É muito estranho, mas é isso mesmo: os alunos dos quinto e sexto anos de Medicina da PUCPR, que cumpriam o chamado internato na Santa Casa de Curitiba – período de vivência prática em todas as áreas de atuação do hospital -, estão deixando a centenária instituição da Praça Rui Barbosa.

No ano próximo, eles começarão a ter aulas práticas no Hospital Cajuru, como seu novo e único hospital-escola; deixarão a Santa Casa neste final de ano.

Não é fácil entender os motivos apresentados para a mudança de um velho e fraternal acordo PUCPR X Santa Casa, embora o imbróglio ainda não tenha chegado a vias judiciais.

Fachada do Hospital N.S.da Luz dos Pinhais

Mas o que acontece é o seguinte:

a) A PUCPR, ao longo dos anos, desde o final dos 1990, ao assumir, na prática, a administração da Santa Casa, foi injetando muito dinheiro (seriam R$ 30 milhões, valores de hoje) para garantir o funcionamento do centenário hospital da Praça Rui Barbosa. E, diga-se claramente: com atendimento fundamentalmente pelo SUS;

b) Ao mesmo tempo, desde 2002, a Santa Casa passou a ocupar um amplo espaço cedido pela PUCPR – sem ônus – para funcionamento de seu ambulatório, no amplo espaço do Hospital Nossa Senhora da Luz do Pinhais (Rua Marechal Floriano).

NUNCA PAGOU ALUGUEL

Fique claro: não houve cobrança de aluguel nesse tempo todo;

c) A situação mudou desde que a própria PUCPR entregou em 2017 a gestão da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba à associação Pró Saúde, entidade beneficente, sem fins lucrativos, mantida, na prática, pela Congregação dos Padres Camilianos e que atua em 11 estados brasileiros;

d) Os camilianos são religiosos católicos especializados em saúde, com ênfase em administração hospitalar.

O superior mundial dos camilianos é um catarinense, formado em Curitiba, padre Leonardo Pecini.

HOMENS DE NEGÓCIO

Dom João Bosco Oliver de Faria: provedor

e) O raciocínio dos homens de negócio que gerem a PUCPR indica ser o seguinte: se o Pró Saúde ganha dinheiro gerindo patrimônio da PUCPR, porque a universidade não faz o mesmo com relação ao ambulatório localizado no Hospital N.S.da Luz do Pinhais?;

f) O valor que estaria sendo pedido pelo aluguel mensal seria de R$ 100 mil. Mas não se consegue confirmação oficial. As fontes não falam. Por ora.

g) O papel do ambulatório é valiosíssimo para a comunidade, pois atende a um público do SUS: só no ano de 2017 foram 437.857 consultas médicas lá feitas;

PRÓ SAÚDE: BONS RESULTADOS

Até agora a equipe do Pró Saúde na Santa Casa, comandada pelo administrador Eduardo E. Otoni, só colheu bons resultados, a começar por ter conseguido apoio de todos os médicos e funcionários, com modernas técnicas de gestão. Injetou recursos na Santa Casa, que encontrou com restos a pagar de R$ 5 milhões em 2017. Hoje os valores pendentes estão em torno de R$ 1 milhão.

Para 2020 a Pró Saúde espera “estar com as contas todas em dia”, diz uma fonte ligada ao provedor, o arcebispo emérito dom João Bosco Oliver de Faria.

BOA ADMINISTRAÇÃO

Para fontes da coluna/blog, a Pró Saúde “não fez milagres, apenas aplicou corretas técnicas de gestão administrativa”.

Uma delas, definitiva para a chegada de “novos tempos na Santa Casa”:

Ao contrário do que antes determinara a PUCPR, a gestão dos camilianos tratou de recuperar os planos de saúde, que haviam sido dispensados, pois o hospital só atendia 100% de clientes SUS.

O raciocínio é simples: os planos podem garantir meios financeiros para o atendimento SUS, “para um atendimento cristão aos doentes”, alega fonte médica.

A CONTA DA ELETRICIDADE

Um exemplo concreto de corretas decisões administrativas tomadas pelos novos administradores é a da “descoberta” de uma central de aquecimento de água que estava desativada há anos.

