Bolsa cobiçada merece uma Confraria

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Tem confraria de vinho, amigos, cerveja, até de alcachofras. E tem também de bolsas, mas essa é o nome da marca brasiliense, sinônimo de objeto do desejo de mulheres de Norte a Sul do país – as confrades da designer Ana Paula Braga Fernandes de Ávilla e Silva. A Confraria, que festeja a maioridade de 21 anos, é também presença obrigatória no salão de negócios do Minas Trend Preview, pois as lojistas sempre aguardam as novidades vindas do Distrito Federal.

E, em Curitiba, mais uma vez as clientes da Bazaar Fashion poderão contar com os lançamentos de outono-inverno 2019, pois as empresárias Andrea Omeiri e Marcia Almeida não só encomendaram modelos de bolsas bem originais (de tiras de couro –  vão adorar!), como também providenciaram um toque especial para a loja: máquina de Nespresso personalizada.

Ana Paula, que une moda e gastronomia  no Shopping Píer 21, de Brasília, no Confraria Café Boutique, personalizou as máquinas de café e também o porta-cápsulas, além de outros acessórios decorativos. E várias lojistas (são cem clientes selecionados pelo país) estão solicitando essa customização: enviam as máquinas para Brasília e a designer as “vestem” de couro estampados ou lisos. E a Linha Home torna-se outro sucesso entre as confrades.

Voltando às bolsas: a Confraria é a única empresa que, no Brasil,  usa o vachette como matéria-prima. Trata-se de um couro isento de cromo, trabalhado com resina orgânica que ativa a coloração nas bordas e é escovado a mão. Por seu processo, torna-se um produto de luxo, levando os curtumes a atuar só com exportação. No Minas Trend, com esse couro, a marca lançou 80 modelos.

Além do vachette, Ana Paula trabalha com peles de coelho e exóticas, todas certificadas, como phyton, avestruz, crocodilo, pirarucu. Nascida em Belo Horizonte antes de ir para Brasília, a Confraria há 18 anos, dos 21 de existência, tem outro objeto do desejo: as bolsas feitas de junco premium. Mineira de Jequitinhonha, a designer traz o artesanato no DNA.  E ele se expressa nessas bolsas trançadas em fina artesania.

 A preocupação com a natureza, manifestada no uso do vachette, também se estende ao junco, que é retirado pelos índios da floresta amazônica, de onde é originário, e colhido com supervisão dos órgãos competentes. Ao longo de 18 anos, Confraria responde por 200 modelos de bolsas feitas de junco e comercializadas tanto no Brasil quanto na Europa e na Ásia (a marca participa, além do Minas Trend, do Première Classe, salão parisiense de  moda).

Sejam em couro ou cipó, as peças são de fino trato, combinadas com cristais e metais. As tiragens são limitadas (não há modelos iguais em lojas da mesma cidade) e  “se não der muito trabalho, a Ana Paula não aprova”, costumam brincar os artesãos da Confraria.