de setembro com 34 assinaturas de deputados do partido que defendem a renovação completa da sigla comandada por Luciano Bivar (PE).

Conselhos tutelares

As cidades paranaenses de Campo Largo, Curitiba, Ivaí, Ivaté e Paranaguá tiveram as eleições para conselheiros tutelares previstas para o domingo (6) suspensas ou anuladas por conta de irregularidades, de acordo com informações do Ministério Público do Paraná divulgadas hoje (7). Nesses locais serão realizadas novas eleições. Segundo informações do Ministério Público do estado, as Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente ficaram responsáveis pela fiscalização.

Licença especial

Por 39 votos contra 12, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta terça-feira (8), em primeira votação, o projeto que trata da licença especial dos servidores públicos do Poder Executivo. Pelo texto, a licença-prêmio será substituída pela licença capacitação, segundo a qual o funcionário poderá tirar as folgas remuneradas se comprovar um curso de aperfeiçoamento na sua área de atuação. Quem tem licenças a receber manterá o direito de ser indenizado. O objetivo do Governo é zerar um passivo de R$ 3 bilhões.

Maria Victoria volta

A deputada Maria Victoria (PP) reassume o cargo na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (9). A parlamentar estava em licença-maternidade desde abril e durante o período a cadeira foi ocupada pelo deputado Élio Rusch (DEM). “Retomo amanhã e quero me colocar, mais uma vez, à disposição dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças. Durante o período em que me dediquei a cuidar da Maria Antonia também estive em contato com a nossa equipe e acompanhei os atendimentos e as demandas do nosso grupo, porém, agora estaremos mais próximos”, afirmou a deputada.

Calma

João Doria tem sido aconselhado por assessores e secretários a evitar “entrar na pilha” do bolsonarismo, ou seja, a não rebater toda e qualquer declaração do presidente ou de seus súditos. As respostas que forem necessárias devem ser firmes, porém “republicanas” e “educadas”. O governador de SP foi vítima recentemente de fortes ataques, inclusive de deputados do PSL, nas redes sociais. A estratégia de Doria será, pelo menos em teoria, falar menos e fazer mais. O tucano e seu entorno acreditam ser esse o melhor modo de se contrapor a Bolsonaro.

Em nome do pai

O mais forte ataque partiu do deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 e presidente do PSL-SP, num forte indicativo que não haverá trégua daqui até 2022.

Direto no queixo

A declaração de Jair Bolsonaro a um apoiador a respeito de Luciano Bivar foi interpretada no PSL como a mais forte estocada do clã familiar até agora em direção ao presidente do partido.

Plano B?

Há no PSL quem aposte em Eduardo Bolsonaro como alternativa para presidir o partido, caso a família fique. Questionado pela Coluna sobre essa possibilidade, o 03 abriu os braços, fez um “joinha” e não negou.

Cara na porta

Questionados pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) a respeito da viagem de três dias que fizeram a Washington, Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Altineu Côrtes (PL-RJ) entraram numa saia-justa. A justificativa da viagem eram encontros com o Departamento de Justiça, a Comissão de Valores Mobiliários e parlamentares. Mas o Congresso americano estava em recesso. Altineu enfrentou o constrangimento de admitir que a missão não teve impacto algum na CPI. O grupo não foi recebido por nenhum parlamentar. Em três dias em Washington, a CPI do BNDES teve apenas uma reunião com autoridades.

 

De olho.

Embora Jair Bolsonaro tenha negado uma demissão iminente do ministro do Turismo, Marcelo Antônio, parlamentares viram na entrevista ao Estado uma senha do presidente de quem pode substituí-lo: Gilson Machado, o comandante da Embratur.

Vitrine.

O ministro Paulo Guedes decidiu convocar entrevista para mostrar, para dentro e para fora do governo, tudo o que foi feito até agora. Previsão é de que seja semana que vem.

VIP.

Da caravana do Senado rumo à canonização de Irmã Dulce, José Serra foi chamado pela sobrinha dela, Maria Rita Pontes. Em 2007, o então governador de SP entregou ao papa Bento XVI uma carta pedindo que o pontífice olhasse com carinho o processo.

Nuvem de lágrimas.

O maior devoto da Irmã Dulce no Senado é o senador Otto Alencar. “É só falar nela que ele chora”, diz o colega Nelsinho Trad. Ele foi convidado a integrar a comitiva de Davi Alcolumbre para a canonização no domingo, mas não poderá ir por problemas pessoais.