Agora, voltando a funcionar, atendendo o sistema de aquecimento dos chuveiros e banheiros, fez-se uma enorme economia. Os consertos por panes na rede elétrica decorrentes de falhas eram diários e onerosos.

ENTRA O PEQUENO PRÍNCIPE

Com a saída dos doutorandos da PUCPR, a Santa Casa de Curitiba receberá em 2019 para fazer residência os alunos da Faculdade de Medicina Pequeno Príncipe.

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Para entender a Pró-Saúde

Um hospital, como o de Pinhais, gerido pelo Pró Saúde

A Pró-Saúde é uma das maiores entidades de gestão de serviços de saúde e administração hospitalar do País. Tem sob sua responsabilidade mais de 2.068 leitos e o trabalho de cerca de 16 mil profissionais, sendo 2,9 mil médicos, contribuindo para a humanização do atendimento hospitalar, em especial do SUS. Com excelência técnica e credibilidade nacional, é uma Organização Social de Saúde (OSS) que oferece uma gama de serviços em benefício da vida.

A atuação na área de administração hospitalar tornou a entidade amplamente reconhecida no setor e permite que a Pró-Saúde ofereça a mesma qualidade em assessoria e consultoria, planejamento estratégico, capacitação profissional, diagnósticos hospitalares e de saúde pública, gestão de serviços de ensino e muitos outros.

SEM FINS LUCRATIVOS

A atuação da Pró-Saúde, entidade sem fins lucrativos, se alinha aos esforços da sociedade para o aperfeiçoamento dos serviços públicos de saúde. Como organização alicerçada na ética cristã e na vasta experiência católica de trabalho social, voltada aos mais diversos públicos, nas mais distintas realidades, a Pró-Saúde prima pela valorização da vida e pela defesa das condições essenciais para o desenvolvimento das pessoas.

Nos hospitais, nas unidades de saúde, nas UPAs, no Samu, nas creches, no atendimento a idosos, em todos os ambientes em que atua, promove o bem público e fortalece a dimensão humana dos serviços.

HISTÓRIA

A trajetória da Pró-Saúde se iniciou em 1967, com o trabalho de gestão hospitalar no município de João Monlevade (MG). Desde então, a instituição tem realizado um dedicado e duradouro trabalho marcado pelo profissionalismo, pela ética e transparência. Decano dos gestores de saúde do país e pioneiro dos cursos de administração hospitalar, o padre Niversindo Antônio Cherubin foi o primeiro presidente da instituição.

A Pró-Saúde possui a maior equipe de administradores hospitalares do Brasil, capacitados a promover soluções de gestão nas áreas de saúde e de assistência social. As soluções propostas pela Pró-Saúde são integradas, influenciando e racionalizando todos os setores da administração de um hospital, modernizando a gestão, buscando viabilidade econômico-financeira e promovendo um salto de qualidade no atendimento ao cliente.


Planos de saúde continuam com tímido crescimento

Plano de Saúde: sala de espera (Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

O mercado de planos de saúde médico-hospitalares segue registrando tímido crescimento. O total de beneficiários desta modalidade apresentou ligeira variação positiva de 0,1% no comparativo entre outubro de 2018 e o mesmo mês do ano anterior, o que representa saldo de 34,6 mil vínculos no período. Os dados integram a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), boletim produzido mensalmente pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

OS CANCELAMENTOS

Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS, alerta que, mais do que comemorar o pequeno avanço do setor ao longo do ano, é importante analisar os números de cancelamentos de vínculos.

“Adicionamos novos itens em nossa análise para mostrar um retrato ainda mais fiel do setor”, conta. “Em outubro do ano passado, a quantidade de cancelamentos na variação anual estava acima dos 1,1 milhão. A nova edição do boletim mostra que esse número está próximo de 945 mil. Ou seja, mais do que voltar a firmar novos contratos nessa modalidade da assistência, o setor tem conseguido diminuir a saída de beneficiários”, analisa.

OS DE 59 ANOS

Seguindo como uma tendência recente, o total de vínculos com pessoas de 59 anos ou mais continua crescendo. “A NAB mostrou que essa é a única faixa etária a apresentar crescimento no período de 12 meses encerrado em outubro passado. O aumento de 167,3 mil beneficiários nesta faixa etária corresponde a um avanço de 2,5%. Esse fenômeno acontece tanto pela mudança de idade quanto por novos vínculos firmados”, completa.

PLANOS ODONTOLÓGICOS

Enquanto o total de beneficiários de planos médico-hospitalares continua praticamente estável, planos exclusivamente odontológicos crescem em ritmo acelerado. Nos 12 meses encerrados em outubro deste ano, o setor registrou mais de 1,7 milhão de novos vínculos, com alta de 7,6%.


Operadoras não precisam fornecer remédio fora da lista da Anvisa

Alguns remédios importados, não liberados pela Anvisa (Denis Pepin/Shutterstock)

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou dois recursos especiais de São Paulo, em demandas repetitivas, envolvendo duas operadoras de saúde. A resolução do tema, cadastrado sob número 900 no sistema da Corte, resultou na tese de que “As operadoras de planos de saúde não estão obrigadas a fornecer medicamento não registrado pela Anvisa”.

IMPORTADOS NÃO

“As operadoras buscavam, nos respectivos processos, a chancela judicial da negativa ao fornecimento dos medicamentos não registrados na Anvisa, conhecidos como medicamentos importados, sendo que as decisões, até então, baseadas no Código de Defesa do Consumidor (CDC) obrigavam a operadoras a fornecer o tratamento prescrito pelos médicos aos pacientes”, explica o advogado Marcio Cavenague, do escritório Küster Machado Advogados.

CRIAR PROBLEMAS

Segundo ele, as decisões das instâncias ordinárias foram suplantadas pelo STJ exatamente porque esse entendeu que as disposições do CDC têm aplicação apenas subsidiária aos contratos de planos de saúde, razão pela qual, no conflito entre as normas, prevalecem as normas de controle sanitário, até porque, segundo a própria Corte, em evidente prestígio ao regulamento sanitário, o Poder Judiciário não pode “atropelar todo o sistema criado para dar segurança sanitária aos usuários de medicamentos, sob pena de causar mais malefícios que benefícios”.

A decisão do tribunal, o entanto, deixa claro que a justiça é o caminho para apreciar pedidos de fornecimentos de medicamentos não registrados pela Anvisa.

(fonte: IEES)


Indicação para diretoria da PF esbarra em regimento da instituição

Jailton de Carvalho (O GLOBO | 05/12/2018)

Delegado Igor Romário de Paula: esbarra em regras; Maurício Valeixo: nova escolha a fazer?

A decisão do futuro diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, de indicar o coordenador da Operação Lava-Jato em Curitiba, Igor Romário de Paula, para a poderosa Diretoria de Combate ao Crime Organizado em Brasília esbarra num obstáculo de ordem legal. Segundo delegados da instituição, Igor não pode ser nomeado para o cargo, um dos três mais importantes na hierarquia da polícia, porque nunca foi superintendente e nem ocupou cargos de chefia em âmbito nacional. A exigência estaria em recente regra introduzida no regimento interno da polícia por portaria do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

REGRAS ANTIGAS

Para nomear o chefe da Lava-Jato no Paraná como o xerife do combate à corrupção em todo o país, o Ministério da Segurança teria que alterar novamente as regras de ascensão funcional dentro da polícia. Ou seja, dependeria de uma decisão de Jungmann ou do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro. A outra alternativa seria a nomeação temporária de Igor para uma superintendência para, depois, acomodar o delegado no quadro de diretores da polícia. A indicação de Igor partiu de Valeixo e tem o apoio de Moro, com que o delegado trabalhou desde o início da Lava-Jato.

DE PERNAMBUCO

Se a indicação de Igor for mesmo suspensa, o nome mais cotado para assumir o cargo é do atual superintendente da PF em Pernambuco, Cairo Costa Duarte. Já está definido que o vice-diretor da polícia será o delegado Disney Rossetti, superintendente em São Paulo, e ex-diretor de Inteligência.


Editora Abril continua à venda

Edifício sede da Editora Abril em SP

O advogado carioca Fabio Carvalho reuniu-se na terça-feira com o alto comando da Abril em sua negociação para comprar a editora fundada por Victor Civita. As negociações estão avançadas.

