Não é novidade. Todos sabemos disso, mas agora temos uma pesquisa de fonte segura. A população está cansada dos políticos. Em pesquisa do DataSenado, 91% apoiam a redução do número de deputados federais, e 88%, a de senadores. O foro privilegiado para os parlamentares é rejeitado por 95%. Os ouvidos querem que senadores e deputados tenham quatro anos de mandato (74%). O voto facultativo tem o aval de 70%.
O projeto, em debate na Câmara, está em sintonia com os entrevistados. O limite de gastos tem apoio de 88%; a redução da campanha para 30 dias, de 66%; e o fim da propaganda na TV em anos sem eleições, de 72%. A pesquisa, encomendada pelo senador Fernando Collor (PTB), revela que a reeleição tem pouco apoio até para o Congresso. Ela revela que 55% são a favor de apenas uma para o Legislativo, e 31% querem seu fim.
Os ouvidos também estão cansados do ringue eleitoral. A restrição das campanhas à veiculação de propostas e a debates tem aval de 77%. O fim de agressões e ofensas, o apoio de 84%. A proposta do senador José Serra (PSDB) de voto distrital para vereador tem a aprovação de 86%.
Acabou a greve
Com a decisão da maioria dos professores reunidos em assembleia geral na manhã desta terça-feira (9), na Vila Capanema em Curitiba, A APP-Sindicato decidiu pelo fim da greve iniciada no final de abril. A mobilização, que tomou cunho político por influência de membros do PT e da CUT, perdeu força nos últimos dias a partir do momento em que o Governo do Estado divulgou a relação dos salário dos professores no Portal da Transparência. Com a constatação de que muitos profesores ganham mais que a maioria dos paranaenses, o apelo perdeu força na sociedade, principalmente entre pais de estudantes da rede pública de ensino. Com a greve, aproximadamente um milhão de alunos perderam 50 dias de aula.
Educação péssima
Os professores Robert e Ellen Kaplan, de Harvard, criaram o projeto “O círculo da Matemática”, em Harvard, para estimular o ensino da disciplina. Numa pesquisa aplicada pelo casal com alunos brasileiros, 81% levaram bomba. É a educação recebida pelos nossos jovens.
Bloco independete?
Os paranaenses foram surpreendidos na manhã desta terça-feira (09), com a notícia da formação de um Bloco Independente na Assembleia Legislativa, formado por 14 ou 15 parlamentares. O que os menos atenciosos não perceberam é o que envolve esta “estratégia” lançada por deputados que não se colocam nem como oposição, nem como situação, muito pelo contrário.
Mordomias, mordomias
O submundo da criação do tal bloco esconde uma estrutura gigantesca, que vai além de ter direito a preciosos minutos ao cargo de liderança em Plenário. Na prática, o que o grupo liderado por Tercílio Turini (PPS) pleiteia é uma sala especial para abrigar a liderança, regalias como combustível, telefonia, selos de Correios e uma penca de cargos graúdos para acomodar assessores. É, ou não é uma bela jogada por mordomias?
Deu chabu
O deputado Leonaldo Paranhos, que é líder da bancada do PSC, a maior da Assembleia Legislativa com 12 parlamentares, informou da tribuna que os deputados do seu partido, inclusive ele, estão desautorizados a participarem do “Bloco dos Independentes”, conforme divulgado na Gazeta do Povo desta terça-feira (09). Na reportagem, pelo menos quatro parlamentares do partido liderado pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior, foram listados como integrantes do novo bloco.
Mão no jarro
Preso na Operação Lava-Jato, o ex-deputado André Vargas também será investigado pelo Ministério Público por suspeita de cobrança de propina para direcionar mais de 5 mil unidades do programa Minha Casa Minha Vida para municípios do Paraná. Vargas de fato tem grande intimidade com o assunto. Quando o projeto preferido pela presidente Dilma Rousseff tramitou na Câmara, em 2011, Vargas foi o relator.
Fruet desconta
Os vereadores de Curitiba mantiveram o veto do prefeito Gustavo Fruet (PDT) ao abono das faltas dos servidores municipais que aderiram às paralisações ocorridas neste ano e também em 2014. O resultado da votação foi 23 votos favoráveis à manutenção do veto e sete contrários. Fez bem. Greve remunerada só neste Brasil brasileiro.
