A referência generosa do presidente Jair Bolsonaro, chamando Sérgio Moro de “símbolo do meu País”, em seu discurso perante o plenário das Nações Unidas, reitera a estabilidade no emprego do ministro da Justiça. Apesar das demonstrações de prestígio, como quando desfilou lado a lado na parada de Sete setembro, ainda há quem divulgue, por torcida ou desinformação, “divergências” entre o presidente e o auxiliar.

Ao citar Sergio Moro, Bolsonaro quis prestigiar o ministro e lembrar na ONU que foi ele quem meteu na cadeia políticos corruptos como Lula. Opositores apostam na saída de Moro porque imaginam que a queda do ministro mais popular precipitaria o declínio do próprio presidente.

Sérgio Moro declarou em entrevista que entrou no governo “para ficar e não para sair”, quando o indagaram sobre a fofoca. Não adiantou. Bolsonaro elogia e avaliza iniciativas de Moro, mas até o sóbrio jornal Valor, na véspera do discurso na ONU embarcou na lorota da “fritura”.

Confiança em queda

A popularidade do governo, a confiança e a aprovação da população na maneira de Jair Bolsonaro governar estão em queda. Esse é o retrato que emerge da nova pesquisa Ibope, feita entre os dias 19 e 22 de setembro. Encomendada pela CNI, será divulgada oficialmente no final do dia e mostrará todos os indicadores do presidente ligeiramente abaixo dos registrados na pesquisa anterior, realizada em junho. Esta, por sua vez, já assinalara uma queda ante a pesquisa feita em abril, a primeira do Ibope no governo Bolsonaro

Aos números:

*A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo era de 35% em abril, caiu para 32% em junho e agora está em 31%.

* A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% em abril para 32% em junho e em setembro chegou a 34%.

*Os que consideram o governo “regular” são 32% (eram 31% em abril e os mesmos 32% em junho). Os que não sabem ou não quiseram responder somaram 3%.

Desaprovam

Alcançou também um patamar inédito: o percentual daqueles que desaprovam a maneira de Bolsonaro governar — a metade da população, segundo o Ibope:

*50% não aprovam (eram 40% em abril e 48% em junho). Aqueles que aprovam somam 44% (eram 51% e 46% nas pesquisas anteriores). Um total de 6% não quiseram responder.

Confiança minguou

A confiança em Bolsonaro também minguou. Os que disseram “confiar” no presidente foram 42% dos entrevistados. Em abril, esse percentual era de 51% (caiu para 46% em junho). Por outro lado, 55% disseram “não confiar” em Bolsonaro (eram 45% em abril e 51% em junho). O Ibope ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 19 e 22 de setembro. O levantamento anterior havia sido realizado de 20 e 26 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo.

Arns no Podemos

O senador Flávio Arns, eleito pela Rede Sustentabilidade do Paraná, irá se filiar na próxima semana ao Podemos. A data ainda não está definida, mas será feito um anúncio público no Congresso Nacional. Com a chegada de Arns a legenda terá 12 senadores, a segunda maior bancada da Casa Legislativa, atrás do MDB, com 13 congressistas. Todos os três senadores do Paraná são do Podemos, além de Arns, já eram do partido Alvaro Dias e Oriovisto Guimarães.

 Vitória de Barros

O deputado federal Ricardo Barros classificou como “grande vitória para o Brasil” a derrubada dos vetos da Lei de Abuso de Autoridade. Segundo ele, que foi relator do projeto na Câmara, a partir de agora “todos os cidadãos são iguais perante a lei e os inimputáveis não poderão mais se esconder atrás da falta da regulamentação da lei para sejam responsabilizados pelos seus atos”. “Quem cometer abuso de autoridade irá responder, serve para o Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas. Grande vitória para o Brasil”, afirmou em discurso.

Epidemia de Dengue

Boletim Epidemiológico semanal, divulgado pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), informa que o município de Inajá, na região noroeste, é o primeiro do Paraná a confirmar epidemia de dengue desde 28 de julho, quando teve início do novo ciclo da doença. Outras oito cidades estão em estado de alerta.

Em alerta

Os municípios em alerta para a dengue são: Uraí, Santa Izabel do Ivaí, Florestópolis, Jesuítas, São Carlos do Ivaí, Floraí, Indianópolis e Flórida. Além disso, os dados atualizados apontam para dois casos confirmados de febre chikungunya, em Araucária e Maringá. No entanto, são dois registros importados de estados da região nordeste do Brasil.

