GESSY, PAIXÃO DE VINICIUS, CONTA INTIMIDADES COM O POETA

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Gessy Gesse hoje

A Biblioteca Pública do Paraná recebe nesta quarta, dia 22 de novembro, a escritora Gessy Gesse. Ela foi a sétima esposa de Vinicius de Moraes, que teve nove mulheres. Gessy conta no livro “Minha vida com o poeta” muito do que conviveu com o letrista, compositor e figura pública brasileira durante 7 anos, durante a década de 1970, período em que ele foi viver com ela em Itapoã, na Bahia. Parte da programação do Mês da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), o encontro acontece na Arena BPP a partir das 15 horas e conta com mediação do escritor e jornalista Marcio Renato dos Santos.

CANDOMBLÉ E CAPOEIRA

Se Gessy relevar parte do que comentou no livro, o encontro já vale a pena. Ao conhecê-la, Vinicius mergulhou no universo do candomblé e da capoeira e criou ao lado do violonista Baden Powell, os afrossambas, o que representou uma nova fase em sua trajetória artística. “Minha vida com o poeta” também evidencia os conflitos do poeta, que bebia uísque diariamente e costumava abrir a casa em Itapoã até para turistas, que não faziam cerimônia e comiam e bebiam às custas do casal Vinicius-Gessy.

“SOL SOBRE A LAMA”

Gessy iniciou sua carreira como atriz nos anos 1960, entre diversos trabalhos, atuou em filmes como: “Sol sobre a lama” (1963), de Alex Viany (1918-1992), e “Senhor dos Navegantes” (1963), de Aloiso T. de Carvalho. Também atuou no teatro, na televisão, realizou projetos como produtora cultural e foi homenageada por Vinicius nas composições “Morena Flor” e “Samba de Gesse”.

A TONGA DA MIRONGA

Se alguém da plateia perguntar o que significa “A tonga da mironga do kabuletê”, expressão nagô que Vinicius usou no título e no refrão de uma canção, Gessy pode vir a comentar. Atenção: trata-se de uma questão, no mínimo, delicada.

Casamento com Vinícius
Casal no mar da Bahia

JORNALISTA GUILHERME VOITCH ESTREIA BLOG NO SITE DE VEJA

Jornalistas Guilherme Woitch, Cláudia Trevisan, Paola de Orte e Estelita Carazzai

A revista “Veja” que, em outros tempos, manteve sucursais em Curitiba e editou a “Vejinha” do Paraná – soçobraram apenas a Veja SP e a Rio – agora abre espaço para o estado em seu time de blogueiros. Na quinta-feira (16), o jornalista Guilherme Voitch estreou no site https://nam04.safelinks.protection.outlook.com/?url=www.veja.comfalando&data=02%7C01%7Coda_spada%40hotmail.com%7C08d979ba122f4cefd01608d52dcb5f71%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636465273853968796&sdata=rfYusiJz%2FiINWFTIOPMxFbNHYozgQBIRz5u6Vd0BSWM%3D&reserved=0 sobre política. Mas não só.

CASOS INFLAMÁVEIS

Voitch tem longa passagem pela imprensa do Paraná. Foi repórter de O Estado do Paraná e da Gazeta do Povo, onde se dedicou especialmente às coberturas nacionais de casos inflamáveis. Eram tempos românticos, mas barulhentos. A grande redação da Gazeta, na Rua Pedro Ivo, concentrava, no fim de tarde, jornalistas, paginadores, editores e um coro estridente de telefones ecoando ininterruptamente (até quando não tocavam). Ali morava Voitch. E, acredite o leitor, jornalistas moram em seus empregos.

BONECO DE VODU

Quando cansou da aventura, decidiu que era hora de mudar de ares.

Embarcou para São Paulo, onde trabalhou na “Folha” e depois na sucursal paulista de “O Globo”. Ainda assim, não rompeu o cordão umbilical com Curitiba, onde tem amigos, família e um círculo de políticos que sempre gostou de alfinetar, como faz um feiticeiro em seu boneco predileto de vodu.

