A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos afirmou que não vai suspender a operação do Boeing 737 Max, mesmo após outros países terem deixado as aeronaves paradas ou tê-las retirado de seu espaço aéreo devido a preocupações com segurança.

No domingo passado, um avião Boeing 737 Max 8, da Ethiopian Airlines, caiu nas proximidades da capital etíope, Adis Abeba, matando todas as 157 pessoas a bordo. O acidente ocorreu depois da queda de outra aeronave do mesmo tipo em outubro do ano passado, na Indonésia.

Após o incidente, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação, organismo da União Europeia, suspendeu todos os voos do Boeing 737 Max 8 e 9 no bloco.

Agências reguladoras de outros países também estão deixando os aviões no chão.

Por outro lado, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos afirmou por meio de uma declaração, na terça-feira, que está revisando todos os dados disponíveis e que, até o momento, não detectou nenhum problema de desempenho sistêmico que justificasse a suspensão dos voos. A matriz da Boeing está localizada nos Estados Unidos.

O órgão disse que vai adotar medidas imediatas e apropriadas, caso problemas de segurança sejam identificados.