Carvalho, especialista em recuperação de empresas, tem participação na Casa & Vídeo, controla a Leader Magazine e é o maior acionista individual da Liq (ex-Contax).


Paraná sempre no ‘olho do furacão’

O noticiário das agências continua colocando o Paraná no “olho do furacão” das operações da Polícia Federal, conforme o noticiário desta quarta das agências:

“A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira, 5, 11 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão no Rio e no Paraná, como parte da 57ª fase da Operação Lava-Jato , apelidada de “Sem Limites”.

Segundo a investigação, empresas de petróleo e derivados pagaram cerca de US$ 31 milhões de propina para funcionários da Petrobras entre 2009 e 2014. Os esquemas de corrupção aconteceram em duas áreas da estatal: trading (compra e venda de petróleo e derivados) e afretamento de navios.


“Estadão” aponta problemas na indicação ao Meio Ambiente

Biólogo Ismael Nobre, com apoio militar; Delegado Alexandre Silva Saraiva, do Amazonas: novo nome

Para tentar destravar a indicação do ministro do Meio Ambiente, Bolsonaro teve uma série de encontros nas duas últimas semanas. As reuniões provocaram especulações, convites recusados e descartes de nomes. Para auxiliares do presidente eleito, há quase um consenso de que o ministério deve ser uma espécie de “secretaria” da pasta da Agricultura.

DESAVENÇA

Um sinal de desavença entre os vários núcleos que apoiam Bolsonaro está no fato de que há pelo menos dois grupos trabalhando em propostas para a área ambiental. Na equipe de transição, há o GT de ambiente, ligado ao núcleo militar, liderado pelo biólogo Ismael Nobre.

EVARISTO

Mas há também uma outra equipe, coordenada pelo agrônomo Evaristo de Miranda, da Embrapa, que, a convite de Onyx Lorenzoni – futuro ministro da Casa Civil –, elabora um diagnóstico sobre o funcionamento da pasta a fim de propor a sua reformulação.

MAIS COTADO

Miranda foi um dos primeiros nomes cotados para a pasta, mas já afirmou diversas vezes que não aceitaria o convite por questões pessoais. Ao Estado, disse que espera poder contribuir mais com o futuro governo como pesquisador.

Seu nome também não agrada aos militares e é contestado por uma boa parcela da comunidade acadêmica, em especial por cientistas que trabalham com inteligência territorial e georreferenciamento de dados mesmo dentro da Embrapa.

PODER DE VETO

Na prática, enquanto o grupo político da transição busca mais espaço e um nome alinhado a seus interesses, os militares tentam exercer seu poder de veto.

DELEGADO

Nesta terça-feira, 4, Bolsonaro conversou por telefone com o delegado Alexandre Silva Saraiva, superintendente da Polícia Federal no Amazonas.

A entrada de Saraiva na lista de cotados evidenciou, para integrantes da equipe de transição, que o trabalho do Ibama de combate às máfias que atuam na Amazônia não necessariamente será esvaziado.

(O ESTADÃO)

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“ESTADÃO” APONTA PROBLEMAS (2)

Evaristo de Miranda: currículo e obras impressionantes

Até podem existir vetos ao nome de Evaristo de Miranda para o Meio Ambiente. Só estranho que seriam tais vetos de militares. Há poucos dias, o diretor da Embrapa foi mais uma vez reconhecido por suas ligações com o mundo castrense, condecorado pela Aeronáutica; assim como já recebeu altas condecorações da Marinha e Exército.

NAS CASERNAS

Desta forma, nada indica que o cientista, doutor em Ecologia, seja malvisto nas casernas. Pelo contrário.

De qualquer forma, em defesa de Evaristo é preciso citar seu enorme currículo e uma produção científica ímpar sobre temas ambientais. Sem dúvidas, além da expressiva bibliografia que tem produzido, é preciso contemplar a obra que o identifica singularmente.

O último livro de Evaristo

NÃO QUER O MINISTÉRIO

E, por último, há que se deixar bem claro: Evaristo tem repetido desde o começo que não quer assumir o Ministério do Meio Ambiente, por motivos pessoais (tem familiar que, com saúde abalada, precisa de sua presença constante).