Raoni não fala pelo Brasil

A decisão de mencionar Raoni, durante seu discurso na ONU, foi uma resposta do presidente Jair Bolsonaro a chefes de Estado que têm usado o velho cacique para alfinetar o Brasil e seu governo. Tudo começou numa conversa, em Tóquio, entre Bolsonaro e Emmanuel Macron, na reunião do G-20, quando o francês contou haver recebido Raoni, com honras, na condição de “representante da Amazônia”. A história foi revelada pelo general e ministro Augusto Heleno (GSI).

Papo reto

“Se quiser tratar de algum assunto sobre o meu país e a Amazônia”, disse Bolsonaro a Macron, “ligue pra mim, sou eu o presidente”. Bolsonaro percebeu a intenção de Macron de “internacionalizar” a Amazônia, aproveitando-se inclusive da ingenuidade de indígenas. Ao defender a “liberdade religiosa”, Bolsonaro reagiu ao papa, que reprova sua ligação a evangélicos e imitou Macron, recebendo Raoni. Bolsonaro teve lá suas razões para tornar Raoni alvo de suas críticas, mas transformou o velho cacique, quase um ex-índio que vive mais no exterior que no Brasil, líder da oposição à sua política ambiental.

Chupa, Macron

Enquanto Bolsonaro falou para um auditório lotado, poucas vezes visto para o presidente do Brasil, o presidente francês Emmanuel Macron teve uma boa oportunidade para analisar encostos de poltronas vazias. A estimativa é que apenas um terço das pessoas ouviram Macron.

Eles queriam apito

Outro equívoco do discurso na ONU foi valorizar a suposta intenção socializante dos antecessores. Afinal, como a Lava Jato demonstrou, a turma chefiada por Lula não queria implantar socialismo, queria enricar.

Diplomacia de mão dupla

Além ressaltar a aproximação e dispensa de vistos para cidadãos dos EUA, Japão e Austrália, o presidente Bolsonaro deveria ter cobrado reciprocidade para os brasileiros, preceito básico da diplomacia.

Ladrões em maus lençóis

O Supremo deve manter a própria jurisprudência e rejeitar a manobra para anular a condenação do ex-presidente do BB e Petrobras Aldemir Bendine, na Lava Jato. Para o mestre em Direito Processual Penal Ricardo Prado, a lei sequer prevê o “procedimento pedido pela defesa”.

Daqui para frente

Mestre em Direito Processual Penal, Ricardo Prado acredita que o STF pode criar novo rito para as considerações finais de réus delatores e delatados, mas a nova regra valeria apenas para julgamentos futuros.

Buraco mais embaixo

Foi do Ministério Público Federal do DF a notificação ao presidente do Conselho Federal de Farmácia. O detalhamento de gasto com eventos, subvenções e aporte de recursos estado por estado é demandado pelo procurador da República Paulo Roberto Galvão de Carvalho.

Recuperação real

A notícia do aumento da arrecadação em agosto em relação ao mesmo mês de 2018 animou a equipe econômica. A análise é que o aumento de 5,67%, já descontada a inflação, confirma a recuperação econômica.

Sentenças da Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na tarde desta quarta-feira (25) se réus delatores e delatados devem apresentar alegações finais (última fase de manifestação) em momentos diferentes nos processos criminais em que houver delação premiada. Essa questão processual levou à anulação da primeira sentença do ex-juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato, a que que condenou o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine a 11 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

ONU: socialismo e religião

O discurso do presidente Jair Bolsonaro hoje (24) na 74ª Assembleia Geral da ONU durou cerca de 30 minutos. Bolsonaro dedicou a maior parte à questão ambiental. O presidente começou falando sobre a reconstrução do país, que, para ele, “ressurge depois de estar à beira do socialismo”. “Meu país esteve muito próximo do socialismo, o que nos colocou numa situação de corrupção generalizada, grave recessão econômica, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições”, disse.

Segunda Ponte em Foz

O Diário Oficial da União traz na edição desta terça-feira, dia 24, a instrução normativa da Receita Federal que reduz trâmites burocráticos, com a agilização de processos aduaneiros em regime especial para a construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai. Na prática, essa era uma das medidas que faltavam para evitar atraso no cronograma da obra, que é financiada pela Itaipu Binacional e representa um marco no desenvolvimento regional.

Boca Aberta aliviado

O Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, arquivou um pedido de cassação contra Boca Aberta, protocolado pelo Suplente de Deputado Federal Evandro Roman no Conselho de Ética da câmara. O Presidente da Câmara dos deputados alegou que os fatos narrados não constituem quebra de decoro parlamentar.

Delírio

Jair Bolsonaro chegou a anunciar que jantaria com Donald Trump em Nova York. Não havia nada na agenda, o Itamaraty não sabia e o próprio Trump não confirmava. Não era bem um jantar a dois na Casa Branca: era um coquetel oferecido a mais de 190 chefes de delegações que estavam nos Estados Unidos para a abertura da Assembleia Geral da ONU. E nada a ver com a Casa Branca: sempre é na residência do embaixador americano na cidade. Bolsonaro foi salvo pelo encontro com Trump, nos bastidores da ONU, depois de seu discurso: a foto com o aperto de mão foi o suficiente. Detalhe: Bolsonaro espalhou a história do jantar mesmo debaixo de dieta especial pós-cirurgia.

 

Primeira página

Esta semana, o Washington Post deu uma foto de quatro colunas no alto da primeira página do enterro da menina Agatha no Rio. Ao lado, o começo da novela do impeachment de Trump em duas colunas. A chamada do jornal, embaixo da grande foto era sobre “assassinatos de crianças no Rio”. Dentro, o jornal lembrava que, de fevereiro para cá, 16 crianças foram baleadas e cinco mortas por balas perdidas. Na mesma edição, o Washington Post não deu muito destaque ao discurso de Bolsonaro na ONU.

 

Fechando os olhos

Durante todo o tempo de seu discurso na ONU, Bolsonaro mantinha os olhos mais fechados para ler o que estava escrito no teleprompter. Resumo da ópera: ou as letras estavam menores ou Bolsonaro precisa de óculos para distância (já tem para perto). De modo geral, contudo, mostrou que está acostumado com o sistema. No começo, em Brasília, derrapava.

 

Inteiro

A maioria dos telejornais brasileiros exibiu trechos do discurso de Bolsonaro na ONU, extraídos dos principais assuntos que abordou. Apenas o SBT, mesmo depois de seu principal noticioso e ocupando parte das novelas As aventura da Polyana e Cúmplices de um resgaste (horário nobre), tratou de exibir o pronunciamento na íntegra. Silvio Santos, que foi convidado especial do presidente no desfile de Sete de Setembro, pensa agora em apresentar aos domingos um resumo das atividades de Bolsonaro. Seria a ressurreição do antigo Semana do Presidente.

 

Diferente

Bolsonaro falou durante 31 minutos na abertura da Assembleia Geral da ONU (o recomendado seriam 20 minutos), onde repetiu todas suas conhecidas posições e insistiu que “é uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade”. Manteve o tom agressivo, mas não perdeu a compostura do cargo. E esteve muito mais à vontade do que em Davos, logo depois da posse, quando podia falar por 45 minutos e ocupou apenas oito minutos do tempo.

 

Ação conjunta

Às vésperas do discurso de Bolsonaro na ONU, o novo ativismo climático levou 230 fundos de investimentos a perceber nesse negacionismo riscos de reputação. E 130 bancos – incluindo Itaú e Bradesco – anunciaram pressão conjunta para ação rápida contra “o catastrófico aquecimento global”. Governadores de nove estados que perderam o Fundo Amazônia iniciaram negociações diretas com quem quiser investir na região.

 

Bravo

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da reforma da Previdência no Senado, ficou muito bravo com Davi Alcolumbre, presidente da Casa, pelo adiamento da votação da proposta.

 

Dividida

Ciro Gomes e Fernando Haddad gostariam de ser candidatos ao Planalto à frente de grande bloco da esquerda nacional. Até agora, nem sombra disso está no ar e cresce a lista dos pré-presidenciáveis a começar pelos mesmos Ciro e Haddad. E tem mais: o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), coordenador da frente de esquerda “Povo sem medo”, Guilherme Boulos (PSOL), o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (de novo) e o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

 

Candidato especial

Bolsonaro quer emplacar o presidente da Santa Casa de Juiz de Fora, Renato Loures, um dos responsáveis “por salvar sua vida” como candidato à prefeitura da cidade. O médico teria de deixar o PDT e se filiar ao PSL, comandado por Luciano Bivar. Loures, contudo, não quer sair candidato à prefeitura de Juiz de Fora: quer tornar a Santa Casa de lá um dos melhores hospitais do país até 2023 – e conta com Bolsonaro, claro.

