O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, afirmou ontem que a segurança na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro, deveria ser marcada por cautela. Questionado se recomendaria o desfile em carro aberto, o ministro disse que “a segurança sempre assessora, mas a decisão é do presidente [eleito]. Eu presidiria tudo por cautela”.

Etchegoyen lembrou o atentado sofrido por Bolsonaro no primeiro turno da campanha e afirmou que ele ainda é alvo de “agressões frequentes nas midias sociais”. O ministro defendeu que seja dada garantia a Bolsonaro e ao vice-presidente, general Hamilton Mourão, para as melhores condições de governo.

“Certamente, segurança do presidente eleito e da nova adminstração, exigirá cuidados mais tensos”, disse, em comparação ao aparato que tem hoje o presidente Michel Temer.
Conforme adiantou a Agência Brasil no mês passado, a vontade de Bolsonaro é desfilar no Rolls Royce no dia da posse “para estar mais perto do povo”, mas, por questões de segurança, ele tem sido desencorajado. A decisão caberá ao próprio Bolsonaro e poderá ser tomada até o dia da posse. Além da questão de segurança, a condição climática no dia também pode atrapalar o desfile em carro aberto.