NEY LEPREVOST ESTÁ APOSTANDO NA CÂMARA FEDERAL E EM 2020

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Ney Leprevost: preparando 2020

O deputado estadual Ney Leprevost (PSD) ganhou projeção ao disputar a prefeitura de Curitiba, em 2016, e quase levar a eleição. O problema é que tinha um Rafael Valdomiro Greca de Macedo no meio do caminho. No meio do caminho tinha um Rafael Valdomiro Greca de Macedo…

‘QUE VÃO AO DIABO SEM MIM’

Ney era um azarão. Corria por fora em uma batalha de vaidades que tinha Fruet de um lado, que abdicara inclusive de seus feitos tal como um Francisco que recusa a morada, o alimento e as vestes paternas e sai às ruas nu e, de outro, o Rafael Valdomiro Greca de Macedo de sempre.

Risonho mas rancoroso. Poeta parnasiano à luz dos holofotes e Bocage de língua de fogo à sombra. Deu para vomitar em pobres e deixou escapar o primeiro turno pelo vão dos dedos. Fruet escondeu-se.

O “SALVADOR”

Ao fim e ao cabo, quando a derrota já parecia uma crônica anunciada, mandou assessores entre os quais Ricardo MacDonald, um “causeur” governista que gosta de contar “causos” de capivaras em salas reservadas, tocar para os jornais, rádios e blogs de aluguel em busca de socorro. Era tarde demais. “Que vão ao diabo sem mim”, repetiria Fruet, extraindo verso de seu poema favorito: “Lisbon Revisited” de Fernando Pessoa.

GOLPE BAIXO

Quanto a Ney, emplacou o nome e tinha tudo para conquistar as eleições não fosse o ataque virulento de Rafael Valdomiro, mirando sempre abaixo da cintura.

DE OLHO EM 2020

Ney Leprevost amargou a derrota, mas colheu o melhor fruto. Com os 405 mil votos conquistados – 57 mil a menos que Rafael Valdomiro Greca de Macedo – credenciou-se para disputar as eleições na Câmara Federal e até no Senado, um desejo do partido. Entre o certo e o duvidoso, porém, Ney ficou com o primeiro. Será postulante à Câmara pensando na disputa à prefeitura de Curitiba em 2020. Ele quer uma revanche nas urnas e, salvo algum milagre promovido por São Rafael das Laranjeiras (o mesmo nome da chácara do prefeito, a dos móveis históricos que tantos problemas causaram a Greca), pode levar. Desta vez, com alguma folga no placar.

DOIS PRA LÁ, TRÊS PRA CÁ

A vaga que seria de Ney na chapa do pré-candidato ao governo Ratinho Jr (também do PSD), abre espaço para nomes fortes na disputa ao Senado, em uma renovação que será de 2/3: Deltan “Power Point” Dalagnol, que sonha com carreira política.

Palácio 29 de Março

‘PARALELO 38’ PARA MÔNICA SANTANNA E JOÃO ALFREDO COSTA

João Alfredo Costa Filho: um “gentleman” acossado; Mônica Guimarães Santanna: “sem limites”

Há uma visível e ainda discreta oposição no gabinete do prefeito de Curitiba. Ela coloca em confronto a autoridade natural do ‘gentleman’ João Alfredo Costa Filho, chefe de gabinete, e a jornalista Mônica Santanna, que, se não prima pela diplomacia, sempre foi competente no jornalismo. Mas é também conhecida por ser mulher ao estilo carioca, desabrida, iconoclástica, informal, de briga… Com tais características é uma das ‘fortalezas’ do governo Greca de Macedo, pelo qual fala sem pedir licença. Tem todas elas concedidas a priori, parece.

SEM MEIAS PALAVRAS

Com essas características, Mônica estaria abrindo caminhos sem meias medidas na Prefeitura. Isto até por desconsiderar o perfil da cidade, o DNA do curitibano, embora ela esteja aqui desde 1981, quando chegou para ser repórter da antiga Agência Nacional.

João Alfredo, empresário, um cavalheiro que domina os códigos da cidade, onde ele é um “man about town”, estaria sob controle psicológico máximo, diante das investidas da poderosa Mônica, assessora de “Sua Majestade”.

Segundo contam-me amigos que atuam naquelas bandas, a jornalista, frequentemente desconhecendo seus limites, entra em atribuições e direitos do chefe de gabinete. Daí a guerra ainda surda. Ainda…

Alguém, meio espírito gaiato, chega a sugerir:

– Está na hora de se estabelecer um Paralelo 38, aquela linha que divide as duas Coreias desde os anos 1950. Até agora o Paralelo tem evitado que os dois países se exterminem.


NÃO APOSTE TODAS AS FICHAS EM MAURO RICARDO

Mauro Ricardo: reclamações

Mauro Ricardo, o secretário da Fazenda do Paraná, foi capital num momento para o governo Beto Richa, quando promoveu o duro – e eficiente – ajuste fiscal que colocou as finanças do Estado em ordem. Todos se beneficiam do seu trabalho e de sua equipe, time que já vinha de sucesso comprovado em administrações públicas em São Paulo e Bahia.

FECHA NO “BUNKER”

Apesar disso, não acredito na possibilidade de Mauro Ricardo permanecer na Fazenda no Governo de Cida Borghetti.

Esse “feeling” alimenta-se muito no sentimento que bom número de empresários de porte expressa sobre o secretário. São reclamações que foram sendo anotadas ao longo dos anos, a principal delas a de que o secretário e seu “golden team” passariam encastelados na Secretaria da Fazenda, “infensos a reclamações, a solicitações de audiências e a pleitos empresariais”, segundo registra à coluna uma fonte de entidade empresarial da área do Centro Cívico.

