Bananas

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Ora, pois, no Wikipedia, se lê: “República das bananas é um termo pejorativo para um país, normalmente latino-americano, politicamente instável, submisso a um país rico e frequentemente com um governante corrompido e opressor ou por uma junta militar. Tem uma empobrecida classe trabalhadora e uma plutocracia que compreende elite de negócios, política e militares”.

Historicamente, o Brasil já foi chamado repetidas vezes de “república de bananas”. Há semanas, uma matéria sobre a Olimpíada do Japão, o The Guardian voltou a usar o termo em referência ao Brasil e nesses dias, repetiu a dose – só que sob outra inspiração: a segunda banana dada por Bolsonaro a jornalistas.

No texto, The Guardian trata de fazer uma explicação: banana de Bolsonaro são agressões nem um pouco polidas usando-se os braços.  E faz uma comparação ao “ok” dos americanos para dizer que está tudo bem e o “ok” dos brasileiros mandando seu antagonista experimentar específico ato sexual. The Guardian insiste em dizer que as bananas de Bolsonaro nada tem a ver com as frutas. É um ato ofensivo. A fruta vai bem: sete milhões de toneladas (é a mais consumida do país) e outro milhão de tonelada exportado anualmente.

Lupion fica

O general Braga Netto quer manter Alberto Lupion na assessoria especial da Casa Civil. Apesar de seus vínculos com Onyx Lorenzoni, ele é discreto, não dá entrevistas e tem bom trânsito com seus antigos colegas do Parlamento. Os dois primeiros atributos são considerados raros em figuras do segundo escalão do governo.

Não é federal

Sérgio Moro não muda sua posição, apesar da pressão do aparelho da Justiça, a começar pelo PGR Augusto Aras: ele é contrário à federalização das investigações sobre o assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Mesmo depois da morte do ex-PM Adriano de Nóbrega, ligados a Flávio Bolsonaro. Ou talvez por causa dela.

Caveira honorária

Petistas estão chamando Sérgio Moro de “fascista” porque o ministro, no casamento de Carla Zambelli, disse em homenagem à noiva: “Não é todo mundo que sai na rua com coragem para protestar, manifestar pelo bem do país. Eu, sinceramente, não sei se teria esse tipo de coragem. É uma guerreira, sem formação de PM, mas merecia aqui uma medalha de caveira honorária de tropa especial do Bope”. Carla achou que a citação de “caveira honorária” foi de bom gosto.

Mais um

Bolsonaro está disposto a levar mais um general quatro estrelas para o Palácio do Planalto. É o atual comandante Militar do Sul, general Geraldo Antônio Miotto.

Farra aérea

A farra da compra direta de passagens às empresas aéreas usando cartão corporativo continua. No governo Dilma, motivou ação da PF. O esquema objetivou eliminar as agências de viagem no processo de compra, transformar as aéreas em únicas fornecedoras pagas à vista, garantir aumento dos lucros coma “tarifa cheia” e dispensar o recolher impostos na fonte. Foram quase R$ 50 milhões embolsados em quatro anos. Nos primeiros 50 dias do governo Bolsonaro, já se gastou R$ 45 milhões em passagens, tudo à vista, tarifa cheia. O governo não economiza nada: apenas dispensa de pagar comissão às agências.

Pibinhos e pibões

Em 2018, o PIB brasileiro correspondeu a 9,08% do PIB dos EUA e a 13,73% do PIB da China. Em 2017, o Brasil era oitavo colocado no ranking mundial com um PIB de US$ 2.055,5 bilhões e em 2018, desceu para o nono colocado com um PIB de US$ 1.868,6 bilhões. Em 2018, o PIB dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foi de US$ 20.284,7 bilhões, praticamente o mesmo PIB dos EUA, que foi de US$ 20.580,2 bilhões.

Pergunta e resposta

Dias desses, Natuza Nery entrevistava o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na GloboNews e, à certa altura, perguntou se o governo tinha algum objetivo em convidar muitos militares para ministérios e outros postos. E aí, Flávio: “Se o governo quisesse ladrões, convidava o PT”.

De propósito

Criticando pelos erros de português que comete, Abraham Weintraub, ministro da Educação, resolveu cometê-los de propósito, esta semana no Twitter: “Oje, integramos 120 ônibus escolares a municípios de São Paulo. No ano paçado, mais de 1300 foram entregues em todo Brasil”. E morreu de rir, com o dicionário do lado, para qualquer eventualidade.