Sete mil na rua
O HSBC anunciou ontem um novo plano estratégico que inclui, entre outras ações, o encerramento de suas atividades no Brasil e na Turquia e a demissão de cerca de 50 mil funcionários em todo o mundo. A previsão é de sete mil demissões em Curitiba.  As mudanças fazem parte de uma tentativa da empresa de reduzir os custos em US$ 5 bi e conseguir um retorno sobre o patrimônio líquido de mais de 10% até 2017.
Recuperação
Os deputados estaduais iniciam um esforço de recuperação depois do fim da greve dos professores. O desgaste para todos foi muito grande, incluidos os da oposição. Poucos se salvaram.
Cigarros de contrabando
Dono de 50% do mercado de cigarros contrabandeados aos países vizinhos, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes não atendeu a apelos dos brasileiros para aumentar os impostos sobre o tabaco dos atuais 13% para 50%. O Senado paraguaio acaba de elevar as taxas de 13% a 20%, número ainda insuficiente para diminuir o contrabando a países como o Brasil, onde os impostos sobre esse tipo de produto chegam a 65%.
Alinhada
A nova presidente da UNE, Carina Vitral, do PC do B, repete a tendência da entidade há anos, de alinhamento ao PT. Carina foi uma dedicada cabo eleitoral de Dilma em 2014.
Templo é dinheiro
Pelo menos no caso do aumento da isenção tributária para igrejas, Dilma Rousseff não poderá reclamar que não sabia. Eduardo Cunha autorizou a inserção do artigo em uma MP que trata de aumento de impostos para produtos importados – o famoso ‘jabuti’. Em abril, Cunha levou líderes evangélicos para um papo com Michel Temer para tratar exatamente deste assunto. E lá estava Jorge Rachid, secretário da Receita Federal.
Notáveis do horror
O PT deve criar um Conselho de Notáveis no Congresso marcado para daqui a 7 dias. A ideia é reunir nomes como Marco Aurélio Garcia, Gilberto Carvalho, André Singer e Olívio Dutra para ajudar a Executiva Nacional.
Antes só
Pois, pois, o PSB percebeu que é bem melhor ficar só do que mal acompanhado. O vice-governador de SP, Márcio França, comunicou ao PPS ontem que o PSB tinha desistido da fusão. Quem informa é Severino Araújo, cacique nativo do PSB. A decisão foi tomada após conversa, em Recife, com o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara (PE).
Janela da troca
O relatório da reforma política, relatada pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), cria uma janela de 30 dias, após a promulgação da nova lei eleitoral, permitindo que deputados federais, estaduais e vereadores mudem de partido sem que seus mandatos sejam questionados na Justiça Eleitoral. Os líderes avaliam que essa regra vai produzir uma reforma partidária que tornará desnecessária a fusão entre partidos.
Coincidência, não
A tese da coincidência eleitoral perde terreno a cada dia na Câmara. Os deputados dizem que seria muito tempo sem eleições. E, que juntar eleições municipais e nacionais é como misturar o bueiro com a política.
Fim da reeleição
Os recentes protestos, e os de junho de 2013, contra a política, os políticos e o poder (do PT) pesaram na decisão da Câmara de acabar com a reeleição. A esmagadora maioria dos deputados, de todos os partidos, querem que a fila ande mais rápido, exista renovação, oxigenação política: pois, como dizem, oito anos de mandato é uma vida.
Fracasso
A Câmara mais uma vez fracassou. A reforma política, cantada em prosa e verso como necessária, não saiu do papel. O resultado foi frustrante, embora tenha sido votada uma proposta. Um dos líderes resume: os partidos têm posições consolidadas, e os negociadores se colocam como especialistas no tema. Ninguém faz concessões. Essa atitude, mais o quorum de 308 votos, favorecem a expressão latina: “não há nada de novo sob o sol”.
Morre um da Lava Jato
Réu na Operação Lava Jato da Polícia Federal, o executivo da OAS, João Alberto Lazzari, morreu ontem. O advogado José Carlos Cal Garcia Filho pediu a declaração da extinção da punibilidade do acusado ao juiz encarregado das acusações do processo, Sérgio Moro.  Lazzari estava internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo. Seu corpo foi sepultado em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul.
Sabedoria dos jesuítas
A Edições de Janeiro lança “Liderança heroica”, do americano Chris Lowney. A obra fala da experiência do autor na Companhia de Jesus e como ele se tornou um bem sucedido banqueiro de investimentos na J. P. Morgan, aplicando os princípios jesuítas em sua vida profissional.