Falou

Do deputado federal Lafayette Andrada (Republicanos-MG): “Não estamos desidratando. Estamos aperfeiçoando e até incluindo dispositivos que endurecem o combate ao crime”, sobre o pacote anticrime de Sérgio Moro.

 

, atendendo

a pedido de Jair Bolsonaro, que pediu

para esquecerem o PSL.

 

 

Ano XVII – 10 de outubro de 2019

 

 

 

 

 

 

 

Casamento

Quando de sua filiação no PSL depois de flertar com outros partidos, em 2018, Bolsonaro oficializou sua candidatura ao Planalto e deixou claro que fazia um acordo de interesses. “Dificilmente ele sobreviveria à cláusula de barreira e eu, sem partido não seria candidato. Então estamos fazendo um casamento”. Luciano Bivar, presidente do PSL, em 2006, concorreu à Presidência e conseguiu ficar atrás do famoso Eymael. Com Bolsonaro, o partido elegeu 52 deputados e quatro senadores. Na eleição anterior, a sigla conquistara apenas uma cadeira na Câmara. Agora, o casamento parece estar desgastado. No horizonte, R$ 737 milhões dos fundos partidário e eleitoral nos próximos quatro anos.

 

Ajoelhado

O deputado federal Alexandre Frota, ex-PSL e novo tucano, promete que entrará na Câmara ajoelhado “se Bolsonaro e seus filhos milicianos deixarem o partido”. Veteranos cientistas políticos acham que, se Bolsonaro realmente se filiasse a outra sigla, não seria nada de novo. Na vida parlamentar, ele já foi do extinto PDC, passou por outras oito agremiações, incluindo o PTB de Roberto Jefferson e o PP de Paulo Maluf. Nunca teve vida partidária. Deputados que quiserem acompanhar o presidente numa troca de partido, a menos que sejam expulsos ou recebam uma carta de anuência, vão perder o mandato.

 

Mina de ouro

Com a eleição de Bolsonaro, o PSL que vivia de trocados do fundo partidário e do comércio de segundos da propaganda obrigatória, virou uma mina de ouro e passou a receber mais dinheiro público que o PT e PSDB. No Recife, esta semana, o Chefe do Governo soprou no ouvido de um bolsonarista que gravou um vídeo a seu lado citando Bivar: “Esquece o PSL, talquei? O cara tá queimado para caramba lá”.

 

Não é fácil

No Rio, o senador Flávio Bolsonaro, que não tem cargo na direção do PSL, tentou tirar  deputados do governo de Wilson Witzel (ele começou a criticar o Chefe do Governo), por incumbência paterna, não conseguiu e acabou desistindo. E preferiu nem pensar em expulsar os parlamentares confortavelmente instalados em secretarias. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (nove milhões de votos) não está entendendo essa fúria de Bolsonaro contra o partido e Bivar e o líder da sigla na Câmara, Delegado Waldir quer conversar “para aparar as arestas”.

 

O que ele quer

Luciano Bivar, presidente do PSL, diz que não sabe porque o Chefe do Governo está tão furioso com ele e querendo sair do partido. Só que o mesmo Bivar é capaz de apostar que Bolsonaro quer que o partido – e seus R$ 737 milhões para os próximos anos – fiquem em mãos de seus filhos, incluindo Eduardo, que comanda a agremiação em São Paulo. Ele poderia deixar de lado essa história de embaixador e pensar em Eduardo para o governo de São Paulo.

 

Prato do dia

Eduardo Bolsonaro resolveu falar sobre aborto no Twitter, acrescentando as figuras de Steve Jobs, Chaves e Cristiano Ronaldo. E tuitou: “O aborto não livra a mãe de um fardo, mas pode sim livrá-la da oportunidade de ter uma família incrível”. E escreveu o nome do jogador português como “Cristiano Robaldo”. Foi o suficiente para ser gozado nas redes sociais.

 

Aposta ameaçada

E nem poderia ser diferente para os que mais conhecem Maria Julia Coutinho, ex-moça do tempo e nova âncora do Jornal Hoje, que até previam a turbulência. Ela tem protagonizado um festival de erros gramaticais e de concordância em sua bancada, onde permanece tensa (até telespectadores notam isso). E erra tendo o teleprompter à sua frente. Diretores desse departamento já discutem nova mudança, mesmo achando cedo. Por outro lado, Gloria Maria e Sandra Annenberg, no comando do Globo Repórter, não conseguem substituir o tom, a elegância e o carisma de Sérgio Chapelin.