Marchinha

Paulo Guedes inspirou marchinha carnavalesca dos Marcheiros, do Rio: “Se eu contar, ninguém acredita/ tive um sonho e acordei passando mal/ o meu insider trade virou parasita/ e o boletim não chegou na pactual/ fugi pra Disney, para escapar desse BO/ Eu de doméstica ali na imigração/ o americano, veja só/ falou tchutchuca, tenha só/ não tem escola de Chicago ou tubarão/ para algemar e manda pra deportação/ ai, que baixo astral/ que foi meus pensamento liberal/ … e o pibinho, ó!”.

 

 

Outra

O coronavírus atingiu a Samsung no Brasil. Com a paralisação de fábricas na China, as subsidiárias enfrentam dificuldades para repor estoques de componentes. Em alguns modelos de smartphone, só há peças para uma semana de produção.

Big business

A compra de 80% do banco digital BanQi pela ViaVarejo, anunciada há dias, é só a ponta da corda. Michel Klein já teria um investidor internacional disposto a se associar ao negócio. Quem viver, verá.

 

Convidado

Circula pelas redes sociais, vídeo de João Pedro Stédile, presidente do MST, falando sobre a nova política do Papa Francisco, que o convidou, pagando passagem e hotel para sua estadia em Roma, para participar de seminário sobre população sem-terra e assuntos semelhantes. Será um seminário sem a participação dos “conselheiros” do Vaticano apenas: terá líderes de movimentos sociais de diversos países.

 

Mais um

Humorista da Globo tem uma predileção para fazer gozações com católicos: esta semana Paulo Vieira resolve fazer paródia de mau gosto de uma oração para Nossa Senhora, que repete refrão dos fiéis: “Maria passa na frente”. A mesma oração emenda: “E resolve aquilo que somos incapazes de resolver”. Ou outra mais comprida: “Pisa na cabeça da serpente/ interage junto a Jesus/ Cruz sagrada da minha luz”. Da audiência não poderia se esperar muito: 1,7 ponto.

 

Compra-se

No começo do ano, a JHSF foi publicamente criticada por um de seus sócios na área de restaurantes (Gero e Fasano), Alexandre Accioly. Ele disse existir “irregularidades” na gestão da operação. Afirmava que o negócio recebia valores de contratos com patrocinadores, mas o repasse não era feito às empresas. Zeco Auriemo diz que os comitês internos da JHSF analisaram as questões e não foram encontradas irregularidades. Agora, quer comprar a parte de Accioly.

 

 

 

Banida

Foi banida do repertório das bancas carnavalesca do Rio e de São Paulo, a famosa marchinha Tomara que Chova, de Paquito e Romeu Gentil, de 1951. Fazia grande sucesso porque, na época, faltava água, vira e mexe, nas duas cidades (muito mais no Rio). Hoje, espalha terror.

 

Escandaloso

Nas redes sociais circula vídeo de Davi Alcolumbre, dançando e rebolando com seu pai. Os protestos dizem que mais escandalosa que seja a dancinha, é pouca coisa perto da nova decisão dele. Imita Rodrigo Maia, da Câmara, os contribuintes é que pagam plano de saúde para filhos até 33 anos de que trabalha no Senado.

 

Influência

A farra em defesa do pacto federativo divulgada nesses dias – muito mais um pretexto para atacar publicamente Jair Bolsonaro – mostra influência de Wilson Witzel entre seus pares. Ele entrou em contato diretamente com 16 dos outros 19 signatários do manifesto.

 

“Embaixadas”

Depois de Xangai e Dubai, o governador João Doria vai abrir um escritório de representação de São Paulo em Nova York. Nos tempos da Embratur, também inaugurou escritórios do governo, fechados posteriormente. Os mais entusiastas da candidatura de Doria ao Planalto chamam os escritórios de “embaixadas do João”.

 

Não resolve

Nesses dias Rodrigo Maia, presidente da Câmara, disparou: “Tem pessoas no governo que ainda acham que atacar o ex-presidente Lula vai resolver a qualidade da educação, vagas no hospital, reduzir a violência ou o desemprego. Esse ambiente de fake news não gera soluções para os problemas gerais da sociedade brasileira”. Ninguém entendeu o que ele quis dizer.

 

Só pensa naquilo

O ex-presidente Lula acaba de fechar um acordo para o PT apoiar no Rio a candidatura de Marcelo Freixo (PSOL) para a prefeitura. Em São Paulo, Fernando Haddad continua resistindo: não quer saber da prefeitura, só pensa no Planalto.

 

Plano B

Bolsonaristas de São Paulo estão convencidos de que José Luis Datena não sai candidato a nada. E começam a pensar num plano B que pode ser o ex-vereador Andrea Matarazzo. Gilberto Kassab, dono do PSD, já iniciou suas costuras. Detalhe: Marta Suplicy não quer ser candidata. Só sai se for na vice de Haddad.

 

Frases

“Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”,

Jair Bolsonaro contra a jornalista Patrícia Campos Mello.