IDIOSSINCRASIAS

Voitch tem lá suas idiossincrasias (quem não as tem?), mas sempre as deixou de lado quando se tratava de escarafunchar o terreno pantanoso da política. É com ela que ele estreia o seu blog. É com ela também que deve permear sua pauta diária até que se descubra, na segunda metade de 2018, quem serão os senhores do destino do país nos próximos quatro anos.

XERIFÃO

Não deveria haver surpresas. A política é tediosa e abarca com frequência os mesmos personagens. Já no primeiro post, Voitch deixa entrever o que nos aguarda. Jair Bolsonaro vem aí. “Não sei se duro ou caroável” como a morte do poema de Manuel Bandeira, mas virá. E já tem um chefe de campanha local: o deputado federal Fernando Francischini, conhecido por sua passagem pela polícia federal e, principalmente, por chefiar a Secretaria de Segurança Pública à época da guerra campal entre professores e policiais no Centro Cívico.

CAMPANHA DO “MITO”

Francischini, que já foi do PSDB, do PEN, é filiado ao Solidariedade e planeja transferir-se para o Patriotas, recebeu uma missão árdua: vai coordenar no Paraná a campanha do “Mito”, o epíteto elogioso de Bolsonaro entre os entusiastas de sua candidatura.

SOMA DE CONVENIÊNCIAS

Uma das missões do deputado, assinala Voitch, é encontrar um candidato a governador disposto a apoiar o presidenciável publicamente. Tarefa árdua, diga-se, mas jamais impossível. Tudo dependerá de uma conta simples, que soma o potencial de votos de Bolsonaro com os efeitos benéficos que pode transferir para o pretenso candidato.

PAI E FILHO

Voitch sabe disso. Para concentrar-se suas atenções ao estado, Francischini decidiu disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, o que pode gerar um cenário inusitado, uma vez que seu filho, Felipe, já ocupa uma cadeira no parlamento estadual e deve buscar a reeleição.

VIDA INTELIGENTE

Guilherme Voith, certamente, estará atento a este e outros acepipes da política local. É mais um dos talentos escalado nos grandes meios de comunicação do país. Ele, assim como Estelita Hass Carazzai, hoje na sucursal da Folha em Washington, e Tiago Eltz, correspondente da TV Globo em Nova York, são a confirmação de que, sim, há vida inteligente no Paraná.

CLAÚDIA TREVISAN

E não posso esquecer outro exemplo de paranaense que se consolidou em bom jornalismo, Cláudia Trevisan.

Cláudia trabalhou por anos no Estado do Paraná, sob a batuta de Mussa José Assis. Cedo se despertou para a realidade da China, indo, no começo dos 2000 trabalhar como correspondente do Estadão em Pequim.

Virou doutora em China, sua gente, seus políticos, sua economia, suas ambições e suas fraquezas. Tanto é que, embora hoje sendo correspondente do mesmo Estadão em Washington, para o qual produz matérias de primeira qualidade sobre a realidade política dos States, ela é deslocada para a China, sempre quando necessário enfocar o país de Mao sob o olhar da especialista que ela é.

PAOLA DE ORTE

Por último, mas não menos importante, a jornalista Paola de Orte, que foi revelada pela revista Ideias, de Curitiba, hoje atende a veículos da imprensa brasileira em Washington. Está há pouco meses na função, desdobrando-se como correspondente da Agência Brasil e de veículos impressos de alguns Estados. Ela é casada com um dos cônsules brasileiros em Washington, Rubens Campana.

Deputados federais Fernando Francischini e Jair Bolsonaro.