Dói, como dói
A imagem do Brasil brasileiro hoje é péssima no exterior. Capa do caderno de esportes do francês “Le Monde”, do fim de semana passado, diz: “O país do futebol e da corrupção”. Para completar, traz uma foto de jogadores brasileiros naquele 7 a 1 contra a Alemanha, na Copa. Dentro, outra manchete: “Brasil, epicentro do escândalo.” Isso dói.
Bilhõezinhos
Não é mole não. O aumento de 0,5% da Selic, na semana passada, elevou a dívida interna de 2,33 trilhões de reais do Brasil em 11,67 bilhões de reais (desde o início do governo Dilma a dívida interna cresceu 45%). Mais uns bilhõezinhos que Joaquim Levy terá que economizar para cumprir a meta do superávit fiscal.
Pacote gera desconfiança
Tratado pelo governo como grande trunfo para criar uma agenda positiva, o pacote de concessões que a presidente Dilma Rousseff lança é visto com desconfiança pelo mercado. Com o objetivo de destravar o investimento privado, acanhado pelos péssimos indicadores econômicos do país, o plano deve envolver R$ 190 bilhões em obras de infraestrutura nos próximos anos, valor confirmado ontem por fontes do governo. Os especialistas, contudo, estão pessimistas e acreditam que o novo pacote nada mais é do que uma reformulação do Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado em 2012, e que até agora não deslanchou.
Nem sequer a quantia bilionária é levada a sério pelos analistas, para quem projetos incertos, como a proposta feita pelos chineses de implantar a ferrovia bioceânica Brasil-Peru, que turbinaram o valor de R$ 190 bilhões, assim como o Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Rio e São Paulo supervalorizam programas sem resultar em nada. Além disso, a execução das concessões terá de enfrentar as mesmas dificuldades da privatização anterior, com gargalos regulatórios e insegurança jurídica, além de novos desafios, como menor participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos financiamentos e a reestruturação do setor de construção, em parte envolvido na Operação Lava-Jato.
Intolerâncias
A “crucificação” da homofobia em um dos trios elétricos da Parada Gay de São Paulo é alvo de representação no Ministério Público Federal. O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN-DF), evangélico da Sara Nossa Terra, protocolou ação no Ministério Público Federal  alegando crime de intolerância.
Editoras em crise
O ajuste fiscal do governo Dilma continua afeta as editoras. Todos os programas de compras de livros didáticos da União seguem completamente paralisados, sem previsão de liberação de recursos. Boa parte do faturamento das editoras vem da distribuição de obras na rede pública.
Mais de 80
Cresceu em 5,7% o número de usuários de planos de saúde no país com 80 anos ou mais, na comparação entre março deste ano e o de 2014. O aumento é quase três vezes maior do que a taxa de crescimento das outras faixas de idade. A análise é da FenaSaúde, sobre dados da ANS.
Obsceno
O governo lançou mão de um expediente quase obsceno para minorar o problema da balança comercial. De acordo com dados oficiais, a balança comercial registrou um superávit de 1,976 bilhão de dólares na primeira semana de junho. Para isso, contou com a exportação de uma plataforma para extração de petróleo no valor de 690 milhões de dólares. Uma plataforma que foi “exportada”, mas nunca deixou o Brasil – e nem deixará. Assim, o vermelho da balança em 2015 até agora é de 329 milhões de dólares. Sem a plataforma o déficit teria ultrapassado 1 bilhão de dólares.
Boa decisão
Esta decisão pode acabar com uma manobra execrável, mas muito adotada no Brasil brasileiro. A 5ª Turma do TRF do Rio negou pedido de Tatiana Spalding Moreira, 36 anos, que queria receber o soldo do avô, o coronel Aníbal Augusto Joaquim Moreira, morto em 2011. O militar, a exemplo do que fez o general Médici, adotou a neta como filha para ela receber a pensão, dinheiro meu, seu, nosso.
Fim da greve foi uma vitória do bom senso.
Ademar Traiano
O ajuste é essencial. Não é algo que você pode ou não fazer: não há alternativa senão fazê-lo.
Dilma Rousseff
“Não adianta vir com guaraná pra mim, porque é chocolate o que eu quero beber.”
Dilma Rousseff, respondendo a repórter que queria saber de novos cortes.