Há momentos em que tenho a impressão de que vivemos um momento de alienação coletiva. O país emborca, o PIB desaba, o desemprego aumenta, corremos o risco de recessão e inflação incontrolável e, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro volta à cena com o tom do otimismo retumbante, eivado de um ufanismo que beira o ridículo. E há uma multidão que o segue.  Manifestações bolsonaristas acontecem em diversas cidades do país. Podem ser grandes ou não, isso pouco importa. O incrível é um presidente da República, seis meses depois de assumir, precisar de gente nas ruas em sua defesa. Nem Fernando Collor de Mello, o caçador de marajás que confiscou a poupança, conseguiu perder tanto apoio em tão pouco tempo.

Vejam, os atos foram convocados com apelos golpistas de fechamento das instituições que estariam atrapalhando o capitão governante. Ou seja, pediam para fechar o Parlamento e o Poder Judiciário. Isso significa pregar o fim da democracia. Até Bolsonaro, que incitara tudo e todos contra os políticos e a política, propagando aos quatro ventos que o país era ingovernável sem conchavos, tratou de liderar o rearranjo do discurso.

Ora, pois, a Câmara dos Deputados tocou suas pautas, aprovou a reforma administrativa sem o Executivo ter de se render a qualquer barganha, derrotou o governo no Coaf e na Funai. Bolsonaro baixou a bola, elogiou o Parlamento, colheu vitórias. O STF se voltou para a sua agenda, com temas importantes como criminalização da homofobia. Ainda que por alguns poucos dias, viu-se algo parecido com a normalidade.

“Escola sem partido”

“Ele não é de competência deste Legislativo e é inconstitucional. Há um convencimento de que o projeto é impróprio e tenho a convicção de que a Alep nunca o aprovará, pois há muitos aqui de bom senso e razoáveis, que honram os bons argumentos. Todos sabem que um projeto como esse não vai melhorar em nada o processo ensino-aprendizagem, pelo contrário, isso só leva ao acirramento de posicionamento e de ânimos”, ressaltou.

Pela universidade

Estudantes e representantes de entidades estudantis e de sindicatos de trabalhadores participam hoje (30), em várias cidades do país e também no exterior, de atos contra o contingenciamento de verbas públicas para universidades federais. Segundo a União Nacional dos Estudantes (UNE), há previsão de mobilizações em 143 municípios do país. É a segunda vez este mês em que os manifestantes vão às ruas em defesa de manutenção de recursos para o ensino superior. No Facebook, o protesto de Curitiba contava até as 17 horas de quarta com 13 mil confirmações e 35 mil interessados. Os metalúrgicos da Grande Curitiba confirmaram que vão participar da mobilização na Praça Santos Andrade, ao lado de professores, estudantes e demais categorias de trabalhadores.

Reeleição de Greca

Até agora, ninguém ameaça Greca. Os analistas do Centro Cívico se debruçam sobre as pesquisas de opinião e todos concluem que Rafael Greca de Macedo até agora é imbatível. Não há candidato de oposição que consiga chegar próximo do índice de prestígio e popularidade do prefeito. Seus adversários vivem momento eleitoral ruim. Dependeriam de apoios como o do governador Ratinho Jr, mas este já mostrou, em diversas ocasiões, que pode apoiar o próprio Greca, a despeito de ter em seu governo um candidato que já se lançou, Ney Leprevost, e outro de suas hostes, Fernando Francischini, campeão de votos.

Sem oposição

A falta de opositores, as circunstâncias e as novas regras animam, por enquanto, uma pensa graúda de candidatos. Mesmo Gustavo Fruet, que fracassou como prefeito, se anima, embora seus índices em pesquisas sejam pífios. A população não esquece sua administração chinfrim. Amanhã, sexta-feira, ele deverá tentar mais uma vez ser indicado pelo PDT para disputar o cargo. Nesse panorama, na falta de alguém na oposição que empolgue o curitibano, surgem fórmulas duvidosas, como a do Partido Novo, que contratou uma agência de caça-talentos para encontrar um candidato ao cargo.

Guedes libera FGTS

Com a economia brasileira estagnada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta quinta-feira, 30, os planos do governo de liberar saques de recursos de contas do PIS/Pasep e do FGTS, tanto ativas quanto inativas. “Vamos liberar os saques do PIS/Pasep e FGTS muito em breve, assim que saírem as reformas. Nas próximas três semanas, vamos anunciar muitas coisas”, afirmou. O governo já vinha estudando liberar os saques de PIS/Pasep e FGTS para aquecer a economia.

