Agosto registra o menor desemprego desde 2002

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A taxa de desemprego no país foi de 6,7% em agosto deste ano, a menor taxa desde o início da série histórica, em março de 2002.


A taxa de desemprego no país foi de 6,7% em agosto deste ano, a menor taxa desde o início da série histórica, em março de 2002. O índice é menor do que os 6,9% registrados em julho deste ano e do que os 8,1% de agosto de 2009. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem (23/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, o número de trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada no setor privado foi de 10,2 milhões, o que mostra estabilidade em relação a julho e crescimento de 7,2% no ano.

O rendimento médio do trabalhador alcançou um valor recorde de R$ 1.472,10 em agosto deste ano, o maior da série histórica iniciada em março de 2002. O valor é 1,4% superior aos R$ 1.451,91 registrados em julho deste ano e 5,5% maior do que os R$ 1.395,21 de agosto de 2009.

“Esse aumento já ocorre pelo quarto ou quinto mês consecutivo”, afirmou o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo.

Entre as seis regiões metropolitanas brasileiras pesquisadas, o maior crescimento entre julho e agosto foi registrado em Recife (4,4%). Já Belo Horizonte registrou estabilidade no valor dos rendimentos. Na comparação com agosto de 2009, Recife também registrou o maior aumento: 17,5%. São Paulo teve o menor crescimento (3,8%).

Entre os setores da economia, educação, saúde e administração pública registrou o maior valor do rendimento médio: R$ 2.078,10. Mas o maior crescimento entre julho e agosto foi percebido nos setores de serviços domésticos (2,4%) e comércio (2,3%). Na comparação com agosto de 2009, os maiores crescimentos foram observados na construção (9,3%) e nos serviços domésticos (9,1%).

RETOMADA
O gerente da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo, constatou que o mercado de trabalho brasileiro está voltando a crescer no mesmo ritmo que tinha no período pré-crise (antes de setembro de 2008).

“A pesquisa mostra uma melhora expressiva do mercado de trabalho em 2010. Mostra que o Brasil saiu da crise. Se ainda não saiu, está saindo numa velocidade muito mais rápida do que tem sido observada com outros países”, disse.

Segundo o IBGE, também está sendo percebida uma melhoria na qualidade do emprego, uma vez que os postos com carteira assinada, em agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, cresceram 7,2%, acima do aumento de 3,2% da população ocupada.

Em agosto deste ano, foram gerados 691 mil postos de trabalho a mais do que no mesmo mês do ano passado. Já os novos empregos com carteira assinada chegaram a 685 mil.

“O emprego com carteira tem crescido de forma bastante satisfatória. A carteira de trabalho, em termos relativos, está crescendo mais do que a população ocupada. A geração de postos de trabalho tem atendido em parte à população desocupada. Esse resultado deve ser muito comemorado, visto que a gente está batendo recorde da taxa de ocupação num mês de agosto. Geralmente isso acontece em dezembro”, disse Azeredo.

Entre os setores da economia, apenas os serviços domésticos tiveram queda na comparação de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado (-7,1%).

Vitor Abdala