Por Luiz Carlos Castanheira, engenheiro agrônomo, engenheiro de segurança do trabalho e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Durante a atividade de colheita do tabaco, o uso das mãos é fundamental. Os trabalhadores sabem da necessidade de proteger todo o corpo com a utilização das vestimentas de colheita, mas se esquecem muitas vezes da proteção adequada das mãos. Mãos calejadas e feridas não indicam que sejam de um trabalhador, mas sim que essas mãos não foram devidamente protegidas.

 

Embora as empresas fumageiras recomendem enfaticamente que não se colha fumo molhado, isso muitas vezes acaba acontecendo. Em razão disso, é preciso selecionar as luvas para serem usadas na colheita de tabaco seco e outras luvas, diferentes, para a colheita de tabaco molhado.

 

As chamadas “luvas de pano”, de uso comum no sul do país, somente poderão ser utilizadas com o tabaco seco e com as mãos também secas.

 

Se o tabaco estiver molhado por orvalho ou chuva, esse tipo de luva ficará encharcado por água contendo nicotina, podendo levar à uma intoxicação do trabalhador por esse alcaloide. Nesse caso as luvas indicadas serão as de nitrila, um pouco mais caras e menos confortáveis que as luvas de pano tricotadas, porém mais seguras.

 

Mesmo durante a colheita do tabaco seco, é interessante substituir as “luvas de pano” por outras mais seguras e confortáveis, tais como as do tipo Hy Flex, da Ansell, ou equivalentes de outros fabricantes. Essas luvas são duráveis e possuem uma “pega” muito boa, o que faz com que aumente o rendimento na colheita.

 

É preciso deixar claro que em todas as operações que envolvam a lida com o tabaco, desde a colheita no campo até a fase de secagem, as mãos necessariamente deverão estar protegidas, não só para que se evite a absorção da nicotina através da pele, mas também para se evitar ferimentos, o escurecimento da pele e a formação de calosidades.

 

Após o dia de trabalho, as luvas de qualquer modelo deverão ser lavadas com água e sabão, e deixadas para secar à sombra.

 

 

Sobre o CCAS

O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

 

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

 

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

 

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel.