Uso do celular pode evoluir para doença mental

 

Especialista explica que o comportamento tem potencial para gerar um padrão de compulsão

O uso excessivo do celular pode ser um sinal de dependência tecnológica, o que, por sua vez, gera um ciclo vicioso de ansiedade. O diagnóstico envolvendo o aparelho inclui utilização de internet, vídeo game e as redes sociais, e o comportamento tem potencial para gerar um padrão compulsivo semelhante ao que ocorre com a alimentação, o jogo patológico e a pornografia.

“A incapacidade de se desconectar em momentos importantes da vida real é um sinal de alerta”, explica o psiquiatra Carlos Augusto Maranhão de Loyola, sócio e professor da EnsinoMed. De acordo com ele, um dos sintomas mais evidentes é o fato do indivíduo não conseguir ficar um minuto sequer sem visualizar a tela do celular para verificar as atualizações do Facebook, Instagram e Whatsapp, por exemplo.

Segundo Loyola, a dependência cria uma inquietação nas pessoas pelo simples fato de não conseguir pegar o aparelho e, por isso, não são difíceis de observar comportamentos negativos desse uso até em situações de risco, como, por exemplo, no transito ou quando estão andando a pé na rua. De acordo com ele, o tratamento deste tipo de transtorno é psicoterápico e, em alguns casos, pode necessitar de medicação.

Recompensa e prazer

“Nestes casos pode-se entender o ato de fazer uma postagem e depois ficar verificando quantos likes e compartilhamentos conseguiu, como uma recompensa imediata de curto prazo, um comportamento similar — guardadas as devidas proporções — ao que vemos associada ao uso de drogas”, compara o médico.

O especialista lembra que a utilização demasiada do celular está ligada diretamente a queda de produtividade do indivíduo, tanto que é proibido nas escolas e ainda pode ser motivo de demissão por justa causa.

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