 

Órgão especial

O governo está empenhado em criar uma espécie de Conselho de Segurança do Bioma e do Território, organismo que centralizaria todas as questões que tangenciam o meio ambiente, ou seja, um “Estado Maior” que se reportaria diretamente ao Presidente. Teria muitos atores atuando isoladamente ou em conjunto, misturando-se Forças Armadas, PF, Incra, Ibama, Conama, Funai, ministérios da Justiça, Agricultura e Meio Ambiente e Ministério Público, só para começo de conversa.

 

Mais ambiente

A ideia desse “Estado Maior” é embrionária, mas deveria envolver uma série de variáveis cruzadas: Defesa, segurança territorial, agronegócio, preservação do bioma, políticas indígenas, relações comerciais unilaterais e outros ingredientes. Bolsonaro também estuda conceder a investidores privados dois grandes perímetros territoriais da Amazônia: a Reserva Nacional do Cobre e a Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Esse assunto passaria também a ser conduzido por instância superior do Poder, ligada à Presidência.

 

Amigos

Circula na internet um vídeo com montagem de alguns eventos organizados pela Lide, empresa fundada pelo governador João Doria (agora, gerida por familiares), que, vira e mexe, premia figuras nacionais. No vídeo, desfilam Beto Richa, ex-governador do Paraná (preso três vezes), Marcelo Odebrecht (acaba de ser solto), Eduardo Cunha (cumprindo pena) e, de quebra, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, na prisão, condenado a 234 anos de detenção. Doria chama Cabral, a propósito, em seu discurso, de “meu amigo de menino”.

 

Chegou na frente

A Globo andava de olho na âncora da TV Brasil, Luciana Barreto, negra por sinal. Douglas Tavolaro, da futura CNN Brasil, foi mais rápido: ela é mais uma contratada da emissora. Deverá ter um jornal na hora do almoço e poderá fazer intervenções nos demais.

 

Tentativa

Numa tentativa de reaproximação do presidente Jair Bolsonaro, o governador do Rio, Wilson Witzel, depois de alguns ataques e que vem sendo pressionado com críticas duras sobre sua política de segurança pública, elogiou o discurso de Bolsonaro na ONU. Em seu Twitter escreveu: “Muito importante a fala do presidente Jair Bolsonaro na ONU, ao reforçar o novo momento do Brasil, em que a liberdade econômica é condição fundamental para a liberdade política e vice-versa. O presidente lembrou que o livre mercado e as privatizações já são uma realidade no País, que, aos poucos, se livra do atraso de um passado recente que fomentou o aparelhamento do Estado e a corrupção”.

 

Inoportuno

O governador de São Paulo, João Dória, ao contrário de Wilson Witzel, governador do Rio, atacou mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro, criticando seu discurso na ONU. “Primeiro, inadequado. Segundo, inoportuno. Terceiro, sem referências que pudessem trazer respeitabilidade e confiança ao Brasil no plano ambiental, no plano econômico e no plano político. Quarto, péssima repercussão internacional. O mundo inteiro está repercutindo pessimamente a intervenção do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas”.

 

Drogas e sexo

A atriz Maria Zilda Bethlem, 65 anos, um pouco afastada das novelas (já vez 20), que tirou a roupa em Playboy em 1985, conta em seu livro A caçadora do amor que, aos 20 anos, internada numa clínica psiquiátrica, conheceu drogas e homossexualidade. “Tinha uma interna, taurina, como todas as pessoas que gosto, que era muito sedutora”. Maria Zilda foi casada com Cesar Fernandes e Roberto Talma, teve um filho com cada um e vive atualmente com a arquiteta Ana Kalil.

 

Contra Kajuru

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) entrou com uma queixa-crime contra o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), acusando-o de ter cometido 27 crimes de calúnia, injúria e difamação. Nas redes sociais, Kajuru chamou Doria de “sujo”, “mentiroso”, “picareta social”, “falso”, “gangster anti-Brasil”, “malandro”, “lixo não reciclável”, “bandido”, “canalha”, “ingrato” e “vigarista”, entre outros tantos. Além disso, disse que ele comandava “uma quadrilha no Detran” e teria nomeado uma amante para cargo especial.

 

Bife de chorizo

Noite dessas, depois de um dia em que enfrentou três cirurgias no luxuoso hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde é cirurgião-chefe (foi quem operou Jair Bolsonaro), o médico Antônio Luiz Macedo, ainda de branco, traçava – e estava sozinho – um bife de chorizo no Rubaiyat da Faria Lima, por volta das 21 horas.

 

Promessa

Por falar em Jorge Kajuru: ele resolveu também atacar o presidente Jair Bolsonaro, depois de saber, pelos jornais que o governo estuda liberar verba de emendas para políticos em troca de apoio político. “Assim me decepciono com Bolsonaro e acho melhor não apoiá-lo mais, pois o senhor prometeu na campanha o fim do toma lá, dá cá”.

