Capa do livro de memórias da Famílai Queiroz
Capa do livro de memórias da Família Queiroz

Sou testemunha confiável em matéria de históricos lançamentos de livros, situação com que convivo há dezenas de anos em Curitiba e em outras cidades. E por isso afirmo: foi de toda memorável a noite em que Luiz Fernando de Queiroz e Elin Tallarek de Queiroz, donos da Editora Bonijuris, reuniram 100 pessoas para o lançamento, no Paraná, de um dos mais preciosos livros da estante genealógica brasileira – “Alexandre de Queiroz, da estirpe baiana à família catarinense”.

Aconteceu num restaurante de Santa Felicidade.

O local escolhido esteve plenamente dentro do tônus da obra, contendo, num espaço elegante, aconchegante, numa noite fria curitibana, aqueles que foram ao encontro de um livro nada comum no mercado editorial brasileiro; e que lá encontraram uma obra de arte (dadas as suas configurações gráficas especiais e requintadas), de rigoroso conteúdo genealógico, transpirando exaustivas pesquisas que adentram a partes da História do Brasil nos séculos 19, 20 e 21. História em que desfilam os Queiroz e suas ramificações – como os Vasconcellos – ora como ministro do Império e primeiro Presidente da Província da Paraná (com Zacharias de Góes e Vasconcellos), a juízes, desembargadores, secretários de Estado no Paraná e Bahia, acadêmicos, empresários, juristas da melhor estirpe, profissionais liberais de qualificada presença em todos os quadrantes do país.

ESPAÇO ELEGANTE

Antes, quero registrar que o restaurante escolhido nada tem a ver, graças, com aqueles territórios gigantescos de casas de pasto gigantes de Santa Felicidade, onde os convivas se tornam anônimos e fica quase impossível uma real confraternização. Pelo contrário, nunca dantes convivi tão proximamente com autores de uma obra (a família Queiroz, em parte) e convidados de vários naipes – magistrados, professores universitários, animadores culturais, empresários, profissionais liberais, estudantes.

No rol de diferenciação daquela noite é preciso registrar a sabedoria que presidiu a escolha de um cardápio – servido à inglesa – sem as “perfumarias” tão comuns em casas mesmo aristocráticas como aquela.

A carta, elegantemente disposta nas mesas, foi o ‘prewiew’ de um repasto digno da memória de Alexandre de Queiroz.

COMEÇOU EM 1997

Luiz Fernando de Queiroz e o mapa genealógico (Foto: Michelle Rampinelli)
Luiz Fernando de Queiroz e o mapa genealógico (Foto: Michelle Rampinelli)

 

A Obra começou a ser escrita, na verdade, em 1997, quando Maria Tereza Piacentini de Queiroz (essa catequista do bom uso da língua portuguesa “sem fraque cartola”, como já me referia à mestra ao escrever o prefácio de seu livro “Não Tropece na Língua”), quando ela começou a colher depoimento do pai.

O depoimento de Alexandre, o pai, seria apenas o começo da montagem do perfil biográfico, cheio de reminiscências ímpares desse homem de espírito.

Aquela gravação de 1997 foi muito além do registrar uma história (preciosa, é certo) de vida: detonaria – ou seria o ponto de partida – todo um enorme trabalho em que se revolveram anos, mais de uma centena e meia, da história de uma família íntima de um Brasil baiano nas raízes, que se confunde com a história da nacionalidade.

E assim, com “Alexandre de Queiroz, da estirpe baiana à família catarinense” eu não tenho dúvida em registrar o que já disse neste espaço e que repeti naquela noite em breve fala, a pedido de Luiz Fernando

Queiroz: o livro da Bonijuris jamais poderá ser visto como relicário familiar. Tem outra dimensão e outro compromisso, o de revolver nomes e momentos seguros de uma impressionante arqueologia histórica.

É obra para ficar, num país onde ainda não se sabe avaliar quão essencial para a consolidação do “fácies” brasileiro é a ciência da Genealogia.

Os Queiroz sabem.

E por isso é preciso agradecer particularmente a Luiz Fernando, Maria Tereza, Perpétua, filhos de Alexandre, e às netas Dulce de Queiroz Piacentini e Olga Maria de Queiroz Krieger (apoiados pela criatividade e labor especiais de Jéssica Petersen) que nos entregam um livro com marcas de eternidade, posso assegurar, sem exageros.

96-Ana Maria Duarte Somma e Perpétua de Queiroz Krieger (Humberto Michaltchuk)
Ana Maria Duarte Somma e Perpétua de Queiroz Krieger (todas as fotos a seguir são de Humberto Michaltchuk)

 

96-Aroldo Murá e Luiz Fernando de Queiroz 1 (Humberto Michaltchuk)
Aroldo Murá G. Haygert e Luiz Fernando de Queiroz

 

96-Aroldo Murá e Luiz Fernando de Queiroz 4 (Humberto Michaltchuk)
Aroldo Murá destacou a importância histórica da pesqusia que resultou no livro

 

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Elin T. Queiroz, Aroldo Murá, Maria Tereza de Queiroz Piacentini e Jéssica Petersen

 

96-Luiz Fernando com os netos Augusto e Laura, a irmã Perpétua e Aroldo (Humberto Michaltchuk)
Luiz Fernando com os netos Augusto e Laura, a irmã Perpétua e Aroldo Murá

 

96-Luiz Fernando de Queiroz , Maria Perpétua de Queiroz Krieger e Aroldo Murá (Humberto Michaltchuk)
Luiz Fernando de Queiroz, Maria Perpétua de Queiroz Krieger e Aroldo Murá

 

96-Luiz Fernando de Queiroz e Luiz Fernando Coelho (Humberto Michaltchuk)
Luiz Fernando de Queiroz e Luiz Fernando Coelho

 

96-Luiz Fernando de Queiroz e Maria Tereza de Queiroz Piacentini (Humberto Michaltchuk)
Maria Tereza de Queiroz Piacentini fala sobre a obra, tendo junto o editor Luiz Fernando de Queiroz