A edição cinematográfica de Watchmen  chega às telas brasileiras e não deve decepcionar os fãs desses doidos super-heróis, que também estão nas bancas através da Panini Comicsm.


A edição cinematográfica de Watchmen  chega às telas brasileiras e não deve decepcionar os fãs desses doidos super-heróis, que também estão nas bancas através da Panini Comicsm que lançou o livro com capa dura e coloca no prelo a versão em dois volumes, no formato de revista.Depois de uma polêmica tentativa com o diretor inglês Paul Greengrass, o roteiro de David Hayter deu vida aos personagens criados por Alan Moore (texto) e Dave Gibbons (traço), um sucesso da DC Comics de vinte anos.

O filme, produção anglo-americana por fim dirigida por Zack Snyder (300), prende o espectador por 163 minutos, com um roteiro inteligente, cheio de tiradas irônicas e cruéis, em clima futurista mas abordando o passado. A história se passa dos anos 30 a 1985, nos EUA.


E começa com o assassinato do herói O Comediante, o que leva o colega Rorschach a uma investigação particular.  Nos papéis principais estão Patrick Wilson (Dan Dreiberg), Jackie Earle Haley ( Rorschach), Matthew Goode (Ozymandias), Billy Crudup (Dr. Manhanttan), Jeffrey Dean Morgan, (O Comediante), Malin Akerman (Spectra),  Carla Gugino, Stephen McHattie e Matt Frewer.

Mas os papéis secundários revelam personagens inesperados, como Lee Iacocca,Truman Capote, Jacqueline Kennedy, Mick Jagger, Andy Warhol, David Bowie,  Richard Nixon e Fidel Castro.
Esses super-heróis resvalam na ética e são seres perturbados.

Agem como seres reais, trucidando grávidas no Vietnã, explodindo bomba atômica, estuprando, falhando na cama. Tudo isso com argumento legal, direção de arte à altura da HQ, soluções incríveis como os movimentos dos borrões da máscara de Rorschach e a luminosidade no corpo do Dr. Manhatan. Há quem desdenhe do filme, do tipo “não vi e não gostei”. Escape dessa armadilha. Watchmen é mil vezes melhor que 300.