Torneiras abertas

O ministro disse que as “torneiras” de recursos não podem ser abertas sem mudanças fundamentais para evitar “voo de galinha”. “Na hora que você faz as reformas e libera isso, é como se fosse uma chupeta de bateria, você dá a chupeta com a certeza que o carro vai andar”, comparou. Segundo Guedes, o desenho para a liberação do PIS/Pasep está pronto, mas o governo decidiu analisar também a autorização de saques do FGTS, o que atrasou o processo. “Cada equipe está examinando isso, não batemos o martelo ainda”, ressalvou.

Economia encolhe 0,2%

A economia brasileira iniciou 2019 com contração no primeiro trimestre, com fraqueza em indústria, agropecuária e investimentos, na primeira queda trimestral desde o fim de 2016 e confirmando o quadro de dificuldades da economia e as preocupações com as perspectivas. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve recuo de 0,2% no primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2018, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contração

Essa é a primeira contração trimestral desde os três últimos meses de 2016, em meio à profunda recessão de 2015-2016, da qual a economia ainda não conseguiu se recuperar. Agora, o país corre risco de sofrer nova recessão, aumentando a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro. A economia também enfrentou choques, com a produção industrial sofrendo abalo na esteira do rompimento de barragem da Vale em Brumadinho (MG), no fim de janeiro.

 

 Bolsonaro delira

O presidente Jair Bolsonaro procurou mostrar otimismo nesta quinta-feira, após o anúncio da queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre, e afirmou que o Brasil necessita de mudanças, mas está próximo de entrar “de vez no caminho da prosperidade”. “Nós do governo, juntamente com os presidentes da Câmara, do Senado e do STF, parlamentares, ministros e autoridades, temos oportunidade ímpar de fazer história ao lado da população brasileira. Estamos muito próximos de colocar nosso amado país de vez no caminho da prosperidade.” Segundo Bolsonaro, o Brasil tem tudo para dar certo e precisa que sejam realizadas “as mudanças necessárias, que gerarão bons frutos no presente e, principalmente, no futuro”.

Raque no páreo

Grande grupo de procuradores está organizando, para a semana que vem, em Brasília, um jantar em homenagem à Raquel Dodge, procuradora-geral da República. Este é mais um indício que Raquel está em campanha para permanecer no cargo (seu mandato termina em setembro), mesmo não constando na lista de candidatos da Associação Nacional dos Procuradores da República. O presidente Jair Bolsonaro já avisou que seu candidato à PGR não sairá da lista tríplice que lhe será apresentada. A lista tem valor simbólico: é apenas uma tradição. Em rodas mais íntimas, o Chefe do Governo já teria comentado sua predileção por Raquel.

 

Quase zero

O café da manhã de terça-feira (28) com Bolsonaro, Dias Toffoli (Supremo), Rodrigo Maia (Câmara), Davi Alcolumbre (Senado), mais os ministros Onyx Lorenzoni, Augusto Heleno e Paulo Guedes, que deveria lançar um “pacto federativo”, com prioridades que o país necessita, ficou quase no zero. De prático, apenas Toffoli já havia apresentado um papel com essas prioridades, que será discutido pelo governo e ganhando redação final. Rodrigo Maia, presidente da Câmara, não se comprometeu: avisou que precisa consultar as lideranças da Casa.

 

Caricatura

Na novela de Walcyr Carrasco A dona do pedaço, passaram-se 20 anos e Maria da Paz (Juliana Paes) ficou rica, é dona de uma rede de confeitarias e o personagem virou uma caricatura com excessos (até cansativos para o telespectador). Roupas extravagantes, colares, pulseiras, e depois de tanto tempo não envelheceu. Entre críticos da novela, a personagem teria sido inspirada em Val Marchiori, Sylvia Design, Zilu ex-Camargo, Lilian Gonçalves e Andrea Nóbrega, que tiveram vida semelhante.

Desconfiança

Ainda o café da manhã entre representantes dos Três Poderes em busca de um “pacto federativo”: analistas consideraram a reunião “para inglês ver” e para todos posarem juntos para a fotografia. Um dos integrantes até contou que “havia um clima de desconfiança” no ar e Rodrigo Maia pediu, na frente de todos, empenho do “governo” para conquistar mais votos para aprovar a Nova Previdência.

 

Volta ou não

O próprio Marco Antônio Villa, historiador e integrante do programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan, contou que recebeu comunicado de José Carlos Pereira, um dos vice-presidentes da emissora, dispensando-o por 30 dias – e ele ainda vai decidir se volta. A Jovem Pan distribuiu comunicado garantindo que ninguém “pediu a cabeça” de Villa.