 

Vai ficar

Luana Piovani, ainda abalada com as travessuras do ex-marido e enfrentando problemas financeiros (não aconteceu nada com seu programa no canal E! e o Luana é de lua pode não ter mais temporadas), avisa que vai ficar morando em Portugal cuidando da casa dos filhos e contando com pensão de Pedro Scooby para a criançada. Por ora, não cria grandes expectativas de novos trabalhos.

 

Defendendo juros

O programa de entrevistas de Pedro Bial não é considerado de jornalismo, mas sim de entretenimento. E por causa dessa classificação é que é a atração de nova campanha da Febraban – Federação Brasileiras de Bancos com o título Papo reto, onde ele não fala dos 320% de juros anuais do cheque especial.

 

Estreia

A jovem atriz Giulia Bente, que encantou muita gente na pele de Mônica, personagem de Mauricio de Sousa, irá estrear nas novelas: está no elenco de Segunda chance.

 

Currículo

O presidiário e ex-ministro Geddel Vieira Lima, certo que sua carreira na política acabou, vai fazer um curso básico de computação. É mais um aprendizado profissional no currículo de Geddel que, desde que foi trancafiado na Papuda, já concluiu quatro cursos à distância. Entre eles, o de eletricista. Os cursos ajudam a reduzir o tempo total da pena.

 

Segunda dose

Walcyr Carrasco e Amora Mautner, depois da parceira em A dona do pedaço, estarão juntos de novo em 2021 Verdades Secretas 2. No elenco, entre tantos, Marieta Severo, Reynaldo Gianecchini e Camila Queiroz que, na primeira versão, tirava a roupa e na segunda, repetirá a generosidade. Jovens modelos serão escaladas para contribuir para o volume de nudez que já teve de Grazi Massafera a Agatha Moreira.

 

Revoada

Estima-se que perto de duas mil pessoas estarão em Roma, domingo para a canonização de Irmã Dulce. Muitos políticos também irão para “aparecer bem na foto”, o que fez adiar, à propósito, a votação da reforma da Previdência. A maioria, na condição de “representante do país”, pagará as despesas com verbas de gabinete.

 

Golpe

A Polícia Federal está caçando um golpista que tem se passado por amigo da deputada federal Dulce Miranda (MDB-TO) e pedindo ajuda financeira para bancar advogados do marido de Dulce e algumas figuras já caíram no golpe. O marido dela é o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda, preso em setembro – e que é rico. Tem fazenda no Norte do país e é acusado de liderar organização criminosa que teria desviado R$ 300 milhões dos cofres públicos.

 

Zéfiro na telona

O cineasta Silvio Tendler está finalizando um documentário sobre Carlos Zéfiro (1921-1992), autor de histórias em quadrinhos eróticas que fizeram a alegria dos jovens dos anos 50 e 60. Zéfiro era o pseudônimo do funcionário público Alcides Aguiar Caminha e no documentário, apareceram conhecidas e veteranas figuras de vários setores, consumidores dos antigos catecismos desenhados à mão.

 

Mais delações

Ainda as delações de Antônio Palocci: ele contou à PF que, para não atrapalhar o esquema de vazamento de informação privilegiadas, seria necessário derrubar Henrique Meirelles, tarefa dada a Guido Mantega que não conseguiu. Tinha até um substituto, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, e o banco destinatário das informações privilegiadas seria o mesmo BTG.

 

Vazios

Em termos de público, o filme Hebe – A estrela do Brasil é uma grande decepção. As salas onde está sendo exibido registram público mínimo na plateia.

 

Convocado

A CPI das Fake News deverá convocar Flávio Rocha, herdeiro das lojas Riachuelo, na condição de vítima. Em 2018, sem qualquer explicação, o Facebook tirou do ar uma página do Brasil 200, movimento liderado por Rocha que, na época, pensava até em se candidatar ao Planalto. É só um aquecimento: também Conrado Leister será chamado. Ele é o número um do império digital de Mark Zuckerberg no Brasil.

 

No retrovisor

O líder do Podemos na Câmara, José Nelto está cobrando do ministro da Economia, Paulo Guedes medidas mais firmes para que o país volte a crescer. Ele acha que até agora o ministro não fez nada de concreto, com exceção da reforma da Previdência que mostra que realmente o país sairá da crise financeira. E manda recado para o presidente: “Bolsonaro tem que tomar muito cuidado. É um alerta que faço. Ele diz que confia 100% no Paulo Guedes, mas corre o risco de, daqui a dois anos, ver o Maurício Macri pelo retrovisor. Lá na Argentina, o Macri ficou enrolando, enrolando e olha aí: vai perder a eleição”.