CONSCIÊNCIA NEGRA NAS HOMENAGENS DE OZEIL

Cônsul Ozeil Moura Santos: antecipou-se à boa onda

Admiro Ozeil Moura, o cônsul geral do Senegal para Paraná e Santa Catarina, desde quando o conheci, por meio de Dino Almeida, anos 70. Era então um dos pioneiros no planejamento urbano, com a sua Planepar. Mais o admiro ainda porque, muito antes dessa benfazeja onda de apoio à cultura afro-brasileira, Ozeil já era incansável batalhador pela afirmação da realidade negra, tão esquecida neste país em que somos, pelo menos, 60% portadores de DNA negro.

SESSÃO SOLENE

Assim, registro com satisfação a iniciativa do Consulado do Senegal, que terá sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado, dia 28, terça-feira, 18h30, Dia da Consciência Negra.

Na sessão solene, iniciativa do deputado estadual Cobra Repórter, os 322 anos da chamada imortalidade de Zumbi dos Palmares, o Consulado, o Centro de Integração Social, Cultural, Comercial e Turístico Afro-Brasileiro e a Câmara de Comércio Brasil-Senegal entregarão diplomas de reconhecimento a profissionais curitibanos de diversas áreas. São pessoas que o olhar dos dirigentes dessas instituições consideram paranaenses positivamente diferenciados.


ESQUEÇA: FECHOU A MOSTRA DE KRAJCBERG NO BOTÂNICO

João Alceu Ribeiro

João Alceu Ribeiro aposentou-se como jornalista. Mas continua atentíssimo aos fatos. Agora, por exemplo, me observa que o espaço que outrora foi dedicado a exibir a obra de Frans Krajcberg encontra-se abandonado. Literalmente. As obras do escultor que acaba de morrer, teriam ido para restauração. Mas no fundo, o que existe é uma antiga e grande encrenca entre a Municipalidade de Curitiba (Fundação Cultural) e os administradores da obra do artista.

Então, fica o dito pelo não dito e grato ao João Alceu, repórter sempre.

OLHAR DE REPÓRTER

Quando atuou no I&C e no Estado do Paraná, João Alceu foi atento observador das atividades econômicas. Foi peça importantíssima na Fecomércio, onde assessorou o presidente Darci Piana que, por sinal, ao ser eleito para a Academia Paranaense de Letras referiu-se ao jornalista com agradecimentos.

Jardim Botânico

CENTENÁRIO DE VENEVÉRITO

Venevérito Cunha: deixou grandes marcas

Há um ano morria em Curitiba o engenheiro Venevérito Cunha, que neste 2017 estaria completando 100 anos.

Venevérito foi profissional exemplar, alta qualificação, com marcas deixadas na cidade, como o edifício do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e a sede do antigo Albergue São João Batista, cuja mantenedora hoje disputa na justiça com a Cúria Metropolitana quem é o dono da instituição.

A obra social, de qualquer forma, com ou sem brigas, vai atendendo os pobres entre os mais pobres.

O HOMEM QUE CALCULAVA

Especializado em cálculo, Cunha deixou sua assinatura, também, na construção da Biblioteca Pública do Paraná, em 1953.

Os filhos do meu personagem de Vozes do Paraná 7 – dentre eles, a amiga jornalista Dirlene Sabóia – encomendaram missa pelo Centenário de Venevérito, na Igreja do Cristo Rei, sexta-feira, 17.


AMCHAM CRESCE GERANDO GRANDES ATRAÇÕES EMPRESARIAIS

Leandro Karnal, Von Sothen e Tânia Cosentino

Não é possível ignorar o crescimento da Amcham – Câmara Americana de Comércio – de Curitiba. Seus eventos vão ficando no nível de realizações empresariais de especial repercussão, como as que realizam a Associação Comercial do Paraná (Gláucio Geara), Federação das Indústrias do Paraná (Edson Campagnolo) e Fecomércio (Darci Piana).

ISSO FAZ A DIFERENÇA

O que vem diferenciando os eventos da Amcham é o nível das palestras, aulas, conferências. Tal como acontecerá – anotem – na próxima quarta-feira, 22 – quando, das 15 às 19 horas o “CEO FORUM” trará três notáveis. Eles indicarão sugestões para construção de imagem sólida no mercado. São eles: Leandro Karnal, professor da Unicamp, historiador, escritor; Otto von Sothen, CEO do Grupo Tigre; e Tânia Cosentino, presidente da Schneider Electric para América do Sul.