 

Com empresários

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, quer reunir muitos pesos-pesados da indústria de São Paulo num encontro que está marcado pra o próximo dia 10 com o presidente Jair Bolsonaro. Skaf quer organizar um sistema de perguntas que serão encaminhadas através de assessores da presidência da entidade. Será a primeira vez que o Chefe do Governo tem contato direto para esse bloco do empresariado.

 

“Cara de bolacha”

Quem assiste A dona do pedaço já viu a transformação de Mônica Iozzi, agora totalmente loira. Ela acha que a tintura e o corte de cabelo, com direito a franja, reduziram o que ela mesma chama de “cara de bolacha”.

 

Solitário

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) fez sozinho o papel de obstrutor da pauta durante o debate da reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Não conseguiu impedir que a CCJ aprovasse a admissibilidade da proposta da reforma, mas falou durante quase uma hora. Tinha gente dormindo nas cadeiras e outros foram almoçar durante o interminável discurso do deputado solitário.

 

Manobra calculada

Nove entre dez marqueteiros argentinos já entenderam porque Cristina Kirchner preferiu sair (estava na frente nas pesquisas) de candidata à vice-presidência na chapa de Alberto Fernandez. Ela acha que seria derrotada de qualquer maneira. Ou seja: se perderem, Cristina continuará senadora. Se fosse candidata à Presidência teria de renunciar ao Senado, numa época que desaba sobre sua cabeça um festival de denúncias de corrupção.

 

Inconformado

O ex-publicitário Roberto Justus está mais do que inconformado com pífia audiência do programa O Aprendiz que ele apresenta na Band e até desconfia dos números apresentados pelo Ibope. Nessa nova edição, o programa tem dado 1% de audiência.

 

Ladeira abaixo

A perspectiva de um crescimento em 2019 na casa de 1% – ou até menos – ganha cada vez mais força. Para piorar, as expectativas para 2020 têm sido rebaixadas. Hoje, vários analistas esperam um avanço de 2% no ano que vem. Há alguns meses, eram mais comum projeções entre 2,5% e 3%. Os mais pessimistas acham até que 2020 o crescimento poderá repetir o 1% deste ano.

 

Além dos limites

Ainda o café da manhã no Alvorada: na história política do país não há nenhum pacto com a participação do Judiciário. É simples: o Judiciário não pode fazer pactos sobre assuntos que vai julgar, como a própria reforma da Previdência, principal ponto do acordo político. Hoje, no Judiciário, é a reforma trabalhista que está sendo disputada. Aí, o Supremo assume tarefas do Legislativo, como tem acontecido frequentemente e provoca mal-estar – além de violar a Constituição.

 

Troca de barco

O deputado federal Aécio Neves deverá mesmo ser expulso do PSDB. Com futuro indefinido, o neto de Tancredo deverá se abrigar no Cidadania (ex-PPS).

 

Ignorar

Mesmo tendo cessado seus ataques aos militares, o ex-astrólogo Olavo de Carvalho continua com sua artilharia apontada para o Brasil. Em entrevista a BBC News Brasil, o general Eduardo José Barbosa, presidente do Clube Militar, que já foi comandado por Hamilton Mourão, disse que a missão é ignorar Olavo. “Ele chegou a atacar até o ex-comandante do Exército, general Villas Boas, que é carismático, bem quisto por todo mundo. Quando ele partiu para essas agressões, nossa decisão foi abandonar, não alimentar mais essa fogueira. Nós percebemos que nos bastidores de Brasília parece que a decisão foi semelhante”.

 

Pode cair

O decreto de flexibilização de uso de armas de fogo do presidente Jair Bolsonaro corre sério risco de ser derrubado no Senado, se não houver algumas modificações. Existem dois relatórios na CCJ do Senado, que mostram a inconstitucionalidade do decreto.

 

Confirmado

A cantora Iza, que comanda o Música Boa no canal Multishow e comandou parte da terceira temporada do Só toca top, na Globo e está em alta: acaba de ser confirmada como jurada (técnica) do The Voice Brasil para a oitava temporada. A cantora entra no lugar de Carlinhos Brown, que se dedicará apenas ao The Voice Kids. O resto do elenco continua o mesmo (Ivete Sangalo, Lulu Santos e Michel Teló) e apresentação de Tiago Leifert.