 

Nada vai mudar

Analistas políticos garantem que, se o presidente Jair Bolsonaro sair mesmo do PSL, como está ameaçando, ele perderá o apoio em assuntos que governo diz ser fundamental. Luciano Bivar, presidente do PSL, garante que nada vai mudar. “O que pretendemos é viabilizar o país. Não vai alterar nada se Bolsonaro sair, seguiremos apoiando medidas fundamentais. A declaração de ontem foi terminal, ele disse que está afastado. Não estamos em grêmio estudantil. Ele pode levar tudo do partido, só não pode levar a dignidade, o sentimento liberal que temos e o compromisso com o combate à corrupção”.

 

Nova escravidão

O candidato derrotado nas eleições presidenciais pelo PDT, Ciro Gomes, voltou a criticar o governo Bolsonaro. Ele comparou o endividamento dos brasileiros com a escravidão. “Esse nível de endividamento e a forma com que ele submete as imensas massas populares para preencher uma ficha de emprego, para ir ao Serasa, ao SPC, negociar humilhado, reestruturar sua dívida, pagar uma prestação, dar baixa no nome, faz a ficha de emprego para tentar desesperadamente conseguir um e depois entra na inadimplência novamente”.

 

Consequência do veto

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente o projeto aprovado pelo Congresso que tornava obrigatória a prestação de serviços de psicologia e de serviço social nas redes públicas de educação básica. Na justificativa, diz que o projeto foi vetado porque não mostrava de onde sairia a verba para bancá-lo. E a reação foi imediata: deputados e senadores já se preparam para derrubar vetos de projetos que o governo acha importante, ou seja, poderão não aprovar a reforma da Previdência, o pacote anticrime ou até não aprovarem a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada em Washington.

 

Vingança

Ainda sobre o veto de Bolsonaro: o líder do PDT na Câmara André Figueiredo criticou a postura do Chefe do Governo e acredita fielmente nova postura diante de novas propostas apresentadas pelo governo. “Bolsonaro veta obrigatoriedade de redes públicas de ensino terem pelo menos uma psicóloga e uma assistente social para atender toda a rede. É uma cegueira absoluta para as questões sociais! Não se cansa de apanhar. Vamos derrubar também este veto”.

 

Olho vivo

O setor financeiro é apontado por muitos como o futuro grande favorecido com a mudança da cobrança de impostos sobre consumo nas propostas de reforma tributária. Os bancos ficarão livres do novo tributo que poderá resultar da reforma, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e deixarão de pagar mais de R$ 20 bilhões anuais em PIS e Cofins. A conta vai ser paga por alguém.

 

Fazendo as contas

Em setembro, a prefeitura de São Paulo dispensou 36 médicos do programa Mais Médicos porque a União não prorrogou o convênio que financiava seus salários. Segundo a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), um profissional pode atender até 100 pacientes durante um plantão de 12 horas. Nesse caso, diariamente, 3.600 paulistas ficarão sem assistência e permanecerão desse modo até que novo programa seja aprovado pelo Congresso.

 

Duas etapas

O ministro Paulo Guedes prometeu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que a reforma tributária será feita em duas etapas e a primeira, ainda este mês. Trata do Imposto de Valor Agregado que será acoplado à proposta de tributo de Estados e municípios. A segunda, sem previsão ainda de data, tratará da reforma do IR e desoneração da folha de pagamento.

 

Balanço

De 2003 a 2019, o governo federal gastou nada menos do que R$ 10,45 bilhões em campanhas publicitárias (valores atualizados pela inflação). No primeiro ano do governo Bolsonaro, já foram alcançados R$ 478,0 milhões em propaganda.

 

Mesas separadas

Na terça-feira (8) estavam no mesmo restaurante em Brasília, Sérgio Moro e Luciano Bivar, Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon, ambos alvos de hackers que vazaram seus diálogos e Romero Jucá. Sentaram-se em mesas separadas e não se viram.

 

R$ 20 mil

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) foi condenada pelo juiz Augusto Salvador Bezerra, do Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 20 mil para o empresário Hermes Freitas Magnus. Magnus acusou a deputada e a editora Universo dos Livros, por danos morais. Ele garante que depois da publicação do livro Delatores — ascensão e queda dos investigados na Lava Jato sofreu “humilhação pública”. Magnus queria R$ 2 milhões.

Frases

 “A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido.”

Luciano Bivar, presidente do PSL