Consagrado em festivais internacionais e nacionais, além de ser o concorrente a uma vaga no Oscar 2020 representando o Brasil, A Vida Invisível é um bom programa de cinema. Com distribuição da Sony e Vitrine Filmes, o sétimo longa-metragem da carreira de Karim Aïnouz conquista críticos e também o público, registrando apenas nas pré-estreias nacionais mais de sete mil pessoas.

Entre os prêmios destaca-se o Grand Prix da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes – inédito na história do cinema brasileiro.  Nos EUA ,A Vida Invisível terá distribuição da Amazon Studios e já foi vendido para mais de trinta países.

No elenco, Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flávia Gusmão, Antônio Fonseca, Flavio Bauraqui, Maria Manoella e participação especial de Fernanda Montenegro.

Livre adaptação do romance de Martha Batalha, o filme é uma coprodução com a alemã Pola Pandora, Sony Pictures, Canal Brasil e Naymar (infraestrutura audiovisual), e conta com o financiamento do fundo alemão Medienboard Berlin Brandenburg e do Fundo Setorial do Audiovisual/Ancine.   A direção de fotografia é da francesa Hélène Louvart e merece citação especial.

Em uma narrativa que trafega entre o ritmo brasileiro e europeu, A Vida Invisível consegue emocionar de tal maneira, que inesperadamente as lágrimas afloram.  Com roteiro assinado por Murilo Hauser e pela uruguaia Inés Bortagaray mais o próprio diretor, o longa é ambientado majoritariamente na década de 50, no Rio de Janeiro.

E conta o drama das inseparáveis irmãs Eurídice, uma pianista prodígio, e Guida, romântica e sonhadora. Um dia, com 18 anos, Guida foge de casa com o namorado. Ao retornar grávida, sozinha, o pai, o que na época era até comum, a expulsa de casa. E elas são separadas. Essa história explica porque a mulher teve que se engajar em luta feminista para se libertar das amarras sociais machistas.