 

Tomando as dores

Ainda sobre as manifestações contra o Congresso e STF e pró-Bolsonaro, no último domingo: um dos mais atacados com direito boneco inflável gigante foi Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Maia não falou publicamente, mas não gostou dos ataques direcionados a ele. Quem tomou suas dores foi Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência que o defendeu: “Não há sentido você atacar alguém que tem papel fundamental para a reforma, querendo a reforma”.

 

Almanaque

Para quem não sabe e especialmente aqueles que são loucos por um falso diploma de Harvard: todos os diplomas da tradicional instituição são escritos em latim.

 

Barrado

A Câmara Legislativa do Distrito Federal rejeitou projeto do ex-deputado Wellington Luiz que concedia título de Cidadão Honorário de Brasília ao ex-presidente Michel Temer. A decisão foi unânime.

 

Mais um

O que não falta no governo Bolsonaro são ministros delirantes: agora, entrevistado no programa Roda Viva, o titular da Saúde, Luis Henrique Mandetta quer acabar com a gratuidade universal do SUS. Não sabe bem como fazer isso, mas sua ideia é “provocar essa discussão no Congresso”.

 

Reconhecida

A Síndrome de Bornout, que apresenta sintomas de esgotamento ao trabalhador, mais depressão e ansiedade (Izabela Camargo teve isso e depois foi afastada da Globo) está sendo devidamente reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Em 2022, a síndrome ganhará seu espaço na relação oficial de doenças da OMS. Na grande mídia, à propósito, já teve início grande discussão.

 

Mais poder

Na noite de terça-feira (28), o presidente Bolsonaro comentava: “Hoje pela manhã, tomando café com Dias Toffoli, Alcolumbre e Maia, eu disse a Maia: com a caneta, eu tenho muito mais poder do que você. Apear de você, na verdade, fazer as leis, eu tenho o poder de fazer decreto. Logicamente, decretos com fundamento”.

 

Irritada

Há quem garanta que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, anda mais irritada do que nunca. E o motivo seria o namoro do ex-presidente Lula e Rosângela da Silva. Ela, assim como os filhos dele, não vê com bons olhos o namoro. Mais: o ex-Chefe do Governo teria mandando recado para a deputada, que quer ver a namorada filiada ao partido e de preferência concorrendo à algum cargo já nas próximas eleições.

 

Olho vivo

Hoje, o Supremo pode destruir as contas do governo. O plenário vai julgar as liminares de Ricardo Lewandowski e Edson Fachin que suspenderam as vendas das estatais. Só na Petrobras, afetada pela decisão calamitosa de Fachin de impedir a venda da subsidiária TAG, o rombo pode ser de US$ 32 bilhões. No total, o governo quer se desfazer de bens avaliados em R$ 1 trilhão – e é isso que está em discussão. Se contar perdas indiretas provocadas pela fuga de investidores estrangeiros.

 

Balas caras

Em trecho de nova matéria sobre a Venezuela, o The New York Times diz que ladrões ou até supostos revolucionários estão sofrendo com a penúria do país. Hoje, na Venezuela, disparar uma arma se tornou um luxo, já que as balas ficaram muito caras. Na média, cada uma delas custa um dólar. Muitos ladrões já estariam aderindo a revolver (cópias precisas) de brinquedo. O problema é se o assaltado resolve reagir.

 

Festival de café

Parte expressivas de parlamentares nordestinos não deu as caras no café da manhã oferecido por Bolsonaro que, assim mesmo, decidiu manter a estratégia dessas reuniões entre o Chefe do Governo e bancadas regionais. A próxima será com congressistas da região Centro-Oeste.

 

Nova ofensiva

A defesa de Eduardo Cunha, nos próximo dias, deverá pedir novo habeas corpus enquanto o Supremo não se pronuncia sobre o recurso de anulação da condenação do ex-deputado a 14 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

“Apocalipse”

Os ministros Abraham Weintraub (Educação), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alvas (Mulher, Família e Direitos Humanos) são chamados até mesmo por outros integrantes do governo de “os quatro cavaleiros do Apocalipse”.

 

Cantor

Ainda a ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos: nesses dias, quando lhe contaram que Chico Buarque havia recebido o Prêmio Camões, considerado o maior da língua portuguesa e sempre direcionado a escritores do eixo Brasil-Portugal, não resistiu ao comentário: “Ué, ele não é cantor?”.

 

Frases

 “Subida do dólar, queda abrupta das ações das empresas brasileiras, desabastecimento. Vamos virar uma Venezuela. Vamos disputar arroz no tapa. Vamos disputar feijão no tapa”,

Augusto Heleno, general, chefe do Gabinete de Segurança Institucional

 

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