 

Exclusiva

Jair Bolsonaro retornou ao Brasil na manhã de ontem, mas ainda nos Estados Unidos, deu uma entrevista exclusiva ao SBT. Quem acompanhou a entrevista de perto foi seu filho Eduardo Bolsonaro.

 

Único

O ministro Sérgio Moro assistia, com assessores, pela televisão, o discurso de Jair Bolsonaro na ONU, quando foi brindado com generosa referência do presidente, que o chamou de “símbolo do meu país”. Moro apenas sorriu: era uma espécie de atestado de estabilidade do ministro que já desfilara ao lado do Chefe do Governo no chão onde acontecia a parada de Sete de Setembro e ainda inspirava dúvidas sobre as relações entre eles.

 

O que faltou

Nos sites de humor, o discurso de Bolsonaro na ONU até ganhou elogios e alguns deles apenas reclamavam que faltou uma única expressão final. Achavam que o Chefe do Governo deveria ter enfiado um “Talquei?”.

 

Dois livros

Amanhã, a partir da 18h30, na Livraria da Vila (Alameda Lorena), em São Paulo, o desembargador, palestrante e conferencista (já foi cotado para o Supremo), José Renato Nalini lança dois novos livros: Sinônimos e antônimos de Brasil: Ensaio sobre o país dos contrários, com João Pedro Paro e Justiça – Uma questão de educação.

 

Religião

Em alguns momentos de seu discurso na ONU, Bolsonaro parecia colocar para fora o mesmo que ouviu das falas de Olavo de Carvalho e Ernesto Araújo. Um trecho: “A ideologia invadiu a própria alma humana para dela expulsar Deus e a dignidade com que ele nos revestiu”.

 

Vexame

O PT – e nem poderia ser diferente – criticou o discurso de Jair Bolsonaro. Em nota publicada no site oficial tem certo trecho que diz: “Jair envergonha o povo brasileiro ao tentar justificar a destruição que provoca no país, desmontando estatais, prejudicando os mais pobres e instaurando a censura e o preconceito”. A presidente petista também ataca o discurso dizendo que foi um vexame completo. “Não trouxe nada de concreto e se resumiu a uma guerra ideológica contra governos, ONGs, militantes e a imprensa. Não apresentou nenhuma solução para o desmatamento na Amazônia. Um completo vexame”.

 

Calúnia

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, usou seu Twitter, para criticar o discurso de Jair Bolsonaro, que fez ataque a Cuba. “Eu rejeito categoricamente as calúnias de Bolsonaro sobre Cuba. Ele está delirando e anseia pelos tempos da ditadura militar. Ele deveria cuidar da corrupção de seu sistema de Justiça, governo e família. Ele é o campeão do aumento da desigualdade no Brasil”.

 

Laços de Família

O novo secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, é conterrâneo de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Ele é representante da família tradicional do Amapá, que tem laços com a família de Alcolumbre. o nome do avô do novo secretário está no livro Personagens ilustres do Amapá e o escritório político da Alcolumbre fica na rua Professor Tostes, 1822. A escola pública de Santana, segundo município mais importante do Estado chama-se “Professor José Tostes” e por aí vai.

 

Contra Roseane

Ainda o novo secretário da Receita Federal: José Barroso Tostes Neto, em 2002, comandou operação da Receita contra a então governador do Maranhão, Roseana Sarney, em meio a investigações na Sudam. O alvo era um empreendimento irregular no Maranhão, chamado Usimar: prévia da instalação de uma fábrica de autopeças em São Luis e foi aprovada em 1999 em reunião do conselho deliberativo da Sudam, então presidida por Roseana.

 

Ao contrário

Augusto Aras, antes mesmo de sua sabatina no Senado para ocupar a PRG, enviou carta formal ao presidente Jair Bolsonaro agradecendo sua escolha. Foi rito diferente do adotado por Raquel Dodge que, escolhida para substituir Rodrigo Janot, teve um famoso encontro com o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, tarde da noite e fora da agenda oficial.

 

Não para

A cantora Iza não para. Mesmo com agenda lotada e de integrar a equipe de técnicos do The Voice Brasil que termina no próximo dia 3, aceitou mais um convite: será rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense carnaval de 2020.

Frases

 

    “Não levo caprichos nem arbítrios para vida pública: meu guia é a Constituição e as leis do país.”

de Augusto Aras, candidato a PGR