Antes

Um imóvel com 30 anos, um casal com duas filhas, mas que agora recebe os netos em casa, um orçamento controlado e muitas ideias na cabeça. Parece roteiro de reality show de reforma, mas foi o briefing recebido pela arquiteta Ana Johns para elaborar um projeto que mudaria totalmente os ambientes de uma casa de 120 metros quadrados, localizada em Curitiba (PR).

A prioridade dos clientes era com relação à área social e os espaços de armazenamento. Por se tratar de uma casa antiga, toda a área social tinha uma configuração com pequenos cômodos separados: uma sala de estar e jantar, uma copa e uma cozinha, o que desagradava os moradores, que não conseguiam realizar as atividades do dia a dia juntos. “A cliente se incomodava muito com o fato da família estar reunida na sala e ela ficar sozinha na cozinha preparando as refeições ou realizando tarefas domésticas”, explica Ana Johns. A proposta apresentada com o projeto, foi de uma mudança radical em toda a área social da casa, com retirada de paredes, mudança de pontos elétricos, uma transformação geral com relação ao existente.

Depois

Segundo a arquiteta, outra mudança significativa na estética da casa, foi a troca total de revestimentos, que estavam datados pela época em que o imóvel foi construído.“Para o piso, optamos pelo mesmo porcelanato em toda a casa. A cozinha foi modernizada com o uso de uma composição com três cores do revestimento Bella Vita da Portinari, em formato de espinha de peixe. Os banheiros também ganharam cara nova com revestimentos claros e detalhes dentro do box”, complementa Ana.

Para solucionar a questão do armazenamento, a profissional optou por móveis sob medida, tendo o melhor aproveitamento para cada cômodo. Ter a “ponte” de armário nos quartos foi algo que os clientes fizeram questão. Para isso, foi preciso trabalhar com o design de forma que o ambiente não ficasse carregado ou com aspecto antiquado. O uso da iluminação no mobiliário também foi uma solução adotada para dar mais funcionalidade às peças. “A cozinha foi um dos ambientes que precisou de um cuidado maior. Sendo assim, optamos pelo uso de gavetões e outras soluções semelhantes para conseguir agregar praticidade ao guardar e achar os utensílios”, comenta a arquiteta.

Os desafios foram muitos, tendo em vista a idade do imóvel e o fato de que os proprietários ficaram morando nos fundos da casa durante a obra. “Como não tínhamos os projetos antigos da casa, a execução teve que ser realizada com mais cautela para evitarmos surpresas ao longo do processo. O prazo de obra, montagem do mobiliário e mudanças no projeto, também foram um desafio para não aumentar o prazo de entrega e atrapalhar a rotina do casal”, finaliza Ana Johns.