Ainda não foi dessa vez que o Santos venceu na volta do Campeonato Brasileiro após o recesso para a Copa do Mundo. Novamente com problemas na criação das jogadas, o time paulista jogou mal, só empatou sem gols com a Chapecoense neste domingo, na Arena Condá, e não conseguiu se distanciar da zona de rebaixamento da competição.

Ainda sem o uruguaio Carlos Sánchez e o costarriquenho Bryan Ruiz, reforços para o meio-campo, o Santos sentiu a falta do jovem Rodrygo e praticamente não incomodou o time catarinense em Chapecó. Sem a vitória nesta 14ª rodada do torneio nacional, o técnico Jair Ventura segue pressionado no cargo.

Os santistas poderiam ter um domingo pior, já que os donos da casa criaram oportunidades para saírem com a vitória, que não veio em virtude das boas intervenções de Vanderlei e da pontaria descalibrada dos atacantes. O time catarinense até chegou a balançar as redes com Wellington Paulista, mas o atacante estava em posição de impedimento.

O segundo empate consecutivo deixa o Santos com 15 pontos e mantém a equipe muito próxima da zona do descenso, na 15ª posição, apenas a um ponto do América-MG, que abre o grupo dos quatro piores times da competição. A Chapecoense também não está distante do perigo da queda. É a 14ª colocada, com 16 pontos, e acumulou o seu terceiro empate seguido.

Os dois times têm adversários cariocas na próxima rodada. O Santos enfrenta o líder Flamengo, quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro. Um dia depois, a Chapecoense vai ao Rio de Janeiro encarar o Botafogo, às 19h30, no Engenhão.

O futebol jogado pelas duas equipes na noite deste domingo justificou as posições de ambos na tabela. Pouco criativos, ineficientes e com alguns momentos de apatia, os dois times, carentes de uma figura capaz de armar o jogo, fizeram uma partida morna e sem emoção na Arena Condá. O primeiro tempo, em especial, deixou a desejar.

O melhor momento da Chape na etapa inicial foi em cabeceio do Wellington Paulista, que passou perto da trave esquerda de Vanderlei. O Santos, mais retraído, chegou à frente em dois chutes da intermediária de Jean Mota. O primeiro foi defendido por Jandrei e o segundo passou perto do travessão.

O segundo tempo foi um pouco melhor em razão da mudança de postura do time catarinense, que passou a atacar mais. O técnico Gilson Kleina mudou a equipe e promoveu as entradas de Canteros, Guilherme e Osman. O mandante, então, foi mais perigoso, mas não o suficiente para chegar ao gol.

A linda defesa de Vanderlei em arremate de Elicarlos e a pontaria ruim de Bruno Silva, livre na pequena área, em lance cara a cara com o goleiro, foram os melhores momentos da etapa final, além do gol de Wellington Paulista anulado pelo árbitro pela posição de impedimento em que se encontrava o atacante.

O Santos, sem qualquer inspiração e carente de um armado criativo e do jovem Rodrygo, lesionado, limitou-se a se defender no segundo tempo. Até conseguiu segurar o adversário, mas fez mais um jogo ruim e não conseguiu se afastar da zona de rebaixamento, bem como aliviar a pressão em cima do técnico Jair Ventura. No final, resultado justo pelo futebol insosso dos dois times.