O presidente da Associação Comercial do Paraná, Glaucio Geara, assinou e publicou na ultima semana (dia 18), um manifesto contra o reajuste da tarifa de água e esgoto da Sanepar. O documento aponta que o aumento no valor da água “causará impacto significativo nos custos de empresas de vários segmentos, contribuindo para a elevação dos preços finais de seus produtos”.

“Fazemos um apelo a sua sensibilidade para rever tal índice ou, se isto não for possível, para que pelo menos este reajuste possa ser parcelado para causar menos impacto nos custos dos empresários e no orçamento das famílias paranaenses, pegos de surpresa corn um índice tao expressivo, neste momento, ainda, de recessão econômica no Brasil”, diz o documento.

O reajuste de 12,13%, bem acima da inflação, que foi de 4,5% no período, foi autorizado no último dia 15 pela Agência Reguladora do Paraná (Agepar), a pedido da Sanepar. Em seis anos da gestão Beto Richa (PSDB), entre 2011 e 2017, o reajuste foi de 123,96% – acima da inflação do período, que ficou em 47,49%. O último reajuste da tarifa da Sanepar, de 2018, ficou em 5,12%. (2019: 12,13%; 2018: 5,12%; 2017: 8,53%; 2016: 10,48%; 2015: 12,5% – em duas etapas de 6,5% e 6%)

Em nota, a Sanepar afirma que que aguarda publicação em Diário Oficial do reajuste homologado pela Agência Reguladora para aplicação na tarifa de água e esgoto. “O índice de 12,13% é composto pela inflação dos custos do setor de saneamento mais a terceira parcela do diferimento aprovado na revisão tarifária de 2017. O reajuste passa a valer 30 dias após a data da publicação pela Agência Reguladora e será aplicado de forma gradativa, dependendo da data da leitura de cada consumidor”.