Hospital realizou 207 transplantes em 2017

 

 

Angelina Caron, na Região Metropolitana de Curitiba, é a instituição com mais procedimentos realizados no Paraná esse ano

Salvar vidas todos os dias. Esse é o papel principal de um hospital. Ainda mais em um país onde o acesso à saúde depende de iniciativa e boa gestão dos recursos. E esse é o caso do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. A instituição realizou  207 transplantes de janeiro a maio, sendo o hospital com mais procedimentos realizados no Paraná esse ano, segundo os últimos dados disponíveis da Central de Transplante do Paraná. Os receptores ganharam uma nova oportunidade de viver com os transplantes de coração, córnea, fígado, medula óssea, pâncreas ou rim.

 

Para o médico responsável pela Central de Transplantes do Hospital Angelina Caron, João Nicoluzzi, esse desempenho é um alento contra a desinformação, o preconceito e alguns temores que envolvem a doação de órgãos, mas  pode melhorar. “A doação de órgãos ainda é um assunto tabu presente na sociedade. Mesmo com o acesso à informação e o constante esforço para se desmistificar a doação. Os números podem melhorar ainda mais, precisamos sensibilizar permanentemente a população para a necessidade da doação de órgãos e tecidos e mostrar quantas vidas podem mudar”, explica.

 

Volume que impressiona

 

A quantidade de transplantados pelo Angelina Caron representa 18% dos procedimentos realizados em todo o estado em 2017.

 

“Índices para os transplantes de coração e fígado, 66% e 40% respectivamente, reforçam a posição do Angelina Caron como referência para transplantes no Paraná. Para comparativo, em 2016 foram feitos 300 procedimentos, sendo o hospital que mais realizou transplantes no estado”, menciona Nicoluzzi.

 

Cinco coisas para se pensar

 

  1. Para se assumir doador, não é preciso nenhum registro por escrito
  2. Um único doador salva em média de 8 a 10 pessoas, com o transplante de córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, pele, ossos e válvulas cardíacas
  3. Não existe nenhuma despesa de operação. O SUS se responsabiliza por todos os gastos
  4. Idade e histórico médico não importam. Todas as pessoas são doadoras potenciais. O fator determinante é a condição médica
  5. Até mesmo as religiões contrárias à transfusão de sangue, como testemunhas de Jeová, são favoráveis à doação de órgãos e tecidos

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