Desempenho confirma aumento da produtividade do Corredor de Exportação. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Números do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá mostram que a produtividade do complexo está maior. De janeiro a agosto deste ano, pelos três berços exclusivos, foram 500 mil toneladas a mais de carga em relação ao mesmo período do ano passado, com praticamente a mesma quantidade de navios.

De janeiro a agosto deste ano, 235 navios graneleiros foram carregados pelo Corredor de Exportação, com diferença de apenas um navio na comparação com 2018. Já o volume embarcado aumentou de 13,5 milhões para 14 milhões.

Em média, um navio do Corredor de Exportação recebe 60 mil toneladas de carga – soja (em grão ou farelo) e milho. Essa diferença de meio milhão de toneladas que este ano foi carregado a mais seria suficiente para encher os porões de mais de oito embarcações.

“Estamos trabalhando de maneira mais produtiva e eficiente. As campanhas de dragagem realizadas pela administração dos portos possibilitam que navios maiores, com maior programação de embarque venham à Paranaguá”, afirma o diretor-presidente da empresa Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Como explica o chefe da Divisão de Silos, Gilmar Francener, isso significa que os navios estão carregando mais em Paranaguá. Ele lembra que, este ano, inclusive, um navio chegou a carregar 90.110 toneladas de farelo de soja, o Lan Hua Hai.

RECORDES – Francener destaca ainda outra grande marca: em 28 de agosto último, o Corredor de Exportação atingiu a marca de 138.989 toneladas embarcadas em um único dia, período de 24 horas. O recorde anterior de embarque diário foi em 16 de setembro de 2017, com 134.057 toneladas.

Isso significa mais de 23.166 toneladas carregadas, por shiploader (equipamento utilizado para o carregamento dos granéis nos porões do navio); mais de 965 toneladas embarcadas por hora, pelos seis carregadores – dois em cada berço.

Em junho deste ano, lembra o chefe da divisão de silos, foi atingida a marca de 2.291.024 toneladas embarcadas em um único mês.

“Nosso objetivo é seguir ganhando em eficiência e produtividade. Essas metas serão alcançadas com as campanhas de dragagem de manutenção contínuas, já em andamento; com o repotenciamento dos equipamentos, que está em fase de licitação do projeto, além de gestão operacional inteligente, redução dos tempos e maximização da produtividade”, afirma Francener.

O tempo médio de atracação, no Corredor, está em 65:55 horas, ou seja, menos de três dias de operação.