Os palestrantes explicarão como as empresas podem unir conceitos de identidade, propósito e legado para construir vínculo de admiração com clientes e colaboradores.

30 VAGAS

Há apenas 30 vagas.; Data: 22 de novembro

Horário: das 15h às 19h

Local: Espaço Torres (R. Pergentina Silva Soares, 159, Jardim Botânico, Curitiba)

Inscrições: https://nam04.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.amcham.com.br%2Fcalendario%2Fevent%3Feventid%3D991&data=02%7C01%7Coda_spada%40hotmail.com%7C08d979ba122f4cefd01608d52dcb5f71%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636465273853968796&sdata=sWfKdYuyv4Vc2UTYXa%2BfiQAfopwMTr4J7QaAw%2FZsi0o%3D&reserved=0


RAÍZES DO SAGRADO, COM LEANDRO KARNAL

Leandro Karnal é hoje um dos poucos intelectuais brasileiros de “tiro longo” e com visibilidade surpreendente. Dono de opiniões seguras, o pesquisador em História da segunda mais importante universidade do país – a Unicamp -, é sempre surpreendente. Mas para mim não é surpresa ter esse colunista do Estadão sido chamado para falar ao mundo empresarial pela AmCham-Curitiba.

É UM POLIVALENTE

Dono de uma cultura polivalente, abraçando solidamente diversos campos do espírito humano, o gaúcho Karnal passa aulas únicas de história, de psicologia profunda, de humanidades. Posso atestar a afirmação: sou leitor assíduo de Karnal, cuja última obra – ‘Santos Fortes’ – da Editora Rocco, vai batendo recordes de vendas.

Em parceria com outro ‘scholar”, Luiz Estevam de O.Fernandes, no livro Karnal transita com intimidade no universo das crenças brasileiras, com concentração nas devoções dos santos que alimentam a alma do povo.

Intelectual formado sob o ensinamento católico, Karnal se confessa hoje ateu.


EMPREGOS FORAM ABERTOS PELA FEIRA DA UNINTER

Jorge Bernardi: 14 mil pessoas

Jorge Bernardi, depois da frustrada campanha a vice da chapa de Requião Filho, à Prefeitura de Curitiba, mergulhou quase por inteiro na vida acadêmica. É braço direito do professor Wilson Picler, na qualidade de vice-reitor da Uninter.

MARINA SILVA

Pouco tempo dedica hoje à política. Não se aposentou dela – disse-me, recentemente. Pelo contrário, continua admirador quase sem limites da fundadora da Rede, Marina Silva, que aparece em terceiro lugar nas avaliações de intenções de votos para presidente da República. O que não é pouco, “e pode melhor muito” acredita Bernardi.

FEIRA DE EMPREGOS

Jorge, no momento, está preocupado mesmo é com o desemprego do brasileiro, e principalmente quanto ele atinge a população jovem. Por isso, comemora os bons resultados da recente Feira de Empregos da Uninter, realizada em Curitiba, dias atrás, que teve a participação de 14 mil pessoas, buscando oportunidade de trabalho.

TRÊS MIL POSTOS

A Feira reuniu 20 agências de Recursos Humanos, somando mais de três mil postos de trabalho para empresas como Riachuelo, Electrolux e Oi.

Nos próximos dias, os recrutadores farão a triagem dos currículos e vão iniciar as contratações.

“ALVO FOI ATINGIDO”

“Foi uma oportunidade única oferecer em um só local tantas vagas de empregos, para diferentes perfis e idade. Para muitos, foi o começo de uma nova história profissional. Atingimos o nosso objetivo com êxito”, comenta Jorge Bernardi, vice-reitor do Centro Universitário Internacional Uninter.