O Paraná atingiu nesta semana a incidência acumulada de 104,73 casos por 100 mil habitantes o que significa, segundo o Ministério da Saúde, estado de alerta de epidemia de dengue para todo o Estado. O Ministério considera o alerta a partir de 100 casos para 100 mil habitantes.

O boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (04) pela Secretaria da Saúde do Paraná também confirma mais uma morte por dengue, de um homem de 49 anos, morador de Cafelândia. Agora são 17 mortes confirmadas por dengue no Paraná. O boletim epidemiológico contabiliza os dados a partir da primeira semana de agosto de 2018 até o momento.

A secretaria de Estado segue com várias frentes de combate contra a doença, promovendo ações preventivas por meio do Setor de Doenças Transmitidas por Vetores, como a capacitação de profissionais para o diagnóstico e manejo clínico da doença.

No mês de maio, os técnicos da Secretaria realizaram capacitação em Irati, Loanda, Paranavaí e Paranaguá. Nesta terça-feira (4) e quarta-feira (5), a capacitação acontece nos municípios de Ivaiporã, Reserva e Tibagi. A Secretaria de Estado também dá apoio às ações de combate desenvolvidas pelas prefeituras.

O boletim semanal registra 12.055 casos confirmados de dengue no Paraná. Na semana anterior foram 9.976 casos. Do total de municípios do Estado, 60 estão em situação de epidemia e 44 estão em estado de alerta. Sete cidades registraram casos autóctones (adquiridos na cidade de residência) pela primeira vez no período: Boa Vista da Aparecida, Formosa do Oeste, Indianópolis, Ângulo, Nossa Senhora das Graças, Santa Inês e Jardim Alegre.

A infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar a óbito. Os sintomas são febre alta acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, náuseas e vômitos. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).