“VOZ DAS RUAS”

Além do “feeling” – ou até mesmo por ele -, é de se admitir que o governo Cida, em busca de vencer também nas urnas, tenderá a “amansar feras”, como muitas vozes que hoje ecoam contra Mauro Ricardo. O que, de resto, não será surpresa, pois técnicos nem sempre afinam com a chamada “voz das ruas”, e das corporações empresariais.

Também não sou dos que apostam que o novo secretário da Fazenda será Silvio Barros II, conforme insistentes rumores da bolsa de secretariáveis. O cunhado de Cida deverá ter outro papel capital no governo dela.


LIDERANÇA DE ROMANELLI

Deputado Romanelli: conversão

Nos corredores da Assembleia, formou-se discreta bolsa de apostas entre funcionários sobre o novo governo. Conta com a presença quase secreta de dois deputados. Nela se aposta sobre o futuro do deputado Romanelli, abrigado no PSB, que, agora – para surpresa de todos -, não esconde interesse de ser o líder na AL do futuro governo Cida Borghetti.

Romanelli já foi porta-voz e “darling” de seu ex-amigo Roberto Requião, lembram-se?

Para alguns dos “cotistas da bolsa” a surpresa reside no singular fato de que até recentemente Romanelli era ardoroso defensor da candidatura Osmar Dias ao Governo.

Pois é.


VICENTE NÃO CONHECE, MAS ‘IDEIAS’ EXPLICA COLÔNIA CACATU

Diego Antonelli; Ex-deputado Rui Hara: neto de pioneiro; Fábio Campana: olhar de editor

Quando encontro Vicente, um nissei cinquentão, meu conhecido, corretor de imóveis de importante imobiliária de Curitiba, pergunto-lhe de chofre: “Você conhece a Colônia Cacatu, dos primeiros japoneses que se instalaram no Paraná?”.

Vicente se assusta, nunca ouvira falar que os primórdios da imigração japonesa no Estado começaram em Antonina, em 1917. Cacatu, então, soou-lhe inteiramente estranho.

E olha que o meu conhecido é nissei… Esse alheamento pode até ser interpretado como exemplo de perda de raízes culturais nipônicas entre os filhos, netos e bisnetos de japoneses.

MUITA TERRA EM ANTONINA

Cacatu foi exemplar projeto agrícola, 250 alqueires de terras em Antonina, sobre o qual o médico e ex-político Rui Hara dá um alentado depoimento a Diego Antonelli, na edição de março da revista Ideias, a madura publicação de Fábio Campana.

Hara é neto de Misaku Hara, pioneiro do projeto iniciado com outra família japonesa, a Yassumoto.

GENTE DESLOCADA

Diego Antonelli – hoje conquistando mestrado na UFPR -, é desses quadros jornalísticos que estão, infelizmente, alocados em assessorias de imprensa no dia a dia, por falta de veículos que invistam em profissionais como ele.

O jornalista, que escreveu muito sobre temas históricos para a antiga Gazeta do Povo, está fazendo um trabalho único: Campana pediu-lhe para levantar a história das imigrações no Paraná. O resultado até agora apresentado é para ser arquivado, consultado; gera subsídios sobre tema do qual se fala muito e pouco se conhece.

PORTAS FECHADAS

E também porque o mundo acadêmico continua a tratar da imigração no Paraná mais ou menos a portas fechadas. Ou com teses que ficam entre quatro paredes ou livros de pequenas tiragens.

Outra curiosidade: os três primeiros imigrantes que colocaram os pés em Curitiba chegaram aqui por equívoco. Na verdade, iriam, diz Antonelli, para a Argentina. Depois de muitas voltas teriam, até lutado na Guerra do Contestado.

Primeiros imigrantes japoneses

TEZZA, POETA AOS 60 ANOS

Cristóvão Tezza: edição limitada

Com a mensagem abaixo, o escritor Cristóvão Tezza convida para o lançamento de seu livro poético “Eu, Prosador me Confesso”, dia 17, às 11 horas, na Livraria Letras e Artes, Alameda Dom Pedro II, 44.

COM LINOTIPO

Aroldo:

Pois conforme promessa, segue o convite para o lançamento de meu livro de poemas.

É meio ridículo virar poeta assim, depois dos 60, mas que fazer? É uma edição artesanal, feita com linotipo, e com tiragem limitada.

Se puder aparecer, ficarei feliz em revê-lo.

Um grande abraço do Cristóvão Tezza


RATINHO JR. ENCONTRA VOLUNTÁRIOS CONTRA CÂNCER

Ratinho Jr. com voluntárias do grupo de apoio, em Pato Branco

“Essa visita à Gama de Pato Branco é emocionante e gratificante. Um exemplo de solidariedade, luta e perseverança”.

Com essas palavras, Ratinho Junior visitou na semana a sede da Casa de Apoio Gama de Prevenção ao Câncer, em Pato Branco. A instituição atua desde 2006 e conta com a dedicação de voluntários que recebem os pacientes que estão em tratamento.

Durante a estadia na casa de apoio, os pacientes recebem cinco refeições diárias, dormitório, material de limpeza e higiene pessoal, sem custo algum.

EXEMPLO DE SOCIEDADE

“Esse é um exemplo de que a sociedade civil organizada, muitas vezes, consegue promover um trabalho humano e social, muito melhor que as instituições públicas. Esse é um trabalho que deve ser incentivado e valorizado”, afirmou Ratinho Junior. Durante a visita, o pré-candidato ao governo lembrou de uma experiência pessoal: “Na minha família, já passei por essa angústia de ter alguém da família em tratamento. Mas com muito amor e carinho, essa etapa foi vencida”, concluiu.