Antes que o vinho saia festivamente das garrafas antecedendo sua presença alegre nos palcos das bodas de Canaã de nossas vidas, muito trabalho já foi realizado. A aprazível brisa de verão sopra nas principais regiões produtoras de vinho do hemisfério, indo do Vale dos Vinhedos, Região da Campanha, Santa Catarina, Paraná, alcançando o Nordeste, onde o vinho do sertão, o milagre brasileiro no Vale do Rio São Francisco, despontam. É o indício de que a vindima se aproxima… Com ela as regiões produtoras dos melhores vinhos do países se alegram. Música, dança, e fartura culinária embalam a folia rural nesses meses, além de muito vinho. Chegamos na época mais esperada dos vinhedos do Hemisfério Sul, Brasil, Argentina, Chile e Uruguai, onde sobram nas propriedades de cada casta e as etapas de produção o viço, das parreiras carregadas, os cachos suculentos e o frenético vai-e-vem de lavradores abarrotados da abençoada fruta de Baco. Nossos “hermanos” argentinos, produzindo vinhos cada vez melhores com sua uva ícone a MALBEC e outras cepas, com um custo benefício fantástico, devido as isenções fiscais em sua origem, assunto que deve merecer melhores atenções por parte de nossos governantes, pois o vinho não pode pagar a mesma alíquota do whisky nem da cachaça, não é simplesmente uma bebida alcoólica, pois já está comprovada  sua eficãcia na prevenção de doenças desde Hipócrates, o pai da medicina e  tantos outros que deram sua contribuição estudos para a melhora da humanidade. A Argentina está em festa nestes tres meses, pois sua grande festa nacional que é a do vinho, toma conta de suas regiões produtoras e realizam a FIESTA NACIONAL DE LA VINDIMA, a maior celebração do vinho em todo o planeta. A festividade em Mendoza, conhecida já como a capital Latino-Americana do Vinho e uma das oito do planeta, faz jus à fama – e à designação. São nada menos que 1221 vinícolas, que produzem 10 milhões de hectolitros de vinho por ano, respondendo por 80% da produção do país. Que maravilha, o vinho levado a sério. Ainda em proporções mais acanhadas, Chile e Uruguai também festejam a colheita e rendem graças ao fruto de Baco. No Chile cada uma das regiões produtora do vinho, promove sua festa distinta, produzindo cada vez mais  com qualidade e com ênfase à sua uva emblemática a CARMENERE, já reconhecida em todo o mundo. No Uruguai, a produção em Canelones, onde várias excelentes vinícolas a 30 kms de Montevideo, dedicam-se a melhorar a cada ano a uva Tannat, hoje seu maior produtor. Como vimos, estas festas são exclusivamente dedicadas aos enoturistas,  atividade que cresce a cada ano combinam o conhecimento do mundo vínico com o prazer de desfrutar bons vinhos, de alta qualidade, num lugar maravilhoso. Vimos, quão importante é o vinho para a economia de um país produtor, pois além de melhorar a saúde é um grande embaixador: divulga as riquezas naturais além do trabalho, a história e cultura de uma região. Mais que uma poderosa indústria o vinho e a comida, a enogastronomia, são uma maneira de viver e um símbolo de cada país. Rendemos nossa homenagem nesta época tão importante para o mundo vínico, A VINDIMA, e a estes países que têm feito do vinho UMA EMOÇÃO PARA A HUMANIDADE.

Osvaldo Nascimento Juniors.: