Soluções invisíveis de nãotecido

Nem tudo serve para a moda ou é moda. Mas pode ter visibilidade nela. A Associação Brasileira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos, fundada em 1991, sabendo disso, organizou um espaço especial dentro da TecnoTêxtil, evento do grupo gaúcho FCem que reuniu quatro feiras do segmento tecnológico para o mundo fashion em São Paulo. Ao final, Carlos Eduardo Benatto, presidente da Abint, encerrou a FINTT-Feira das Indústrias de Nãotecidos e Tecidos Técnicos certo da visibilidade desses segmentos para a América Latina.
A Abint compareceu com 48 empresas que representam 90% da produção brasileira de nãotecidos, ostentado os seguintes números: 70 milhões de dólares investidos em atualização tecnológica e equipamentos de última geração, 16.500 empregos diretos, consumo aparente de 283.930 toneladas/ano, exportações de 31.990 toneladas/ano e importações de 40.272 toneladas/ano. Os números do setor de tecidos técnicos: investimento nos últimos dois anos de 47 milhões de dólares em tecnologia e equipamentos, 22 mil empregos diretos, consumo aparente de 302.010 toneladas, 6.235 toneladas exportadas e importações de 44.973 toneladas.
O Paraná já teve a maior produtora de nãotecidos do país, a Providência, nascida em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Mas, atualmente, a Ober se destaca como a empresa do setor 100% brasileira. As empresas, em grande maioria, são multinacionais, com financeiras nacionais “e operações relevantes no Brasil”, situa Carlos Eduardo Benatto, diretor executivo da Duci, joint venture da Dupont e Cipatex.
A FINTT, diz o diretor da Ober, Rolf Balluff, permitiu “ oportunidades de novos negócios, assim como sedimentação do relacionamento com clientes e ampliação da nossa visibilidade no mercado doméstico e externo”.
É grande a gama de produtos do setor. Segundo a Abint, 60% integram o mercado de higiene, dos lenços umedecidos às fraldas descartáveis, em seguida estão os produtos médicos e hospitalares, e em terceiro lugar o geotêxtil, onde pontificam as mantas protetoras de solos. Os nãotecidos compreendem os Têxteis, Automotivo, Construção Civil e Geotecnia, Filtração, Agronegócio, Limpeza (panos tipo wipes), Descartáveis Higiênicos, Vestuário Médico Hospitalar, Indústria Calçadista, Moveleira, Promocional, Vestimentas de Segurança etc.
“Não enxergo ainda a moda como mercado expressivo”, admite Benatto, mas estima “muito mercado disponível”. No Brasil, o setor registra crescimento de 6% ao ano, o dobro do global. Segundo a Abint, o nãotecido não é agressivo ao meio ambiente, muito embora não seja biodegradável. O processo de fabricação, garante ainda Benatto, é limpo.
Rolf Peter Balluff, ainda sobre o evento, considerou “a iniciativa e apoio da Abit e Abint de suma importância para a realização exitosa deste importante evento de caráter internacional, abrindo caminho para as próximas edições”.
A próxima edição está agendada para daqui quatro anos, quando Hélvio Roberto Pompeo Madeira, diretor da FCem/Febratex Group, volta a armar os estandes da Tecnotêxtil Brasil, até agora bienal. Permanecem bianual a Febratêxtil, com curadoria do Grupo MJC, e Boné Show, feira com muitos expositores do Paraná.

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