Joias e bijus, luz própria na passarela

Minas Gerais, berço do ouro e das pedras preciosas, abre passarela para o Sindijoias Gemas. No primeiro desfile dedicado ao importante segmento no Minas Trend Preview, cuja 21ª edição termina nesta sexta, pontificaram as marcas Caleidoscópio, Carlos Penna, Claudia Arbex, Hector Albertazzi, Lázara e Marieta Rigoni.
As peças, de modo geral e também para ter visibilidade na passarela, são maxis. Para melhor realçá-las, as modelos usaram vestidos de cetim translúcido assinados pela grife Madrepérola. E a matéria-prima se transforma em arte nas pérolas que se derramam pelo corpo, no brilho das cristais, nas insinuantes correntes, nos volumes em 3D e nos movimentos que fazem os brincos lembrarem móbiles. Às margens da passarela, o Minas Trend sediou o lançamento do livro Joalheria no Brasil – história, mercado e ofício (Disal Editora), assinado pela designer gráfica e fotógrafa Claudia Dayé, jornalista Carlos Cornejo e pela doutora em design Engracia da Costa Llaberia. Em suas 288 páginas, estão a base histórica dos joalheiros, marcas e regiões, desde o século XIX; a matéria-prima, a criação da joia; a arte, design e moda, além de crônicas sobre os joalheiros, entre eles Daniel Sauer e Tobias Dryzun.
“Nosso trabalho buscou fazer um panorama do setor em todo o Brasil, e o polo de Minas Gerais está muito presente no livro, devido à sua riqueza no segmento de gemas e joias”, diz Claudia Dayé.

 

 

 


Os opostos se encontram na bijuteria

Vencedora do concurso de bijuterias realizado pelo Sindijoias Gemas em comemoração aos 10 anos do Minas Trend, a marca de acessórios Misfit, especializada em cristais, leva ao Salão de Negócios a coleção
Os opostos se atraem. É que a delicadeza e o brilho dos cristais Swarovski se unem à rusticidade das pedras naturais e dessa união nascem peças atraentes – anéis, colares, maxibrincos.
As sócias Mayara Tavares e Stephania Guimarães têm foco nas mulheres atraídas pela força energética dos elementos da natureza. Assim, a sofisticada artesania do saber contemporâneo se une ao misticismo ancestral, buscando a energia dos cristais. E nascem três linhas: a masculina, a casual e a feita com cristais da Swarvoski e composta por 58 modelos.
As gemas, quartzo, labradolita, opala, opalina, pirita, sodalita, turmalinas, drusa, ágata, ametista, cianita azul, áqua aura, howlita, citrino, fluorita e pedra-da-lua, proporcionam as cores em tons de azul marinho e cintilante, verde esmeralda, cinza metálico, roxo, lilás, rosa, goiaba e furta-cor.
Outros encontros: lapidações brutas e mistura de banhos. E uma observação: Misfit é o nome dado pela física para o desencontro dos parâmetros de rede dos cristais. Na língua inglesa, significa algo desajustado, fora do padrão.


Palone saúda Santo Amado, Jorge

De Fortaleza-Ceará chega aos salões do Minas Trend a marca Palone Design, que tem loja própria também na idílica Pipa-RN e atende clientela de vários Estados. Chega e pede passagem para a coleção Santo Amado, Bahia de todos. Sim, o “pai” de Gabriela (Cravo e Canela) é o inspirador.
A designer Palone Leão, filha de uma ourives, não trabalha com ouro precioso nem diamantes, mas tece filigranas no metal, dando ares de renda renascença, de colônias de corais e forma arabescos. Traz os encantos de Ilhéus. O metal dourado, afinal, é o mel do cacau.
O universo de Jorge está em toda parte: as casas dos barões do cacau despontam no azul (azulejaria portuguesa), o sol nordestino brilha na cor laranja, orquídeas e outras flores de resina exalam sensualidade…
Brincos, braceletes, colares, anéis e pulseiras, salve, salve.

E a reação das lojistas diante da desse universo satisfez Palone Leal, avaliando negócios realizados acima dos 30% os realizados no inverno anterior. Para ela, “as clientes estão confiando que as festas de fim de ano e também o 13º devem incrementar o varejo”.

 

E a reação das lojistas diante da desse universo satisfez Palone Leal, avaliando negócios realizados acima dos 30% os realizados no inverno anterior. Para ela, “as clientes estão confiando que as festas de fim de ano e também o 13º devem incrementar o varejo”.

 


Resina ganha status de nobreza

Ivana Salume dedica-se às bijuterias de resina há 15 anos, criando peças artesanais em pequenas coleções, mas também atende importantes marcas através do sistema private label.

Há trinta anos aprimorando a técnica de usar resina, o designer Sergio Volpi festeja os resultados alcançados com a coleção Origens, especialmente na linha de correntes, apresentada no salão de negócios do Minas Trend no box da marca paulista Ivana Salume.
O maior desafio lançado pela matéria-prima é obter a beleza e, após anos de trabalho, “temos as satisfação de deixar as correntes de acordo com a forma idealizada. Dentro da linha elos, as correntes são as vedetes da coleção”.
Surpreendentes a performance alcançada com a técnica laboriosa estampada na coleção Origens, vista antes na feira de Toronto, no Canadá. Volpi consegue que as bijuterias em resina tenham efeitos, às vezes até textura, de pedra, madrepérola, marfim, madeira, bambu, metal. E as cores também expressam a natureza.

Ao final do Minas Trend, Sergio Volpi comemorou o aumento de 35% na comercialização de produtos e 12% na captação de novos clientes em relação à temporada anterior. “Foi bastante satisfatório, o lojista sentiu que o pior já passou e que não podemos depender do governo para o comércio reagir. O lojista comprou com a certeza que o fim de ano será melhor que o do ano passado”.

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