O mercado financeiro viveu nesta segunda-feira (14) um dia típico de feriado, como realmente foi nos Estados Unidos, com a diferença que as festividades do Dia de Colombo (o Cristóvão) não interrompe as negociações nas Bolsas de Nova York.
O resultado foi um dia de baixo volume de negócios e pouca oscilação nos mercados. As Bolsas asiáticas avançaram, ainda na esteira do acordo firmado entre Estados Unidos e China para interromper a escalada da guerra comercial, enquanto os principais índices europeus e americanos tiveram leve queda.
No Brasil, o Ibovespa subiu 0,45% e fechou a 104.301 pontos. Mas o giro financeiro foi de R$ 10,850 bilhões, abaixo dos cerca de R$ 16 bilhões de média diária que têm sido registrados ao longo deste ano.
As ações dos bancos privados avançaram cerca de 1,5%, enquanto os papéis da Vale cederam 1,3%, limitando a alta do principal índice acionário do país.
A Bolsa brasileira se firma no positivo ainda apoiada por investidores locais: a saída de estrangeiros apenas em outubro supera os R$ 10 bilhões e alcança mais de R$ 30 bilhões no acumulado do ano.
O mercado local sustenta a Bolsa apesar da espécie de compasso de espera em que entrou, enquanto aguarda a aprovação da reforma da Previdência, que depende do último aval do Senado. A votação está prevista para a próxima semana. Enquanto isso, a pauta ainda está centrada na queda de braço entre Estados Unidos e China e nos demais desdobramentos do mercado internacional.
A saída de estrangeiros do país, reflexo principalmente da incerteza global, também afeta o mercado de câmbio. A moeda americana voltou a subir ante o real e fechou esta segunda a R$ 4,1270 (+0,75%).
No exterior, de uma cesta de 24 moedas emergentes, o dólar se valorizou ante 16.