Quanto a restrições no mundo acadêmico ao nome de Evaristo, se elas de fato existem, não me surpreendem. Até porque o universo científico é conhecido pela invidia que produz em torno de produção científica. Os cientistas não estão infensos às ações dos holofotes, às “vanitas vanitatum”, a vaidade das vaidades. Muito pelo contrário…


Belas Artes será transferida para o Centro de Convenções

A governadora Cida Borghetti confirmou nesta quarta-feira (5) a transferência da Escola de Música e Belas Artes do Paraná para o prédio do Centro de Convenções de Curitiba, no centro da Capital. O espaço também vai abrigar o Teatro Mario Schoemberger.

A governadora Cida Borghetti descerrou nesta quarta-feira (5) a placa, inaugurando o Teatro Mário Schoemberger, e confirmou a transferência da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap)? Câmpus Curitiba 1 da Universidade Estadual do Paraná (Unespar)? para o prédio do Centro de Convenções de Curitiba, no Centro da Capital (Foto: José Fernando Ogura/ANPr)

Curitiba ganhou um novo espaço de cultura e formação. A governadora Cida Borghetti confirmou nesta quarta-feira (5) a transferência da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) – câmpus Curitiba 1 da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – para o prédio do Centro de Convenções de Curitiba, no centro da Capital. O espaço também vai abrigar o Teatro Mario Schoemberger.

O prédio, que pertence ao Governo do Estado, estava sem uso e agora passará a ser administrado em conjunto pelas Secretarias de Estado da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A cerimônia em que foi confirmado o novo uso do imóvel contou com a presença da governadora, secretários de Estado, artistas, professores e alunos, além da apresentação da Orquestra da Embap e da Banda da Polícia Militar.

ESPAÇO DA LIBERDADE

O local será agora rebatizado e se chamará Espaço da Liberdade. “É um imóvel nobre e emblemático para a população de Curitiba, que abrigou o Cine Vitória, primeiro cinema da Capital”, disse Cida. “A entrega deste novo espaço de artes, cultura e educação superior é simbólica. A Escola de Belas Artes terá um local adequado para suas atividades de formação de novos músicos, artistas e professores”, destacou.

Uma das primeiras diretoras da Escola de Belas Artes, a pianista e professora Henriqueta Garcez Duarte começou seu trabalho na instituição em 1974. “Quando eu assumi, fiz o pedido de uma sede própria e de concursos para professores. Os concursos eu consegui, mas não a sede. Agora estamos aqui neste local que conheço bem, onde fizemos lindos concertos. Por isso agradeço por este espaço”, disse.

NOVA SEDE

O imóvel, localizado no centro de Curitiba, tem área total de mais 8 mil metros quadrados, distribuídos em três blocos e um auditório. São cinco pisos com espaços apropriados para palestras, feiras, congressos e cursos.

Com isso, grande parte dos cursos ofertados pela Embap serão realocados para o prédio. Atualmente, a instituição funciona em três prédios alugados, que custam R$ 1,3 milhão aos cofres públicos por ano.

“É um local histórico e com um auditório maravilhoso que vamos desfrutar ao máximo, vamos rodar muitos concertos em parceria com a Cultura”, disse o diretor do câmpus, Marco Aurélio Koentopp. “Estamos estudando quais cursos serão transferidos, faremos um projeto de adequação do espaço, mas a ideia é trazer o máximo de cursos para cá”, afirmou.

O câmpus Curitiba I da Unespar tem 681 alunos matriculados e oferta, anualmente, 215 vagas em oito cursos de graduação: Artes Visuais (bacharelado e licenciatura), Canto, Composição e Regência, Pintura, Gravura, Escultura, Instrumento e Música. A governadora também aprovou recentemente o bacharelado em Museologia.

Koentopp afirmou que a instituição também trabalha para conseguir revitalizar o prédio histórico localizado na Rua Emiliano Perneta. A reativação do imóvel permitirá que todos os cursos da Embap funcionem em espaços próprios, desonerando os valores gastos com aluguéis.