As porcelanas raras da casa-museu

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Casa-Museu Ema Klabin: a antiga residência de 900 m² foi inspirada no Palácio de Sanssouci, em Potsdam, Alemanha

Para quem vai a São Paulo e reserva tempo em sua agenda para atividades culturais, uma dica é visitar a recém-reaberta Casa-Museu Ema Klabin (r. Portugal, 43, Jardim Europa).

O espaço reúne mais de 1.500 obras, entre pinturas do russo que viveu na França Marc Chagall e do holandês Frans Post, dos modernistas brasileiros Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Lasar Segal, talhas do mineiro Mestre Valentim, mobiliário de época, peças arqueológicas e decorativas. E uma biblioteca com acervo mais de três mil volumes, muitos deles raros.

E, até 31 de março, além de conhecer o acervo permanente, o público poderá conferir a Exposição de Porcelanas da Coleção de Ema Klabin que, devido ao sucesso. Com curadoria do arquiteto Paulo de Freitas Costa, a mostra apresenta 39 peças raras das manufaturas de Sèvres, Berlim, Viena, Meissen, Limoges, Coalport, entre outras. E traça um panorama histórico da porcelana, revelando sobre o espírito de uma época, seus hábitos e costumes.

 

Ema Gordon Klabin (1907-1994) foi uma empresária brasileira – nasceu no Rio de Janeiro e morreu em São Paulo – mecenas e colecionadora. De acordo com o site da Fundação que leva seu nome, Ema deixou-se seduzir pelo fascínio e sofisticação da porcelana, presente na decoração de todos os ambientes de sua casa. Desse conjunto, a porcelana chinesa de exportação possui o maior destaque, já que muitas peças pertenceram aos serviços trazidos por D. João VI em sua chegada ao Brasil em 1808. Ela também reuniu uma representativa coleção de porcelana europeia.

As visitas mediadas à Fundação Ema Klabin, assim como à exposição de porcelanas, podem ser feitas de quarta a domingo, das 14h às 17h, com permanência até às 18h, e duram em média uma hora. Aos sábados, domingos e feriados, o ingresso é gratuito; de quarta a sexta, custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).