A loja da Moko no Shopping Estação, em Curitiba, oferece camisetas da coleção Sonhos Amazônicos, cuja venda é destinada ao Instituto Mamirauá. São quatro estampas com o rosto de jovens que estudam no Centro Vocacional Tecnológico (CVT), na Amazônia. E foram confeccionadas com algodão 100% certificado. A estamparia é digital, mais limpa por gerar menos resíduos do que a serigrafia tradicional, a tag é de papel reciclado e o tubo da embalagem também é sustentável e reutilizável.
O desenho mescla plantas (vitória-régia, bromélia, aninga-açu e heliconia), grafismos indígenas e o rosto de jovens do CVT.
Fundador da curitibana Moko (número dois, em guarani), Fernando Kuwahara conta: “Nosso objetivo é conectar a moda com projetos sociais. Entre tantas causas que já ajudamos, agora fomos procurados para criar uma coleção que tem como conceito o manejo sustentável dos recursos da Amazônia”.
Ele define: “Vestir uma causa é fazer um manifesto, seguir uma visão e lutar por ela, estampando no peito o que a gente acredita. É espalhar afeto e agir por quem precisa, seja quem for. É se vestir bem e fazer o bem”.Dávila Corrêa, diretora de Manejo e Desenvolvimento do Instituto Mamirauá, observa que o curso dura dois anos, com oficinas de contabilidade, empreendedorismo, relações humanas, políticas públicas, tecnologias sociais, visando resolver problemas de acesso à água e à energia. Ao voltar para suas comunidades, têm a responsabilidade, com a colaboração das associações, de aplicar um plano de ação.
Isabel de Melo Carvalho, um dos rostos da camiseta, preside a associação da Reserva Extrativista Auatí-Pará (Resex), depois da aprendizagem no CVT, onde estudou de 2014 a 2015.

Fimec espera calçadistas da Colômbia
Para ampliar visitação empresarial em 2020, a gaúcha Fimec -Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes assinou acordo de colaboração mútua com sua similar colombiana, a IFLS + EICI, realizada em Bogotá.
O acordo foi tratado entre o presidente da Fenac, Marcio Jung, Luis Gustavo Florez Enciso, presidente da Associação Colombiana de Indústrias de Calçados, Couros e seus Manufaturados, e o diretor Jhon Jairo Montoya.
Marcio Jung pondera que a fabricação de calçados na Colômbia é relevante, mas muito dependente de componentes, couros e máquinas do mercado externo, tanto para calçado quanto para a indústria coureira. A associação, portanto, “atende essa necessidade colombiana e também vem ao encontro da nossa necessidade em dar condições aos expositores da Fimec para atender esse mercado que é carente de abastecimento de matéria-prima e maquinário”.
Montoya, por sua vez, observa: “Enxergamos o Brasil como uma referência em tecnologia, produtos diferenciados, moda e desenvolvimento do setor coureiro-calçadista, não somente na América Latina, mas em todo o mundo”.