Presença cativa e cativante no Minas Trend, salão de moda mineiro que festejou 25 edições em outubro, o setor de bijuterias reuniu 80 marcas sob comando do Sindijoias, presidido por Manoel Bernardes. Segundo ele, comparada a participação no primeiro semestre, houve aumento de 77 para 97 estandes e, quanto às vendas, “crescimento moderado, porém mais estável”.

Ainda que o design e a moda de Minas predominem nesse importante evento, Manoel Bernardes conta que é feito “um trabalho meticuloso de busca de novas empresas de bijuterias que agreguem valor ao mix de expositores”. Um caso notável é da marca carioca Atelier Chilaze e das nordestinas, com destaque para Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

“A nossa busca é de um mix que reflita originalidade, valor agregado e um olhar múltiplo. E para isso escolhemos as melhores marcas, mineiras ou não. O importante é que o varejista tenha uma oferta significativa que atenda às suas expectativas”.

Nessa abertura para outros olhares, pontificou a exposição Materioteca,  que  ilustra a pesquisa e a inovação de práticas sustentáveis utilizando materiais têxteis ecológicos disponíveis no mercado nacional.  Ainda que o setor calçadista seja o foco principal, “as tendências são, de alguma forma, gerais e podem ser compreendidas também pelos segmentos de bijuterias e de vestuário”, observa Manoel Bernardes. A mostra integra o projeto de design nacional, coordenado por Walter Rodrigues para o Inspiramais, salão da Assintecal, com próxima edição em janeiro, em São Paulo.

No salão de negócios do Minas Trend, entre os expositores pioneiros de acessórios é de se destacar sempre a criatividade da Heliana Lages. Cada edição um capricho a mais. Desta vez, a designer mineira que trabalha com bijuterias feitas à mão, em crochê no fio de metal, apresentou a coleção Os Impressionista. Portanto, telas de Monet, Renoir e Van Gogh emprestaram tons, romantismo, luz e delicadeza para colares, brincos, pulseiras e anéis.

Outro momento das bijus acontece na passarela, com o desfile Trendbijoux, que dessa vez  reuniu as marcas Atelier Chilaze, Carlos Penna, Lázara, Hector Albertazzi, Leguedê e Soraya Campos.  Em palestra sobre imagem e estilo, Rogéria Maciel e Sandra Carvalho repararam que o Atelier Chilaze, com muitas cores, materiais e ousadia para abordar a Amazônia em peças de resina, se insere no perfil Criativo, estilo atraente para mulheres que valorizam a arte, portanto, transitando em vários estilos para compor o look.

As consultoras destacam, ao todo, sete estilos universais que são usados e explorados pelas mulheres. Além do Criativo, o Clássico, para a mulher conservadora e atemporal (joias com pedras, pérola, ouro branco), o Elegante (acessórios feitos com materiais sofisticados), Moderno/ dramático, para mulher cosmopolita (peças mais elaboradas e com elementos grandes), Esportivo (acessórios que utilizam cerâmica, semente, fios de seda e algodão, Sensual (colares no colo e muitas vezes com animal print) e o Romântico (suas peças demonstram afetividade e são caracterizadas por tons pastéis e elementos como flores e camafeu.

Por fim, o uso de bijuterias exige equilíbrio entre corpo/rosto e roupa. Mas a regra fundamental, reconhecem Sandra Carvalho e Rogéria Maciel, é o se sentir bem – “acessório bacana é aquele que te representa”.